Mudando + Participando = WIN!

Coisa fodistica #1) Eu raspei a cabeca por uma boa causa.

Serio. Mais detalhes, aqui: http://shaveforacure.co.nz/view_event_profile/4421 :P

Biiiito!A Nova Zelandia eh cheia das coisas legal pra fazer as pessoas participarem de  eventos de arrecadacao pra entidades diversas. Eh assim com o Shave for a cure, eh assim com o Movember tambem. Enquanto no Shave for a Cure as pessoas raspam a cabeca pra ajudar pessoas com leucemia e doencas relacionadas ao sangue, o Movember arrecada dinheiro para suporte as pessoas que tem cancer de prostata. Eu ja participei de um Movember (vide foto de quem quer dirigir um caminhao / cobrar passagi / bater laje), mas nao tive muito sucesso. Dessa vez, com o Shave for a Cure, passei da minha meta de arrecadao e to felizao. :)

Obrigado a todo mundo que participou e doou um pouquinho! Mesmo!  (Se voce esta se sentindo super, ainda pode doar no link do meu profile. ;))

Coisa fodistica #2) Eu mudei. :)

Mas nao to aqui pra falar da casa nova. Eu to aqui pra falar dessa coisa de morar com flatmate.

The Aiporrrrrt!Can’t beat Wellington on a, errm, rainy day…

Morei 2 anos e uns bucado num flat fantastico perto do centro, dividindo o espaco com 4 pessoas (5 durante um tempo). Devo dizer que, pra um imigrante recem chegado, talvez tenha sido a experiencia mais importante pra minha adaptacao.

Reza a lenda que achar um flat bacana onde seja facil a convivencia eh dificil. De fato, isso faz sentido. Eu dei uma sorte gigante em achar um lugar muito bacana onde as pessoas viraram grandes amigos.

Logico, sim, algumas problematicas surgem. Com o tempo voce aprende a lidar com aquele que bebe um pouco mais, ou com o outro que traz namoradas barulhentas pra casa. Mas durante os dois anos la, meus flatmates foram completamente companheiros com lingua, cultura e tudo mais. Foi la que entendi como rugby e criquete funcionam. Foi la que entendi que o jeito de lavar vasilha deles, apesar de meio estranho, eh super pratico. Fui la que aprendi que da pra passar dias sem comer arroz com feijao e que jantar as 7 da noite pode ser um negocio bacana.

Fora as diferencas culturais, construi lacos bacanas. Discuti planos de vida, toquei no casamento de 2 deles e colhi algumas historias legais pra contar. Morando com gente diferente (e com muita gente) da uma cara diferente a sua casa. Sabe aquela parada que “voce vira a casa e a casa vira voce”? Talvez voce nao saiba, porque eu acabei de inventar. Mas faz sentido. O ingles tem a expressao “you became part of the furniture” (Voce vira parte da mobilia). Expressao que faz algum sentido nesse contexto.

Mas, querendo ou nao, morar com gente diferente cansa. A cadeira fora do lugar, o DVD estimado que foi pego emprestado jogado casualmente no sofa e o barulho da casa quando voce quer ficar quieto incomoda e a gente tem que buscar conforto. E se passaram dois anos. Tava na hora duma mudanca. A vida prossegue.

Se voce tem medo de dividir flat com gente estranha (enfase nos dois sentidos: estranha do tipo “que voce nao conhece” ou estranha do tipo “Jesus, que pessoa cabulosa”), eu recomendo. A casa eh sua e voce aprende a fazer dela algo seu. A chance de fazer uns amigos pelo caminho eh sensacional e vale toda a pena. :)

Vez ou outra bate a saudade. Mas vamos que vamos. Careca, com frio (na cabeca), mas vamo que vamo. :)

A Nova Zelandia e os terremotos

Ja tem tempos que eu to pra escrever isso. Pessima hora. Entao talvez seja a melhor.

Por incrivel que pareca, frente a uma parada tao grande e assustadora, eu nao sinto medo, e tambem nao sinto que esse eh o sentimento geral. Todo mundo entra em estado de alerta e esta se preparando caso algo aconteca. Mas, ate o momento, o clima eh de uniao e apoio a tudo e a todos em Christchurch.

Se voce nao sabe o que esta acontencendo, Christchurch na ilha sul passou por um terremoto de magnitude 6.3 perto (10km de distancia) do centro da cidade. Grande parte da cidade foi destruida e o estrago na regiao foi grande. Efeitos como liquidificacao do solo e os aftershocks (terremotos menores apos o principal) estao ocorrendo e a coisa nao eh legal.

  Rua em Christchuch, apos o terremoto. Fonte: stuff.co.nz

Mas, como eu disse, nao tem ninguem parado. A cidade ja tinha passado por um terromoto maior em Setembro, mas que devido a distancia nao fez tantos estragos. Infelizmente, o segundo acontenceu logo quando as coisas estavam tomando forma. O primeiro nao teve fatalidades, mas este ja contabilizou mais ou menos 160 mortes.

Logico, sim, no primeiro momento vem o susto. A tentativa de contato para saber se conhecidos ou familia de conhecidos estao bem. Dado isso, todo mundo comeca a se mover pra arrumar a coisa e confortar o que pode. So pra ter ideia, ai vai uma listinha de sites com foco em ajudar os que sofreram problemas com o evento:

  • Civil Defense
  • Cristchurch Earthquake Appeal
  • Red Cross Earthquake Donation Appeal
  • Quake Escape
  • Shelter
  • SPCA Donations, para os animaizinhos
  • Adopt a Christchurch Family
  • Student Volunteer Army

    Existem outros trocentos servicos de mensagem de texto para doacao. Todos os bancos tem algum fundo pra o terremoto. Varias lojas fizeram reversao de porcentagem de vendas para doacoes e eh impossivel nao participar da comocao. Na ilha sul, as cidades vizinhas estao se organizando e recebendo as pessoas como podem. E a galera nao ve a hora de reconstruir uma cidade melhor e mais bonita.

    Existe uma parada engracada no conceito de terremoto. Ha duas noites atras eu acordei as duas da manha com um barulho que achei que era so um barulho de navio no porto ou um caminhao por perto. Mas o barulho foi aumentando e de repente a ficha caiu que era um terremoto chegando. Pulei de barriga pra baixo na cama pra me proteger e de repente tudo comecou a balancar de um lado pro outro. Cinco segundos depois tudo passou e nada demais aconteceu. Levantei e comecei a checar a casa e ver se tudo e todos estavam bem. Conectei pra saber mais informacao e fiquei sabendo que um terremoto de 4.3 tinha acontecido ao norte de Wellington. Eu ja presenciei alguns antes tao temerosos quanto. Mas eh uma coisa que vem e vai sem aviso. Nao existe forma de prever e quando se percebe que vai rolar nao ha tempo de fazer nada. A sensacao de falta de equilibrio e o barulho a sua volta nao sao nada legais.

  • Existem muitas teorias de como se salvar. O Triangulo da vida (Triangle of life) eh uma das mais controversas e, depois de presenciar um terremoto e ler varios relatos, uma grande bobagem. O Duck, Cover, Hold (Abaixe, Se cubra, Se segure [traducao melhor, alguem?]) ainda eh a mais efetiva, e batentes de porta e vaos de escada sao as partes da estrutura de um predio que voce tem acesso que sao as mais seguras. Todavia, cada casa eh um caso e, mais uma vez, qualquer tentativa de se achar um padrao eh uma bobagem.

    Fato eh que, na Nova Zelandia, terremotos sao parte do dia-dia. Um terco dos predios de Christchurch foram condenados apos o terremoto e vao precisar ser demolidos. Um terco. 160 mortes confirmadas.  Pra magnitude do terremoto isso eh um numero ameno. Compare os numeros com os terremotos do Haiti e da China no ano passado e eh visivel o quao o pais eh preparado. A legislacao pra construcao eh firme e a fiscalizacao tambem nao brinca.

    Ano passado eu participei do curso de formacao de voluntarios para a defesa civil de Wellington e tive um contato com a estrutura de trabalho e organizacao das camadas da Defesa Civil do pais. Fora isso, rolou exposicao ao trabalho de voluntario em situacoes reais e entendimento das prioridades e planos quando uma coisa assim acontece. Esse curso me cria varias oportunidades. Posso, por exemplo, me voluntariar para problemas como o de Christchurch. Dessa vez, infelizmente nao pude comparecer. Mas apos o curso a gente teve contato com o publico e eh legal ver como todo mundo se preocupa e se envolve. Uns mais, outros menos. Dados os acontecimentos de Christchurch, a galera ta se ligando mais ainda.

    So pra constar, a galera da Defesa Civil tambem tem uma conta de Twitter para alertas especificos a Wellington.

    O Geonet eh o centro de referencia pra atividade sismologica na Nova Zelandia. Se algo acontece, vai aparecer la. E a conta de twitter do Geonet eh uma coisa interessante de se seguir uma vez que ele twitta terremotos o tempo todo. Bom, “interessante” eh relativo, mas da pra ter uma ideia de como a atividade cismica no pais eh monitorada. :P

    A proposito, a White Island, um vulcao ativo no norte do pais, eh um dos meus pontos nao visitados preferidos e o plano de ir pra la persiste.

    No fim das contas, ate bom humor a galera tem. Nesse site existe uma galeria de latrinas improvisadas construidas pelo pessoal de Christchurch. Reza a lenda que o Kiwi eh um dos povos mais inventivos do mundo. Com o bom humor e solidariedade deles, eh dificil nao se contagiar e lutar para fazer o melhor pra sair de uma crise como essa. :)

    Rápidos Updates da Vida Kiwi

    Então. Em 2010 o Vomit Bag ficou meio paradão. O começo do ano foi meio lento e preguiçoso pra eu atualizar aqui, sem maiores acontecimentos. Já no segundo semestre eu entrei pra NZSM pra estudar Jazz. A rotina foi pesada e eu tive dificuldade pra atualizar minha vida virtual.

    A experiência na escola de música foi das melhores. Eu conheci muita gente bacana por lá, me familiarizei com o método de ensino deles e tive a chance de ver, ouvir e tocar com alguns dos melhores músicos da Nova Zelândia. E ainda fiz um showzinho de fim de ano com a minha turma.

    rail-damageEsse ano também a Nova Zelândia viveu um dos mais fortes dramas de sua história com o terremoto de Christchurch, que ainda tem causado prejuízos com aftershocks constantes. Um dos pontos altos do ano pra mim foi participar do curso pra capacitação de voluntários para emergências na defesa civil de Wellington e poder acompanhar e entender o trabalho dos caras em volta de eventos como esse. Pretendo fazer um post mais extenso sobre isso em breve.

    Fora isso, Wellington elegeu uma prefeita que vai trabalhar de ônibus ou bicicleta, o Hobbit finalmente foi confirmado pra ficar na Nova Zelândia, e os Flight of the Conchords, que eu adoro, fizeram uma participação giga nos Simpsons (clique aqui ou aqui pra ver uns trechos).

    E, em 2010, a Nova Zelândia deu Boy pro mundo. E Boy é uma das minhas coisas favoritas na Nova Zelândia.

    A vida por aqui vai bem, obrigado. A Nova Zelândia deixou de ser o objetivo e agora é o meio. Aquele medo e a postura perante ao desconhecido se foram, e agora o conforto toma lugar. Não o conforto do comodismo, mas o conforto que me deixa mais tranquilo e confiante pra poder tocar a vida em cima do lugar maravilhoso que esse país é. Antes era muito fácil jogar a bola pra qualquer incômodo no país, cultura ou os cambau. Agora já me sinto muito mais solto pra aproveitar o que posso gozar da tranuilidade e oporunidades por aqui. E 2011 promete bastante coisa legal. :)

    Diogo Freire em Cape Reinga

    Eu, cabeludo, olhando pra onde o Pacífico e o Mar da Tasmânia se encontra em Cape
    Reinga, em Novembro de 2010

    Aconteceu na Nova Zelândia #1

    jaca-paladium “Aconteceu na Nova Zelândia” – Oh Jaca Palladium!

    Manchete #1

    Você já ouviu falar do Political Busker? Não? Então. O cara é uma figura conhecida nas ruas de Wellington – principalmente no Manners Mall – que é um pedinte diferente. Ele não tem plaquinha ou fica tocando violão com o chapéuzinho na frente. Ele simplesmente te pára por dez minutos e com algumas perguntas tenta te mostrar que de política você não sabe nada. Mesmo com argumentos meio duvidosos e bem Marxistas o cara tem lá seus pontos interessantes e é bom ouvir ele falar pra enriquecer o que a gente sabe.

    Se você não conhece o Manners Mall é uma rua fechada só pra o trânsito de pedestres, uma área bacana e bem movimentada no centro da cidade. Só que o conselho resolveu que vai abrir a rua novamente pra passagem de ônibus pra poder melhorar o trânsito do centro (Mais aqui: Buses back in Manners Mall). Pra constar, a rua era aberta a trânsito de carro há 30 anos atrás e o conselho resolveu re-abrir como parte das obras planejadas pra a melhoria da cidade até 2020 (!!!!). A decisão teve protestos acalorados e opiniões distintas mas acabou indo em frente.

    Pois bem. O Manners Mall é o ponto do Political Busker. É lá onde ele ganha o pão dele. E daí ele resolveu protestar direito contra as obras, como você pode ver aqui: Mall protester’s damage act misfires. Quando eu conversei com ele eu lembro que, entre achar que o Lula é o cara (aarrgghh) e umas visões bacanas sobre o regime Cubano, ele terminou a conversa dizendo que a política nada mais é que a pensar em prol do bem coletivo e agir de acordo com seu pensamento. Eu apoio a visão e a atitude do cara até certa extensão. :)

    O engraçado é que atitudes como essa viram gigantes uma vez que violência nas ruas é uma coisa extramamente rara por aqui. E mesmo o cara não machucando ninguém, dá pra ver que a polícia não brinca.

    Ele já foi solto, banido por uma semana do Manners Mall e agora já voltou a trabalhar.

    Manchete #2

    allwhites Os All Whites – como é batizada a seleção da Nova Zelândia – fizeram uma campanha invicta na copa do mundo com três empates mas não progrediram pra segunda fase.

    Com três empates contra Eslovênia, Paraguai e a monstra Itália o time virou orgulho nacional e as discussões se isso vai afetar ou não a paixão nacional com o Rugby acaloraram-se.

    Ano que vem a copa de Rugby vai ser aqui e, sinceramente, eu acho que o futebol deles tem muito a crescer pra poder tomar o lugar do Rugby. Mas mesmo assim é interessante ver a alegria e o empenho deles com o time.

    Pra por em perspectiva, essa foi a segunda copa que a Nova Zelândia participou na história. Na primeira, em 1982, a Nova Zelândia jogou contra a Escócia, União Soviética e Brasil e perdeu os três jogos por 2-5, 0-3 e 0-4, respectivamente.

    Manchete #3

    blanketman Wellington tem um mendigo, que eu me arriscaria a chamar de O mendigo oficial. O Blanket Man tem até página na Wikipedia. E o cara não enche o saco de ninguém, tirando o fato de que ele deixa “as coisa” à mostra ou tira a roupa de tempos em tempos.

    Agora, escrevendo isso aqui, eu comecei a me perguntar o que tem no iPod dele que ele tanto curte… Mas enfim. Se você quiser vê-lo em ação só dar um passeio na Courtenay com Tory que é batata!

    Austrália!

    Oh-stralia! :) Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora!

    A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui.

    Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é uma cidade que sempre ouvi falar maravilhas. E segundo que os primos e grandes queridos da minha mãe moram por lá. Eu lembro deles de quando eu era muito pequeno, mas como a vontade de vê-los era grande por minha parte e por parte da madrecita, seria uma boa oportunidade pra conhecer a cidade com quem conhece do assunto e passsar um tempo bom com pessoas importantes pra gente.

    O lance é que eu e minha mãe sabíamos que minha mãe iria, mas pra eles, os primos, eu tava indo com uma pessoa que eles juravam ser a namorada ou algo do tipo. Na nossa chegada em Melbourne ver a surpresa de Dayse, Lô e Tereza ao ver que a compania era minha mãe já pagou a viagem.

    No primeiro dia a gente curtiu a família, relembrou os velhos casos e contamos os novos. Rolou um pão de queijo e aquela comida mineira bacana! Aquilo foi uma noite boa. Aliás, a estadia inteira foi sensacional. A gente foi super bem tratado, eu comi pão de queijo de com força e não podíamos ter ficado em lugar melhor.

    Nos dias que se seguiram eu e mama exploramos a cidade como pudemos. Melbourne é uma cidade fantástica, de arquitetura sensacional e transporte público invejável. A vida cultural é intensa e a cidade é aberta. Uma das coisas que mais nos chamou atenção tanto em Melbourne quanto em Sidney é a quantidade de parques urbanos e o apreço à preservação dos mesmos. No meio de uma cidade agitada como Melbourne cinco minutos de caminhada te colocam num lugar super tranquilo, bom pra sentar, fazer um piquenique e relaxar.

    Numa viagem super bacana com Dayse e Dayle (o marido dela Aussie, metaleiro e gente finíssima) visitamos os Twelve Apostles, que são mais como cinco agora. Um cado de mosquito, muita prática da saudação Australiana (abanando o mosquito fora da cara com a mão, saca?) e um belo dia de sol. É uma viagem que vale a pena e a estrada por si só é BEM bacana.

    Uma visita a Saint Kilda na região sul de Melbourne te faz pensar que você está em uma daquelas praias do tipo S.O.S. Malibu, com gente bonita, mar aberto, areia branca e um monte de água-viva pra tornar a água imprópria pra banho. Mas nada pode ser tão perfeito assim… Os becos, os cafés e a vida noturna de Melbourne são um charme a parte. Uma volta pela noite com meu amigo kiwi Beven por lá me deu o gosto que eu queria.

    Eu confesso que parti pra Sidney no dia 30 sem querer partir. Melbourne é uma cidade sensacional que te faz sentir em casa, e a compania fez os dias por lá bem especiais. Mesmo. Sem brincadeira. A mãe até hoje quer ir pra lá de qualquer jeito. E eu vivo pensando no mesmo. :)

    Mas aí veio Sidney. O ponto alto de Sidney (que em inglês se escreve Sydney) era o reveillon, mas é claro. E de fato foi. Sidney, ao contrário de Melbourne não é uma cidade tão aconchegante. Não me entenda mal, não é uma cidade ruim de forma alguma. Mas é uma cidade com prédios altos, trânsito intenso muita gente e muita loucura. O lance todo é o porto!

    Com a sorte de achar um hotel bacana meio em cima da hora a gente ficou meio afastado da cidade, mas o suficiente pra não depender de ônibus para ir a cidade. O foda é que minha mãe é kamikaze a gente andou a cidade inteira a pé. Eu paguei de macho pra acompanhar, mas quando chegava no hotel à noite eu era só amanhã de manhã.

    No dia do reveillon a gente deu uma explorada boa, mas ja tínhamos sido avisados que pra achar um lugar bom tínhamos que chegar cedo. Por volta das 16h da tarde, que já era meio tarde pra os padrões reveillonzísticos em Sidney, havíamos cruzado a Harbour Bridge num lugar indicado pelo Dayle e que foi uma achada sensacional. Mesmo batalhando por um lugarzinho na grama deu pra ficar de boa. A espera foi longa, mas valeu a pena. Os fogos das 21h pras crianças já impressionaram. Os da meia noite arrepiam, dão frio na barriga, enchem os olhos de lágrima e dão vontade de gritar. Tudo de uma vez só e um pouco mais. Deixei a máquina no automático e fui apertando o botão à revelia. Mas as fotos não pagam nem um milhionésimo da coisa de estar lá. Um dos raros momentos que vi minha mãe gritar de felicidade como ela gritou e isso fez a festa duplamente maravilhosa pra mim.

    No dia seguinte a gente rodou, conheceu o Opera House, Jardim Botânico e peregrinou mais pela cidade. No último dia foi o Zoológico, pra dar um oi pros Koalinhas e Kangaroos. Eu já os tinha visto aqui em Wellington, mas no Zoo de Sidney a coisa é outra.

    O Zoológico de Sidney é uma atração obrigatória pra quem passa por lá, penso eu. A coleção de animais é incrível e as oportunidades de poder de chegar bem perto de alguns deles e assistir palestras te deixa mais envolvido com a idéia. A gente viu muito animal que eu nunca tinha pensando em ver e pôde fazer um cafuné em alguns Kangoroos e Wallabies pelo caminho. :)

    O tempo na Austrália foi curto. É um país que dá pra passar semanas e semanas. A cultura Aborígene por si só é riquíssima e só pelo Norte e centro do país que se é possível ter um contato mais profundo com ela. E lembrem-se que o Centro da Austrália é um grande deserto, então cuidado crianças.

    Depois de lá foram 2 dias em Wellington e duas semanas de Belzonte. Não sei se o próximo post vai ser sobre isso ou sobre o curso da defesa civil que tô fazendo pra ser voluntário no caso de desastres naturais. O que eu achar mais emocionante no momento, eu falo sobre. :P

    Viajando com a mamãe

    by Denne on Flickr

    Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.

    Só pra já dar o doce pra criança, o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.

    Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!

    Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!

    Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.

    No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! :)) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. :P

    Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).

    É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. :) O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.

    Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.

    Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. ;)

    Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. :)

    Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.

    Notícias, por favor?

    Em Novembro dona Beatriz veio pra cá e a gente se encarregou de passear. Duas semanas de viagem pelas ilhas e mais uma na Austrália, com direito a reveillon em Sydney e tudo mais.

    belo_horizonteAs últimas duas semanas eu dei um pulo em Belo Horizonte pra rever a galera e também ver como andava a saudade do lugar.

    Assim que meu corpo e cabeça chegarem no lugar de volta eu escrevo mais sobre isso. São 6h da manhã e meu corpo ainda tá sofrendo com as aventuras de fuso e jet lag.

    Por hora, a lição da viagem é EVITE AO MÁXIMO VIAJAR COM AS AEROLÍNEAS ARGENTINAS. O serviço é péssimo, o avião velho e ruim e as aeromoças possuem um mau-humor colossal. Os funcionários no aeroporto de Ezeiza em Boi-nos Aires não ficam pra trás. A Lan Chile deu de 800 a 0 na primeira viagem. E ainda existem as opções com a Emirates e South African Airlines, que vêem pelo outro lado. Vale a pela pagar mais caro.

    No mais, Wellington continua ventando e com o vento fechado, como de costume. É bom voltar pra casa. :)

    NZ Arts Festival 2010

    Com um trabalho pesado a equipe da Springload colocou no ar ontem a noite o site do NZ International Arts Festival 2010. Tive a honra de participar do projeto e estou super feliz com o resultado. O design ta bacanudo e as tecnologias e ideias utilizadas no site sao de primeira, o que deu o maior tesao pra produzir o projeto. :)

    YellowJackets e Branford Marsalis Quarted sao meus shows favoritos ate agora. E Richard Dawkins promete ser interessante. Mais detalhes eu dou depois dos shows ano que vem :)