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Clique aqui para ver toda a minha coleção de fotos tiradas na Nova Zelândia

Aconteceu na Nova Zelândia #1

June 29th, 2010 by Diogo Freire

jaca-paladium “Aconteceu na Nova Zelândia” – Oh Jaca Palladium!

Manchete #1

Você já ouviu falar do Political Busker? Não? Então. O cara é uma figura conhecida nas ruas de Wellington – principalmente no Manners Mall – que é um pedinte diferente. Ele não tem plaquinha ou fica tocando violão com o chapéuzinho na frente. Ele simplesmente te pára por dez minutos e com algumas perguntas tenta te mostrar que de política você não sabe nada. Mesmo com argumentos meio duvidosos e bem Marxistas o cara tem lá seus pontos interessantes e é bom ouvir ele falar pra enriquecer o que a gente sabe.

Se você não conhece o Manners Mall é uma rua fechada só pra o trânsito de pedestres, uma área bacana e bem movimentada no centro da cidade. Só que o conselho resolveu que vai abrir a rua novamente pra passagem de ônibus pra poder melhorar o trânsito do centro (Mais aqui: Buses back in Manners Mall). Pra constar, a rua era aberta a trânsito de carro há 30 anos atrás e o conselho resolveu re-abrir como parte das obras planejadas pra a melhoria da cidade até 2020 (!!!!). A decisão teve protestos acalorados e opiniões distintas mas acabou indo em frente.

Pois bem. O Manners Mall é o ponto do Political Busker. É lá onde ele ganha o pão dele. E daí ele resolveu protestar direito contra as obras, como você pode ver aqui: Mall protester’s damage act misfires. Quando eu conversei com ele eu lembro que, entre achar que o Lula é o cara (aarrgghh) e umas visões bacanas sobre o regime Cubano, ele terminou a conversa dizendo que a política nada mais é que a pensar em prol do bem coletivo e agir de acordo com seu pensamento. Eu apoio a visão e a atitude do cara até certa extensão. :)

O engraçado é que atitudes como essa viram gigantes uma vez que violência nas ruas é uma coisa extramamente rara por aqui. E mesmo o cara não machucando ninguém, dá pra ver que a polícia não brinca.

Ele já foi solto, banido por uma semana do Manners Mall e agora já voltou a trabalhar.

Manchete #2

allwhites Os All Whites – como é batizada a seleção da Nova Zelândia – fizeram uma campanha invicta na copa do mundo com três empates mas não progrediram pra segunda fase.

Com três empates contra Eslovênia, Paraguai e a monstra Itália o time virou orgulho nacional e as discussões se isso vai afetar ou não a paixão nacional com o Rugby acaloraram-se.

Ano que vem a copa de Rugby vai ser aqui e, sinceramente, eu acho que o futebol deles tem muito a crescer pra poder tomar o lugar do Rugby. Mas mesmo assim é interessante ver a alegria e o empenho deles com o time.

Pra por em perspectiva, essa foi a segunda copa que a Nova Zelândia participou na história. Na primeira, em 1982, a Nova Zelândia jogou contra a Escócia, União Soviética e Brasil e perdeu os três jogos por 2-5, 0-3 e 0-4, respectivamente.

Manchete #3

blanketman Wellington tem um mendigo, que eu me arriscaria a chamar de O mendigo oficial. O Blanket Man tem até página na Wikipedia. E o cara não enche o saco de ninguém, tirando o fato de que ele deixa “as coisa” à mostra ou tira a roupa de tempos em tempos.

Agora, escrevendo isso aqui, eu comecei a me perguntar o que tem no iPod dele que ele tanto curte… Mas enfim. Se você quiser vê-lo em ação só dar um passeio na Courtenay com Tory que é batata!

Austrália!

May 24th, 2010 by Diogo Freire

Oh-stralia! :) Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora!

A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui.

Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é uma cidade que sempre ouvi falar maravilhas. E segundo que os primos e grandes queridos da minha mãe moram por lá. Eu lembro deles de quando eu era muito pequeno, mas como a vontade de vê-los era grande por minha parte e por parte da madrecita, seria uma boa oportunidade pra conhecer a cidade com quem conhece do assunto e passsar um tempo bom com pessoas importantes pra gente.

O lance é que eu e minha mãe sabíamos que minha mãe iria, mas pra eles, os primos, eu tava indo com uma pessoa que eles juravam ser a namorada ou algo do tipo. Na nossa chegada em Melbourne ver a surpresa de Dayse, Lô e Tereza ao ver que a compania era minha mãe já pagou a viagem.

No primeiro dia a gente curtiu a família, relembrou os velhos casos e contamos os novos. Rolou um pão de queijo e aquela comida mineira bacana! Aquilo foi uma noite boa. Aliás, a estadia inteira foi sensacional. A gente foi super bem tratado, eu comi pão de queijo de com força e não podíamos ter ficado em lugar melhor.

Nos dias que se seguiram eu e mama exploramos a cidade como pudemos. Melbourne é uma cidade fantástica, de arquitetura sensacional e transporte público invejável. A vida cultural é intensa e a cidade é aberta. Uma das coisas que mais nos chamou atenção tanto em Melbourne quanto em Sidney é a quantidade de parques urbanos e o apreço à preservação dos mesmos. No meio de uma cidade agitada como Melbourne cinco minutos de caminhada te colocam num lugar super tranquilo, bom pra sentar, fazer um piquenique e relaxar.

Numa viagem super bacana com Dayse e Dayle (o marido dela Aussie, metaleiro e gente finíssima) visitamos os Twelve Apostles, que são mais como cinco agora. Um cado de mosquito, muita prática da saudação Australiana (abanando o mosquito fora da cara com a mão, saca?) e um belo dia de sol. É uma viagem que vale a pena e a estrada por si só é BEM bacana.

Uma visita a Saint Kilda na região sul de Melbourne te faz pensar que você está em uma daquelas praias do tipo S.O.S. Malibu, com gente bonita, mar aberto, areia branca e um monte de água-viva pra tornar a água imprópria pra banho. Mas nada pode ser tão perfeito assim… Os becos, os cafés e a vida noturna de Melbourne são um charme a parte. Uma volta pela noite com meu amigo kiwi Beven por lá me deu o gosto que eu queria.

Eu confesso que parti pra Sidney no dia 30 sem querer partir. Melbourne é uma cidade sensacional que te faz sentir em casa, e a compania fez os dias por lá bem especiais. Mesmo. Sem brincadeira. A mãe até hoje quer ir pra lá de qualquer jeito. E eu vivo pensando no mesmo. :)

Mas aí veio Sidney. O ponto alto de Sidney (que em inglês se escreve Sydney) era o reveillon, mas é claro. E de fato foi. Sidney, ao contrário de Melbourne não é uma cidade tão aconchegante. Não me entenda mal, não é uma cidade ruim de forma alguma. Mas é uma cidade com prédios altos, trânsito intenso muita gente e muita loucura. O lance todo é o porto!

Com a sorte de achar um hotel bacana meio em cima da hora a gente ficou meio afastado da cidade, mas o suficiente pra não depender de ônibus para ir a cidade. O foda é que minha mãe é kamikaze a gente andou a cidade inteira a pé. Eu paguei de macho pra acompanhar, mas quando chegava no hotel à noite eu era só amanhã de manhã.

No dia do reveillon a gente deu uma explorada boa, mas ja tínhamos sido avisados que pra achar um lugar bom tínhamos que chegar cedo. Por volta das 16h da tarde, que já era meio tarde pra os padrões reveillonzísticos em Sidney, havíamos cruzado a Harbour Bridge num lugar indicado pelo Dayle e que foi uma achada sensacional. Mesmo batalhando por um lugarzinho na grama deu pra ficar de boa. A espera foi longa, mas valeu a pena. Os fogos das 21h pras crianças já impressionaram. Os da meia noite arrepiam, dão frio na barriga, enchem os olhos de lágrima e dão vontade de gritar. Tudo de uma vez só e um pouco mais. Deixei a máquina no automático e fui apertando o botão à revelia. Mas as fotos não pagam nem um milhionésimo da coisa de estar lá. Um dos raros momentos que vi minha mãe gritar de felicidade como ela gritou e isso fez a festa duplamente maravilhosa pra mim.

No dia seguinte a gente rodou, conheceu o Opera House, Jardim Botânico e peregrinou mais pela cidade. No último dia foi o Zoológico, pra dar um oi pros Koalinhas e Kangaroos. Eu já os tinha visto aqui em Wellington, mas no Zoo de Sidney a coisa é outra.

O Zoológico de Sidney é uma atração obrigatória pra quem passa por lá, penso eu. A coleção de animais é incrível e as oportunidades de poder de chegar bem perto de alguns deles e assistir palestras te deixa mais envolvido com a idéia. A gente viu muito animal que eu nunca tinha pensando em ver e pôde fazer um cafuné em alguns Kangoroos e Wallabies pelo caminho. :)

O tempo na Austrália foi curto. É um país que dá pra passar semanas e semanas. A cultura Aborígene por si só é riquíssima e só pelo Norte e centro do país que se é possível ter um contato mais profundo com ela. E lembrem-se que o Centro da Austrália é um grande deserto, então cuidado crianças.

Depois de lá foram 2 dias em Wellington e duas semanas de Belzonte. Não sei se o próximo post vai ser sobre isso ou sobre o curso da defesa civil que tô fazendo pra ser voluntário no caso de desastres naturais. O que eu achar mais emocionante no momento, eu falo sobre. :P

The Kiwi Awesomeness

March 13th, 2010 by Diogo Freire

Bombs and Choc top with Sprinkles.

Nada pode ser mais Kiwi. Videozinho sensacional pra alegrar o blog!

Viajando com a mamãe

March 5th, 2010 by Diogo Freire

by Denne on Flickr

Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.

Só pra já dar o doce pra criança, o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.

Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!

Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!

Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.

No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! :) ) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. :P

Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).

É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. :) O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.

Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.

Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. ;)

Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. :)

Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.

Notícias, por favor?

January 22nd, 2010 by Diogo Freire

Em Novembro dona Beatriz veio pra cá e a gente se encarregou de passear. Duas semanas de viagem pelas ilhas e mais uma na Austrália, com direito a reveillon em Sydney e tudo mais.

belo_horizonteAs últimas duas semanas eu dei um pulo em Belo Horizonte pra rever a galera e também ver como andava a saudade do lugar.

Assim que meu corpo e cabeça chegarem no lugar de volta eu escrevo mais sobre isso. São 6h da manhã e meu corpo ainda tá sofrendo com as aventuras de fuso e jet lag.

Por hora, a lição da viagem é EVITE AO MÁXIMO VIAJAR COM AS AEROLÍNEAS ARGENTINAS. O serviço é péssimo, o avião velho e ruim e as aeromoças possuem um mau-humor colossal. Os funcionários no aeroporto de Ezeiza em Boi-nos Aires não ficam pra trás. A Lan Chile deu de 800 a 0 na primeira viagem. E ainda existem as opções com a Emirates e South African Airlines, que vêem pelo outro lado. Vale a pela pagar mais caro.

No mais, Wellington continua ventando e com o vento fechado, como de costume. É bom voltar pra casa. :)

NZ Arts Festival 2010

November 4th, 2009 by Diogo Freire

Com um trabalho pesado a equipe da Springload colocou no ar ontem a noite o site do NZ International Arts Festival 2010. Tive a honra de participar do projeto e estou super feliz com o resultado. O design ta bacanudo e as tecnologias e ideias utilizadas no site sao de primeira, o que deu o maior tesao pra produzir o projeto. :)

YellowJackets e Branford Marsalis Quarted sao meus shows favoritos ate agora. E Richard Dawkins promete ser interessante. Mais detalhes eu dou depois dos shows ano que vem :)

Documentação?

October 11th, 2009 by Diogo Freire

Yes. Devido aos muitos pedidos e comemorando a aprovação do meu visto de residência vou tentar rapidamente listar os principais documentos pedidos na solicitação de visto de turista, trabalho e residência.

Eu vou colocar esse link 19 mil vezes durante o post: Site da Imigração Neo Zeolandesa. Não confie em mim. Não confie em ninguém. Só confie no que está no site da imigração e nos formulários que você acha lá. Cada caso é um caso e por mais que o que eu vá escrever aqui seja uma referência confira o que o site da imigração diz. As regras podem mudar e o que eu escrevi aqui fica obsoleto. Você pode se encaixar numa categoria diferente da minha e tudo que escrevi aqui não faz sentido. Não seja preguiçoso e tente cortar caminho da burocracia. Não é assim que funciona. Confira tudo o que você puder no site.

A propósito, uma das coisas mais sensacionais por aqui é que todos os serviços do governo tem uma disponibilidade gigante de informação online, que é precisa e suficiente. Aqui as coisas funcionam na regra e desde que você as siga a felicidade é garantida. :) Todos os formulários de imigração tem um guia em anexo, que geralmente responde todas as suas dúvidas.

A realidade para os vistos descritos aqui é para um solteiro, sem filhos e com conhecimento em uma área onde a Nova Zelândia precisa de profissionais. (Mais ou menos igual a mim… :P ). Se você vem com esposa e/ou filhos existem requirimentos adicionais que você tem que checar em cada formulário. Você já sabe o que fazer caso necessite de mais informações.

Mesmo que você esteja procurando um visto específico, leia tudo. Alguma coisa pode ser importante pra você.

Pra o visto de turista:

Com passaporte brasileiro você não precisa aplicar pra um visto de turista antes de pisar em solo Neo-Zeolândes. Se você chegar com a passagem de volta, carta de recomendação de um amigo e mostrando que tem pelo menos NZD$1000 por mês de estadia aqui a coisa vai ser tranquila. Um roteiro de viagem e um conhecimento relativo dos principais pontos turísticos do país ajuda em caso de aperto. Mas eu nunca ouvi um caso de deportação por aqui e a chegada deve ser tranquila.

O visto de turista vale por 3 meses. Se você está aqui e quer extender o visto você precisa aplicar para um novo. Os formulários, taxas e mais informações podem ser encontradas aqui: How to apply for a visitor visa or permit

Toda vez que você aplica pra um visto novo na imigração você precisa apresentar uma foto do tamanho passaporte deles (3.5×4.5cm). Prepare umas 250. Você vai precisar. :P

Os documentos obrigatórios para o visto de turista são passaporte, foto, o formulário preenchido e o pagamento da taxa.

Se você for ficar aqui por mais de 6 meses, (contando desde a sua primeira entrada) você vai precisar de apresentar o exame médico e certificado de bons antecedentes. Falarei mais sobre isso abaixo.

A expedicão do visto ou do permit geralmente custa NZD$130 cada.

Pra visto de trabalho:

O visto de trabalho é uma parada  mais complexa, e existem várias formas de se aplicar. Todas as opções podem ser encontradas aqui: Working in New Zealand.

No meu caso meu visto saiu através da Skilled Migrant Category, uma vez que meu conhecimento profissional é desejado por eles. O Skilled Migrant Work Visa geralmente sai para profissionais que arrumam uma oferta de emprego nas áreas listadas na Long Term Skill Shortage List ou na Immediate Skill Shortage List.

Quando eu estava na caça de emprego existiu muita controvérsia sobre se eu posso aplicar para o Work Visa sem ter uma oferta de emprego aqui. O site da imigração e os agentes os quais eu conversei dizem que não e eu nunca consegui ir pra frente com a aplicação sem estar trabalhando. Alguns brasileiros aqui clamam que sim. Se informe ligando pra imigração. Quem sabe você não faz a mesma mágica que eles? :)

Os documentos obrigatórios novamente são passaporte, foto, formulário preenchido e pagamento da taxa. Além disso, cópia do contrato de trabalho e prova de experiência são exigidos. Meu currículo bastou para a segunda.

Novamente, se você estiver aplicando pra um visto de trabalho que te fará ficar aqui mais de 6 meses (contando desde a primeira entrada, não importando qual visto você tinha antes) você terá que fazer os exames médicos e apresentar certificado de bons antecedentes.

Pra esse também, pelo menos na categoria de Skilled Migrant, a expedicão do visto ou do permit geralmente custa NZD$130 cada.

Para a residência:

Aí o bicho pega, rapaz.

A residência é um processo caro e demorado. A primeira coisa a fazer é aplicar pra o Expression of Interest, ver sua pontuação e esperar ser contactado. Se você faz mais de 140 pontos é chamado rápido, mas senão a coisa demora mais.

Se você é convidado recebe um formulário GIGANTESCO e um livro de instruções gordo para preenchê-lo. Leia com calma, faça tudo que eles pedem. Confira três vezes. Dê uma semana e confira tudo de novo. Daí, só enviar de volta.

Os documentos requiridos pra residência são maiores. Além do passaporte, foto 3×4, formulário preenchido e pagamento de taxa você tem que apresentar tradução e originais da certidão de nascimento.

O expressão de interesse custa NZD$1400. A expedição do visto e do permit outros NZD$300.

De novo, exames médicos e certificado de bons antecedentes. Vamos lá!

Exames médicos

Qualquer exame médico é válido por 3 meses para a imigração. Se você está aplicando pra um visto novo e seus exames foram feitos a mais de 3 meses atrás você vai ter que fazê-los novamente. Se você está vindo com uma boa chance de aplicar para visto de trabalho ou residência antes de 3 meses após ter chegado, você pode pedir os exames no Brasil com um médico autorizado (digite Brazil na busca). Os exames são bem caros aqui então planeje suas datas pra ver se vale a pena fazer no Brasil correndo o risco de perdê-los ou não.

Se você morou ou esteve por mais de três meses em um país com alto índice de tuberculose você precisará de um Raio-X de tórax. Você vai pagar por volta de NZD$110. O Brasil está nessa lista.

Para o exame médico e de sangue você pode separar mais uns NZD$400. Se tudo tiver certo eles vão te entregar um pacotinho com tudo pronto pra imigração. Só colocar junto com os formulários e ser feliz.

A propósito, Esses exames têm que ser feito pra cada membro da família na aplicação caso esse seja seu caso.

Os formulários podem ser encontrados aqui: Health requirements for residence in New Zealand

Certificados de bons antecedentes

Quando necessário você tem que apresentar o certificado de bons atecedentes de todos os países os quais você residiu 12 meses ou mais pelos últimos 10 anos. Os certificados da polícia federal brasileira valem 3 meses. Os impressos pela internet são aceitos quando traduzidos por um tradutor juramentado.

Traduções

Outra facadinha. Pra traduzir uma certidão de nascimento e o certificado de bons antecedentes prepare entre NZD$150 e NZD$300. Sim a variação é gigantesca e o profissionalismo também. Eu recomendo firmas de tradução que tem um compromisso e um nome a zelar. Geralmente são mais baratas e ágeis que tradutores juramentados independentes.

Mas e o Inglês?

Se você não trabalha com a língua ou não consegue mostrar pra o fiscal de imigração que sabe falar inglês você vai precisar de um mínimo de 6.5/10 no IELTS. Eu não precisei fazer o teste. Geralmente o principal aplicante não precisa. Os dependentes na aplicação (esposa e filhos) sim. Mais informações: English language requirements

Como você percebeu esse post nada mais foi do que um imenso índice do site do departamento de imigração. Uns minutinhos, uns cliques mais espertos e você consegue tudo o que você quer.

Pra finalizar, só pra garantir meu ponto: CONFIRA O SITE DA IMIGRAÇÃO! No fim das contas, por mais que eu lesse em blogs e pergutasse pra todo mundo, todas minhas respostas estavam lá. :)

Me avisem se alguma coisa aqui ficou mais confusa. Eu não vou mastigar informação do site da imigração pra você. Se você quiser saber alguma coisa que não pode ser encontrada lá eu terei o maior prazer em ajudá-lo. :)

Rugby fun!

September 25th, 2009 by Diogo Freire

Sábado passado rolou All Blacks x Wallabies (Nova Zelândia x Austrália) no último jogo do Tri Nations esse ano. O Tri Nations já tinha sido ganho pela África do Sul, mas como os All Blacks tinham perdido uma série de jogos ultimamente a parada prometia ser interessante. E foi.

O Rugby, apesar de parecer violento, é um esporte sensacional de se assistir com a galera. Bem definido por um amigo, é um esporte de brutos jogado por cavalheiros. Os jogadores são extramente disciplinados e não existe divisão de torcida nos estádios. A galera vai lá pra se divertir divertir, pega no pé um do outro sem confusão e a noite sempre é bacana.

O jogo foi 33 x 6 pros Blacks. Fui pro estádio com Clare, Patrick (ambos ingleses) e Shan, o desfortunado Australiano da noite. Sorte que o cara é gente boa a beça porque eu peguei no pé dele direito. :P

A noite foi divertida a beça! :)

O vídeo abaixo tem o hino Neo-Zeolândes, a Haka (dança de guerra Maori feita pelos jogadores antes de todo jogo), um pouco de bate papo e uma ôla divertida.

1. A gente parece bem menos idiota quando tá filmando. Me senti o tiozão chato de festa com a câmera na mão quando assisti.
2. A tremedeira e falta de noção de uso do foco ainda pega. Uma hora eu aprendo.

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Waterfront afternoon

August 30th, 2009 by Diogo Freire

Primeira tentativa no mundo videozístico. Espero que satisfaça. E perdoe a falta de experiência. :)

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Eventos em Wellington

July 23rd, 2009 by Diogo Freire

O que tá rolando de bacanudo aqui agora é o New Zealand International Film Festival, o qual estou indo em quatro filmes. O evento é gigante e todo mundo tá indo ver um filme ou outro, o que é super bacana.

Fora isso, no museu-com-menos-cara-de-museu-do-mundo, o Te Papa, estáF1 - The Great Design Race rolando a exibição Formula One – The Great Design Race. Essa exibição ficou um tempão em Londres e agora veio pra cá. Há uns dois meses atrás eu fui convidado pra participar de uma pesquisa sobre a exposição lá no museu, no grupo dos fãs (os outros grupos eram especialistas e leigos). A gente ficou lá por uma hora e meioa bateu um papo super legal sobre F1 e deu um montão de idéias. Eu fui alvo de uma retaliação gigantesca por possuir Senna, Massa, Piquet e Fittipaldi na minhas costas, o que gerou discussões super divertidas e acalouradas. A gente foi questionado sobre o que a gente gostaria de ver e ajudou a construir a exposição de uma forma mais legal. Tô empolgado pra ir lá ver o que da nossa discussão foi aplicado. :)

Semana passada eu fui numa MasterClass do Virgil Donati, no auditorio da faculdade de musica da Massey University num evento da RockShop. Sai de la cansado de tao foda que foi. O cara e um baterista monstro e a galera soube perguntar e aproveitar bem a presenca e experiencia do cara. Show de plateia assim como no workshop do Steve Smith que fui ano passado. Melhor show ainda do cara que me deixou empolgadao!

Pra finalizar, se você quiser sabendo o que tá rolando no cenário musical e baladístico da NZ (principalmente Welly) Chesse on ToastThe Kitchen Sink são suas fontes de cálcio necessárias para uma vida saudável. (***ATENÇÃO!*** Navegar nesses dois últimos sites pode causar uma nostalgia oitentística gigantesca.)