View from the top of the hiking
Pier at Muri Lagoon
Astonishing Sunset #3
Two little birds
The Needle
Night Cemetery

Clique aqui para ver toda a minha coleção de fotos tiradas na Nova Zelândia

Rarotonga, Baby! Uhu!

November 28th, 2008 by Diogo Freire

Sabe aquele tanto de ilha que você NÃO vê quando olha pra o oceano pacífico no mapa mundi, mesmo em largas escalas? Aquelas ilhas que você vê nos  catálogos de turismo e fala “Nah.. não é pra mim… É tão foda que deve ser muito caro…”? Aquela coisa que mora em cima de um vulcão e num tem nada além de praia, sol e gente feliz? Pois então senhoras e senhores: Eu tive o prazer de passar uma agradável semana em um lugar desses, mais precisamente em Rarotonga, capital das Ilhas Cook. As fotos estão aqui.

Ilhas Cook que é (ou são?) um país de 15 ilhas, 20 mil habitantes e 240 km². Rarotonga, a capital, ilha de 32km de orla, e 70km², 14 mil habitantes e um recife em volta da ilha toda, dando um azul de água de dar dor no cérebro.

Rarotonga da vida mansa, do sol que faz você querer estar dentro de casa das 10h às 15h pra não fritar ao ar livre. A mesma Rarotonga que tem como principal fonte de renda o turismo tanto que possui uma estrutura invejável, entre acomodações e disponibilidade de informação, para tal. Não suficiente, o mesmo lugar que faz com que você tenha vontade de chutar o seu emprego no saco e ir viver pescando depois dos recifes, acordar vendo aquele nascer do sol maravilhoso e ir dormir com a sensação de que é impossível ficar tão cansado e feliz em um só dia.

Daqui da NZ é uma viagem que não sai cara. Saindo de Auckland você paga entre 600 e 700 dólares pra pousar lá. Com uma boa dose de paciência caça um backpacker barato (ou recruta alguém pra fazê-lo por você!) e come bem com as possibilidades dos supermercados locais. Os restaurantes vão pedir um fígado por comida e isso deixa a brincadeira cara. Daqui da NZ também você chega lá 20 horas antes de ter saído de Auckland, e chega 1 dia depois ter saído de lá. Isso tudo viajando só três horas.

Os 7 dias foram de uma rotina complicada. Ficar trocando uma praia planejada por outra mais bacana que apareceu pelo caminho, resolver entre mergulhar ou atravessar a ilha a pé por dentro da selva e outras coisas do tipo. Na chegada do aeroporto o fiscal da imigração checou os documentos e disse “Welcome to Paradise.” Nada pode ser tão animador e verdadeiro no mundo.

Uma compania leve e animada pode deixar tudo mais bacana. Viajar sozinho às vezes dá no saco. Mas achando alguém tão desregulado como você te garante ficar duas horas babando no céu estrelado às 3h da matina e uma ida ao cemitério colorido pra tentar captar a alegria que aquele povo tem até na morte. Sozinho você deixaria as coisas pra amanhã.

O povo de Rarotonga é uma alegria à parte. Sempre sorridentes, solicitos e atenciosos. Um ou outro com uma cara fechada mas em geral você se sente em casa. Eles tratam turista como rei. Isso se torna lógico quando você vê que metade das pessoas na rua são nativos e metade são turistas.

A estrutura da ilha é comparável à de Guarapari, assim como a estrutura de Sabará é comparável à de Nova York. A ilha possui uma estrada principal, a que contorna a orla, duas linhas de ónibus – nomes a saber: Horário e Anti-Horário, que passam de hora em hora – e a telecomunicação funciona bem de vez enquando. Os Backpackers (ou hotéis, dependendo do seu culhão) te oferecem tudo que você precisa pra capotar e ir virar camarão no outro dia. A propósito, leve quantidades industriais de filtro solar. Você vai precisar. Mesmo. Juro. Sério.

Duas dicas: 1) Não planeje seus horários de dormir. Eles virão automaticamente e você deve aproveitar ao máximo os momentos acordados. 2) Alugue uma scooter. O custo-benefício é excelente e um carro vai te impedir de estacionar em lugares imperdíveis.

Deu pra ver que eu fiquei feliz, né? Eu DUVIDO que você não ficaria. É uma viagem que te descansa, surpreende, embasbaca e coloca novo pra juntar dinheiro pra voltar. :P

Aliás, eu contei que tenho uma carteira de motorista AB de Rarotonga? :)

Guy Fawkes

November 26th, 2008 by Diogo Freire

 
Dia 5 de novembro, pra quem não sabe, é dia de Noite de Guy Fawkes na NZ. Aliás, não só na NZ, mas em várias ex-colônias e colônias britânicas, incluindo a própria Inglaterra.

Guy Fawkes foi um cidadão que, em 5 de novembro de 1605 tentou explodir o parlamento inglês enquanto o rei e toda a alta sociedade da época estavam dentro. O cara foi pego enquanto ajeitava a pólvora para tal e o plano não deu certo.

As celebrações aqui em Wellington ocorrem no Waterfrong com uma chuva de fogos de aproximadamente 15 minutos. Normalmente. Esse ano aparentemente não foi tão demorado pois o carregamento com os fogos não chegou da China. O que foi usado foram sobras de outros eventos, o que geral uma frustração generalizada. Mesmo assim fogos sempre são uma coisa bacana. A sessão de fotos  que fiz pode ser vista clicando na imagem acima ou aqui.

Rugby!

November 1st, 2008 by Diogo Freire

Você conhece Rugby? Não! Você num sabe o que tá perdendo! A parada é boa e divertida pra daná! Tá, é mais moroso que o futebol e o jogo pára muito. Eu não entendo muito que rola. Mas a parada pode ficar bem divertida no meio de um monte de torcedor nervoso, numa final de campeonato com vários All Blacks (seleção Kiwi de Rugby) jogando. Eu fui lá no último sabadão e foi foda!

O jogo era Wellington Lions x Cantebury pela final da Air New Zealand Cup, o campeonato nacional. O jogo foi no Westpac Stadium, aqui em Wellington. Jogando em casa e com um campeonato impecável nada poderia dar errado pra os Lions. Mas deu. Um try convertido contra dois pênaltis. 7×6 pra Canteburry. Copa pra eles.

Eu diria hoje que entendo 80% do rugby. O jogo é muito quebrado e precisa muito do erro adversário. De vez enquando rola uns chute e umas jogadas que eu fico “Mas… Ahn?”. Mas na maior parte do tempo eu me divirto com as boas corridas em direção à linha de try e às jogadas bem arquitetadas.

Fora isso a torcida foi diversão à parte. Crianças e velhinhos misturados, todos vibrando com os ataques e porradas do time de Wellington. Uma pequena minoria de Cantbury não tem espaço reservado e assim as torcidas adversárias se misturam. Sem nenhum problema. Cada um comemora seu sucesso e bate palma reconhecendo o que o adversário faz de bonito.

Além de tudo, as mesmas gritarias com o juiz, que é normalmente chamado de “Ref” mas pode ganhar o nome de “Referee”em momentos mais tensos. A final valeu mas não prentendo voltar. O ingresso não é tão barato e eu não sou tão fã assim. Aliás, só volto pros All Blacks. E pro Sevens. :)

Algumas poucas fotinhas do jogo, tiradas da arquibancada, podem ser vistas clicando aqui.

P.S.: Só pra documentar. No Sevens a galera vai fantasiada. É tradição e parte da festa. Guilherme prometeu ir fantasiado de MSN. Estamos de olho.

Zôo! :)

October 29th, 2008 by Diogo Freire

Segunda, dia 27 de outubro, foi primeiro de maio aqui na Nova Zelândia. Após a tentaiva frustrada do domingo parti para o Wellington Zoo, num bom dia ensolarado e feliz. Despertada a criança em mim, o passeio foi só alegria! :)

O Zoo daqui não é lá dos mais baratos. NZ$18, mais ou menos R$23 é bem salgado. Mas eu acho que valeu muito a pena. O zoológico é muito bem conservado e sinalizado. E mesmo tendo um monte de animais que a gente já viu nos zôos do Brasil a variedade principalmente de animais asiáticos e oceânicos paga a idéia. O zoológico é da metade do tamanho do de Belo Horizonte, mas dá pra se passar o dia inteiro lá tranquilamente.

Os destaques pra mim vão pra os Cangurus, Cachorros Selvagens, Ursos da Malasya e, é claro, pros Kiwis. É lógico que a bateria da minha câmera acabou no meio do passeio e eu não consegui tirar foto de tudo, mas dá pra ver algumas aqui. Isso quer dizer que em breve eu volto lá e tiro mais foto. :)

Os chimpanzés dão um show à parte. São 13. E na segunda foi aniversário de um ano de Beni, o mais novo. Eu fiquei por lá curtindo e viajando na sociedade chimpazística existente na jaula. A TV One estava lá e cobriu a festa. Mesmo não aparecendo na reportagem final por motivos que ficarão evidentes em alguns instantes, o seguinte diálogo se deu com a repórter:

- Você não parece Kiwi. De onde você é?
- Brasil.
- Que legal? Se importa em dar uma entrevista pra gente? Qual seu nome?
- Sem problema. Meu nome é Diogo. D-i-o-g-o. (eu sempre tenho que soletrar, senão saí Djegow)
- Então vamos lá: Diogo é brasileiro e veio festejar o aniversário de Beni aqui com os chimpanzés. Então Diogo, está se sentindo em casa?
(Em o espaço de um segundo minha cabeça pensou mais ou menos isso, em português: Ahn? Em casa? Como assim? Será que ela quis dizer que como eu tô aqui do lado dos macacos eu tô em casa porque ela acha que no Brasil a gente tem macaco assim no meio da gente? Não… ela não quis dizer isso… Então que diabos ela quis dizer com em casa? Vou perguntar o que ela quis dizer. Algo do tipo “Você tá perguntando se eu tô em casa porque eu tô perto dos chimpanzés? Porque eles são africanos…”  - aqui, graças ao bom senhor, a minha fluência me travou e eu tive tempo de repensar - Não. Muito mal educado Diogo. Dê o seu melhor!)
- Absolutamente. Wellington é uma cidade maravilhosa e as pessoas são muito receptivas. Com certeza estou me sentindo em casa. Resolvi vir para o zoológico nesse dia ensolarado e bonito e felizmente encontrei essa festa para o Beni aqui na jaula dos meu amigos africanos.
(Eu sei que eu podia ter feito melhor e foi uma resposta imbecil pra os padrões jornalísticos. Mas a pergunta também não ajudou. Nessa hora eu olhei pra cara dela e vi algo do tipo “puta, que vergonha”. Eu parei de falar.)
- Ok. Obrigado! (ela deu sorriso amarelo e virou as costas)

O passeio do zôo pode parecer bobo mas é altamente recomendável. Um dia sem muitos planos termina feliz após o pulo lá. E eu não sei o que me deu mas depois de três meses vendo foto e escambáu do tal do Kiwi pra tudo quanté canto e depois de não ter conseguido ver nenhuma na ilha sul, quando entrei na caverna onde eles ficam, com aquela luz vermelha baixa (eles são animais noturnos…) e vi pela primeira vez aquela bolinha de pêlo fofinha rebolando e enfiando o bico na terra os olhos encheram d’água e eu me senti feliz. Mais que isso, não sei dizer. :)

Após a visita do Zoo eu só tenho que decidir qual será o animal ilegal que eu vou ter. O Kiwi, os Capucchins ou os Suricatos. :) (isso é segredo, viu? uauhauh)

Viagem pela Ilha Sul

October 24th, 2008 by Diogo Freire

Eu demorei três semanas pra postar sobre a minha viagem e eu não sei o porquê. Acho que tava digerindo, ou sei lá. Sem dúvida foi um dos melhores investimentos desde a minha chegada à Nova Zelândia. Valeu cada momento e até as raivas passadas. Mesmo. :) Não assuste com superlativos e elogios exagerados, por favor.

Se você é fominha e não aguenta mais esperar pra ver as fotos, clique aqui. Eu vou linkar de novo no fim do post.

Segunda, dia 29 de setembro, saí de Wellington sozinho e com mochila nas costas, com o plano de estar em Dunedin na segunda seguinte, dia 6 de outubro. Alguns pontos planejados na cabeça mas a grande maioria do percurso foi definido duas horas antes de sair da onde estava. O trajeto final pode ser conferido clicando aqui.

Segunda eu saí aqui de Wellington cedinho e peguei o Ferry que iria pra Picton. A idéia do dia era desaguar em Picton, pegar um trem e ir até Christchurch. A viagem do Ferry num dia de sol é sensacional. Peguei um pouco de vento, o que impossibilita as melhores vistas do deck superior, mas mesmo assim a brincadeira já foi bacanuda. O trem, que desce pela costa leste da ilha sul até Christchurch também faz a graça e nos dá belas paisagens da parte central da ilha. No fim da tarde cheguei em Christchurch cansado, mas animado com o começo da viagem.

Christchurch

Christchurch é a segunda maior cidade da Nova Zelândia com 414 mil habitantes, um pouco mais que Wellington. É uma cidade bem antiga com um grande contraste entre pontos históricos e prédios modernos. Meu planejamento era pegar o carro às 10h do dia seguinte pra seguir pra Wanaka. Dei uma volta pela cidade à noite e acordei cedo pra andar mais. Christchurch é uma cidadezinha muito confortável e gostosa, mas às 9h da manhã de terça-feira a cidade não parecia ter acordado e me agoniou ver uma estrutura gigante com tão pouco carro e gente nas ruas. Tem seus pontos positivos, mas a cidade é bem parada para os padrões que estou acostumado. Até mais parada que Wellington, que dá mais opções a qualquer hora do dia. Aliás, cidades fechadas depois da cinco da tarde é uma coisa normal na ilha sul.

Após a caminhada matinal fui pegar o carro. Um Toyota Corolla apelidado carinhosamente de Corinha pelo caminho. Aliás, viajar sozinho te faz parecer louco. Você dá nome pro carro e se diverte conversando e fazendo raiva no GPS. Saí de Christchurch com farol apontado pra Wanaka. Yupe!

Estrada e Wanaka

Minha terça foi carinhosamente batizado como um dos dias mais felizes da minha  vida. Vi paisagens e passei momentos comigo mesmo que me fizeram me sentir feliz, ridículo e maravilhoso ao mesmo tempo. Música alta, cantoria e cabeça trabalhando do jeito dela. Passei por inúmeras cidadezinhas super bacanas até que trombei com o Tekapo e o Pukaki. Dois lagos que pagariam a viagem por si só. Fiquei sentado olhando pras paisagens maravilhosas dos lagos até perder noção do tempo. Voltei pro carro e segui viagem. E tinha muita coisa pra vir ainda.

Wanaka é uma cidade essencialmente turística, com 4.500 habitantes. A cidade fica na beira do lago Wanaka que também é uma vista absurdamente maravilhosa. Na chegada do fim da tarde sentei na beira do lago e comi um típico Fish & Chips enrolado no jornal. Puta frio mas com uma sensação maravilhosa de comer aquela coisa gordurosa de frente pra aquela vista gordurosamente maravilhosa (nuh!).

À noite planejei que iria passar em Cardrona no dia seguinte e me aportar em Queenstown por dois dias. Sem dúvida a decisão mais equivocada de toda a viagem.

Cardrona e Queenstown

Cardrona não chegar a ser uma cidade e sim uma região de Wanaka. Possui uma  estação de ski famosa (que não pude subir porque carros 2×4 tinha que ter corrente nas rodas pelas condições da estrada) e um hotel bunitinho. Meu almoço foi no jardim do restaurante do hotel, numa mesa de madeira velha, com cheiro de lenha queimada e o solzinho suave pra dar uma esquentada.

No começo da tarde cheguei em Queenstown. Cidade apertada, cheia de carro e gente. Gente falando português, alías. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Queenstown é a capital de aventura da Nova Zelândia. É a terra dos empregos temporários. Prato cheio pra quem quer tentar a vida fora do Brasil. Dica? A Nova Zelândia não te dá condição de fazer dinheiro. Tudo é caro e a imigração tem muito pouco trabalho, o que facilita a fiscalização. Se você tá pensando em tentar a vida aqui com emprego temporário e enganando a imigração, vide fronteira do México.

A minha experiência em Queenstown foi pífea. Pra começar na chegada na cidade cismei de conhecer uma ponte histórica que não achei. Fui retornar, me confundi com a marcha automática e fiz uma cagada considerável. Fui ajudado por uma galera e felizmente tudo deu certo no final, sem danos pro Corinha. Não sei porquê cargas d’água cismei que tinha que ficar em Queenstown mais tempo. Já tinha reservado o backpacker pra dois dias e não pude voltar atrás. Sugiro uma passagem pela cidade, subida na gôndola e rume para outra cidade. Se você não quer  pular de bungy ou descer corredeira existem outros lugares que vão te fazer mais felizes. Acabou que passei o segundo dia indo à Glernorchy, Arrowtown e Crownel, o que amenizou a raiva com os brazucas de Queenstown. Vi uns spots do Senhor dos Anéis e um monte de coisa bacana e voltei feliz pelo o dia de amanhã, que apontava Milford Sound! :)

A propósito, umas das maiores raivas de Queenstown foi o povo me chamando de Selton Melo pra todo canto. E uma boa sugestão é não pedir o pão de queijo no Café Brasil. É uma droga. E você é bem mau atendido.

Milford Sound

Saindo cedo de Queenstown e dirigindo cinco horas cheguei a Milford Sound. Meu  post no twitter do dia dizia que, Deus pode ser brasileiro mas ele com certeza mora em Milford Sound. Puta que pariu! Que lugar maravilhoso! Eu realmente não tenho como explicar. Uma paisagem maravilhosa que me deixou sem saber o que sentia ou pensava. Peguei um dia nublado que pelo visto tem um gosto diferente, mas o dias limpos devem ser tão maravilhosos quanto! Vi pinguin, golfinho e foca por lá. E pra minha sorte no barco conheci a Milena que me deu informaçõe especiais de Milford Sound e o Igor. Os dois trabalham em Milford Sound e esse fato esse faria da minha noite uma das coisas mais agradáveis que podia ter.

Igor é mineiro, sotaque difícil por essas bandas, o que me fez ficar à vontade. O casal foi duma simpatia e  receptividade extrema. Me apresentaram os bastidores de Milford Sound e ficamos batendo papo pelo fim da tarde. Até que me deram a idéia de ir até o Haddford Valley, dormir no Murray Gunn’s Camp. Acabou que eles foram comigo e ficamos à noite batendo papo, lambendo carvão mineral (isso só eu que fiz…) e tomando sopa. No dia seguinte saímos às 6h, eles pra trabalhar e eu pra Invercargil, feliz da vida com o dia anterior.

Invercargill e Bluff

Eu cheguei na ponta da Ilha Sul no Sábado. Invercargill é uma cidade pequenininha, antes de Bluff, última cidade antes da Ilha Stewart. Passei o sábado passeando pela cidade e fui até Bluff, pra chegar no ponto mais sul da minha vida. Ponto esse que seria substituido no dia seguinte, no Slope Point. Os ventos nas duas cidades fazem o vento de Wellington parecer brisa.

Southern Scenic Route e Dunedin

No domingo acordei de manhã dei meu último pulo em Bluff pra poder pegar o caminho para Dunedin. O GPS apontou o caminho mais fácil e rápido mas é lógico que eu ia fazer raiva nele. As placas indicavam o caminho pela Sourthern Scenic Route, estrada nem toda asfaltada, mais longa e complicada e isso também significava mais bonita e divertida. E também couro pro Corinha. :P

Pra minha sorte uma rádio da Ilha Sul passa os domingos tocando rock antigo. Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, The Doors e compania limitada. Saí de Bluff às 10h e fui chegar em Dunedin só às 17h da tarde, por um caminho que se feito no jeito GPS dura 3 horas. O meu último dia foi ao som de Rock’n'Roll das antigas, paisagens fodásticas e comida gostosa. Nada podia ser melhor. :)

Dunedin fechou o dia com chave de ouro. Uma cidade com cara de grande mas também com o típico ar de interior que a Nova Zelândia tem. Bati papo com o suíço que tava no meu quarto e fomos dar uma volta pela cidade à noite. Voltamos e conhecemos duas belgas que estavam fazendo o caminho inverso ao meu pela ilha sul. Trocamos as experiências e as recomendações, demos boa noite e cada um foi pro seu canto. No dia seguinte fui dar uma volta na ponta de Dunedin que tem uns Albatrozes e convidei o suiço. Expandi meu vocabulário de Switzerdeutsch e ganhei chocolate suíço, feito e comprado na Suíça, com inscrições em alemão, italiano e françês. Nada de inglês. Nada de importação. Presente pelo passeio. EEBBAA!

Depois disso era Aeroporto de volta pra Wellington.

A volta pra Wellington

A viagem foi bacanuda mas a vontade de chegar em casa e dar uma descansada também era grande. Daphne e Guilherme estavam aqui curiosos (eu não sou do tipo que gosta de dar notícias quando dá a louca de viajar) e eu também estava com saudade deles. Chegar aqui no fim da segunda dividir as experiências e contar o caso pra eles e fazer raiva no Camilo mais tarde por causa dos 4 a 1 que o Grêmio tomou do Inter foi revigorante. :)

Antes do final é lógico que no aeroporto do Cristchurch na escala pra Wellington um casal tinha que gritar do outro lado do salão que eles viram o Selton Melo. Eu liguei o modo filho da puta, fiz que não sabia português e ganhei meu dia e fiz a alegria da minha amiga de vôo. :D

Agora falta a costa Oeste e a Ilha Norte. Em breve. :)

Como prometido, aqui vai o link de novo para as 97 fotos que tirei pelo caminho. :)

Red Rocks Rocks!

October 15th, 2008 by Diogo Freire

Numa quarta, dia 17 de setembro, eu resolvi que no dia seguinte eu ia sair pra ver foca. Eu nunca tinha visto uma ao vivo na minha vida e era uma boa idéia pro dia seguinte. O rumo era o Red Rocks Reserve, no sul de Welllington. Tudo pronto, câmera à postos e lá fomos nós!

Florzinhas no Red RocksAcordei cedo na quinta porque o parque era longe e eu tinha que caminhar. Chegando no ponto descubro que a compania que presta serviço na linha que eu ia pegar não ia trabalhar de greve, em protesto trabalhista. Não é operação linguição nem horário reduzido. Eles simplesmente pararam de trabalhar. Eu, puto, peguei um café e ia voltando pra casa quando peguei o mapa, fiz as contas e vi que andando duas horas eu chegava lá. Demorou. :)

O Red Rocks Reserve fica exatamente no encontro das placas Australiana e Pacífica. Aliás, Wellington toda fica em cima desse racha, que está exatamente abaixo dos meus pés agora. Ainda não peguei um terremoto. Deve ser divertido, desde que ele fique bem perto do zero na escala Richter. No parque é onde aconteceram alguns milhões de anos atrás as piores atividades tectônicas resultante da ativadade das placas e isso reflete no relevo. A maioria das pedras são cinza e verdes que, como explicado nos informativos, são pedras de um período mais antigo da formação terrestre. As pedras roxas são lava sólida e as vermelhas pedras oxidadas com a ação da lava. Wow! Super!

Mais pra frente, como lesmas nas pedras, se encontram o meu objeto de busca. Dei sorte porque todos os indicativos diziam que o período pra ver as focas acabava em agosto. São os machos jovens que não conseguiram seguir com o bando pro sul pra acasalar. Sendo assim eles ficam bem mansos, comem pra crescer, e se espalham na pedra pra pegar sol. Dá vontade de abraçar de tão fofas que são as criaturas. Tirei uma hora pra poder deitar perto delas e ficar roncando. Elas são bem divertidas e ágeis, mas é melhor não dar bobeira perto delas porque o bicho é grande e tomar uma mordida deve doer à beça. Mesmo aparentemente mansas elas não gostam que a gente chegue perto. Vale a compania dos mostrinhos e o dia de barriga pro ar, assim como elas. Voltei cheio de animação pra fazer outras aventuras como essa.

As fotos do passeio podem ser vistas clicando aqui.

Bungy! WOW!

October 12th, 2008 by Diogo Freire

Felizão!Foi meu aniversário dia 27 de setembro. A gente saiu rumo à Turoa pra tentar esquiar mas o dia não tava bom e a gente acabou passenado por Ohakune tentando arrumar comida. No fim do dia, após espancar meus caros anfitriões na sinuca, fui presenteado com uma nota de 1 dólar (americano) com os dizeres “Vale um pulo de Bungy! Parabéns!”. Yay! Só alegria.

Eu não sou cagão pra nada, mas deu frio na barriga. Até você ficar na horizontal a única coisa que você pensa é “Fudeu, fudeu, fudeu”, mas é só virar de cabeça pra baixo que a cabeça esvazia e é só alegria. O indicador de adrenalina vai no talo e o grito sai sozinho. Após isso Daphne e Guilherme se juntaram a mim e a gente ainda vez o Flying Fox e se divertiu à valer.

Se você gosta de frio na barriga vai nessa. A parada é segura e a diversão é garantida.

Pra ver as fotos da brincadeira clique aqui. Guilherme fez um vídeo mas ele ficou gigante e vai demorar até subir pro YouTube. Assim que for, coloco aqui.

Golden Kiwi

September 20th, 2008 by Diogo Freire

Golden KiwiEu não sei se tinha desse aí no Brasil ou não. Mas fato é que, há 3 semanas atrás experimentei. E a parada é beeeeeem melhor que o Kiwizinho verde que a gente tá acostumado aí.

Pelo visto, aqui, eles comem com a casca. Então experimentei metade com a casca e metade sem a casa. Ambas aprovadas, mas sem a casca a iguaria não amarga e fica bem mais bacana. Como vocês podem ver aqui abaixo, mandei ver na brincadeira e degustei o fruto peludo com vontade.

Mamãe vai adorar.. vou ter que levar pra ela!

Vai aê? Descascando a criança. Morde danada! Com casca. Bom, mas não tanto! Primeira mordida no de casca. Momento crucial entre o muito bom e o muito ruim... Degustando o artefato frutífero... A cara não é muito bonita, mas o kiwi é bom! Engolindo o resto do que se chamava Kiwi Jones. Porque eu coloquei essa foto? Mais uma dispensável... Aprovado!!!

Daffodil Day

September 18th, 2008 by Diogo Freire

IMG_0984Os kiwis pegam pesado nas campanhas. Mesmo.

Em agosto ficou rolando na televisão (lê TODOS os canais), rádios e nas ruas várias campanhas falando sobre o Daffodil Day. Esse dia é celebrado anualmente e é tido como o dia mais importante para a arrecadação de fundos para a luta contra o cancêr na Nova Zelândia. Esse ano caiu na sexta, 29 de agosto.

Nesse dia saí na rua e a cada aproximadamente dez metros via alguém com um baldinho na mão, um crachá e um cesto com flores de plástico. Centenas deles. Milhares. Um a cada esquina. Sorrindo pra você e dando bom dia. Todos. Felizes num frio desgramento. Todos eles voluntários na arrecadação. Você coloca uma moedinha no baldinho e ganha a flor. Uma flor tem um alfinete você prende na blusa e exibe sua solidariedade. E tinha muita gente com isso preso na roupa. Eram raros aqueles que não tinham. Todo mundo adere e dá sua contribuição. Eu me senti fora do ninho fui lá e coloquei minha moedinha também. Fiquei todo felizão com a flor na blusa.

Aqui na Nova Zelândia é impressionante as campanhas de conscientização de tudo que eles julgam importante. Em breve vou fazer um post sobre as campanhas de violência doméstica, velocidade alta nos carros e álcool. Isso sim é pegar pesado.

Whitireia Park

September 15th, 2008 by Diogo Freire

Ontem estive lá, passeando por aquele imenso gramado, cheio de vacas e cercado de água por todos os lados menos um. Puta, o lugar é muito legal! :)

Os parques por aqui parecem ser coisas pra quem gosta de caminhar, pisar na lama, com uma relativa emoção e grande dor nas pernas. Mesmo cansativa, a caminhada é relaxante, a vista é linda e você sai de lá feliz porque suas pernas não te respondem como você acha que elas deveriam.

O Whitireia Park fica ao norte de Wellington, em Porirua. Um metrô e um ônibus te deixam lá em aproximadamente 40 minutos. Lá dentro são quase 4 horas de caminhada (se você gosta de testar caminhos novos, como eu, coloque mais 1 hora aí), muita diversão fugindo das gaivotas, se esquivando das vaquinhas e brincando com os cachorros dos transeuntes.

battleO parque foi utilizado pra gravação de cenas do filme Senhor dos Anéis. Como o   objetivo deles não é ser ponto turístico por causa disso e sim um ponto de referência para estudos e diversão, não existe nenhuma indicação de onde. Olhando na Internet a única coisa que achei de referência foi a foto ao lado, o que não nos dá muita idéia de nada.

Tô morto mas valeu a caminhada. Tem uma sessão INTEIRINHA, com 28 fotos que tirei por lá tá aqui embaixo. :)