Eu não sei se tinha desse aí no Brasil ou não. Mas fato é que, há 3 semanas atrás experimentei. E a parada é beeeeeem melhor que o Kiwizinho verde que a gente tá acostumado aí.
Pelo visto, aqui, eles comem com a casca. Então experimentei metade com a casca e metade sem a casa. Ambas aprovadas, mas sem a casca a iguaria não amarga e fica bem mais bacana. Como vocês podem ver aqui abaixo, mandei ver na brincadeira e degustei o fruto peludo com vontade.
Em agosto ficou rolando na televisão (lê TODOS os canais), rádios e nas ruas várias campanhas falando sobre o Daffodil Day. Esse dia é celebrado anualmente e é tido como o dia mais importante para a arrecadação de fundos para a luta contra o cancêr na Nova Zelândia. Esse ano caiu na sexta, 29 de agosto.
Nesse dia saí na rua e a cada aproximadamente dez metros via alguém com um baldinho na mão, um crachá e um cesto com flores de plástico. Centenas deles. Milhares. Um a cada esquina. Sorrindo pra você e dando bom dia. Todos. Felizes num frio desgramento. Todos eles voluntários na arrecadação. Você coloca uma moedinha no baldinho e ganha a flor. Uma flor tem um alfinete você prende na blusa e exibe sua solidariedade. E tinha muita gente com isso preso na roupa. Eram raros aqueles que não tinham. Todo mundo adere e dá sua contribuição. Eu me senti fora do ninho fui lá e coloquei minha moedinha também. Fiquei todo felizão com a flor na blusa.
Aqui na Nova Zelândia é impressionante as campanhas de conscientização de tudo que eles julgam importante. Em breve vou fazer um post sobre as campanhas de violência doméstica, velocidade alta nos carros e álcool. Isso sim é pegar pesado.
Ontem estive lá, passeando por aquele imenso gramado, cheio de vacas e cercado de água por todos os lados menos um. Puta, o lugar é muito legal!
Os parques por aqui parecem ser coisas pra quem gosta de caminhar, pisar na lama, com uma relativa emoção e grande dor nas pernas. Mesmo cansativa, a caminhada é relaxante, a vista é linda e você sai de lá feliz porque suas pernas não te respondem como você acha que elas deveriam.
O Whitireia Park fica ao norte de Wellington, em Porirua. Um metrô e um ônibus te deixam lá em aproximadamente 40 minutos. Lá dentro são quase 4 horas de caminhada (se você gosta de testar caminhos novos, como eu, coloque mais 1 hora aí), muita diversão fugindo das gaivotas, se esquivando das vaquinhas e brincando com os cachorros dos transeuntes.
O parque foi utilizado pra gravação de cenas do filme Senhor dos Anéis. Como o objetivo deles não é ser ponto turístico por causa disso e sim um ponto de referência para estudos e diversão, não existe nenhuma indicação de onde. Olhando na Internet a única coisa que achei de referência foi a foto ao lado, o que não nos dá muita idéia de nada.
Tô morto mas valeu a caminhada. Tem uma sessão INTEIRINHA, com 28 fotos que tirei por lá tá aqui embaixo.
Após uma semana emocionante de chuva, vento e impossibilidade meterológica de ser feliz hoje fez sol. Peguei a bicicleta às 7h, coloquei o iluminador de bunda na cintura (lê-se plástico fluosforecente/reluzente pra poder ser visto) o capacete e fui passear.
Pra começar a parada 17 km foi muito bacana. Empolguei e tirei várias fotos, que tão aqui embaixo:
Hoje fui andar de Caiaque no porto. A parada é bem divertida, apesar do tombo ao sair do caiaque. Tá, minhas pernas estavam dormentes por causa do jeito no caiaque. Tá, eu sei que não é desculpa.
Mas foi bem divertido! Talvez isso vire uma prática semanal.
- Hoje de manhã tocou o alarme de incêndio aqui pela primeira vez. O povo aqui é obcecado com isso e eles possuem vários procedimentos envoltos a isso. Todo mundo saiu do prédio e ficou no frio lá embaixo. Eu fui desfavorecido por estar com o short que eu dormi e tremi um pouco mais que os outros. Três carros de bombeiros e, ao que tudo indica, a causa foi uma torrada ou similiar queimada.
- Após uma conversa sobre religião no café fui caçar como é o povo daqui nesse ponto. As estatísticas mostram 56% da população como cristã, a maioria anglicana mas com presença romana, methodista e batista. No Brasil, 91% da população é cristã. Além disso, os que se dizem “sem-religião” figuram 35% da população do país, enquanto no Brasil só 7% caem nessa classificação. Pretendo estudar um pouco da história e vê de onde isso vem.
- Os Kiwis adoram inovar. Tanto que uma igreja de Auckland, da linha do Cristianismo progressivo tem um podcast de sermões online. A foto ao lado, fazendo propaganda do Podcast, foi tirada pela Daphne em Auckland.
- Mais estatísticas étnicas das Nova Zelândia podem ser vistas aqui.
Hoje fui ao Sandwiches na compania de Camilo e Toh. O lugar é sensacional. Jazzinho fino com ambiente gostoso pra bater um papo ou só pra ficar curtindo a música. A partir de hoje quem precisar de mim em alguma quarta-feira me encontra lá das 21h em diante.
Hoje arrisquei meu primeiro prato sem congelados e sem a supervisão da Daphne por aqui. Até então tava pegando aquela carne que é só jogar no forno ou dar uma esquentadinha no microondas. O arroz eu já dominei desde a chegada. Mas o resto do sistema era pesado, pedia destreza e a minha querida amiga tomava conta. Desde sexta, que tô aqui sozinho, tenho alternado entre coisas congeladas e sobras da semana passada guardadas na geladeira, que logo venceriam. E assim me mantive até que tudo acabou e eu resolvi revolucionar o mercado gastrômico individual que possuo.
A parada ficou boa. Foi um frango com molho Shoyu e pimentão laranja, acompanhado de salada e arroz. A parada ficou ninja!
A partir de agora eu juro que eu vou dar um jeito de cozinhar mais e, assim, não parecer que eu descobri a décima quinta maravilha do mundo só porque eu fiz um prato super gostoso por conta própria. Mas tava bãozão, e eu tenho que comemorar pra me empolgar.
Hoje tive a felicidade de participar do Steve Smith Kit World Clinic Tour, no Capital E aqui em Wellington. Steve Smith é um dos meus batera referência e fui lá ver o cara de perto. O Workshop foi foda e eu fiquei empolgadão, bateristicamente falando!
Baterista é bicho bobo em todo lugar do mundo. O Workshop de uma hora e meia não rendeu por ficarem presos em perguntas bobas como “o tamanho dos tambores” e “que pratos ele prefere”. Isso é informação que qualquer um busca na internet. Não quis fazer nenhuma pergunta porque não sobrou gancho nenhum que me desse um insight. Pelo que sei, no Brasil acontece o mesmo. Ninguém consegue chamar nada profundo dos caras fodas e se atêm a coisas bobas e descartáveis. Todavia, foi ducaralho. Voltei empolgado pra estudar bateria e re-ouvir minhas músiquinhas que o mundo não compreende.
Tudo bem. Trinta anos de prática é coisa pra caramba. Mas, com o perdão da palavra, PUTAQUEOPARIU. Lindo o que o cara faz.