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Archive for November, 2008

Rarotonga, Baby! Uhu!

Friday, November 28th, 2008

Sabe aquele tanto de ilha que você NÃO vê quando olha pra o oceano pacífico no mapa mundi, mesmo em largas escalas? Aquelas ilhas que você vê nos  catálogos de turismo e fala “Nah.. não é pra mim… É tão foda que deve ser muito caro…”? Aquela coisa que mora em cima de um vulcão e num tem nada além de praia, sol e gente feliz? Pois então senhoras e senhores: Eu tive o prazer de passar uma agradável semana em um lugar desses, mais precisamente em Rarotonga, capital das Ilhas Cook. As fotos estão aqui.

Ilhas Cook que é (ou são?) um país de 15 ilhas, 20 mil habitantes e 240 km². Rarotonga, a capital, ilha de 32km de orla, e 70km², 14 mil habitantes e um recife em volta da ilha toda, dando um azul de água de dar dor no cérebro.

Rarotonga da vida mansa, do sol que faz você querer estar dentro de casa das 10h às 15h pra não fritar ao ar livre. A mesma Rarotonga que tem como principal fonte de renda o turismo tanto que possui uma estrutura invejável, entre acomodações e disponibilidade de informação, para tal. Não suficiente, o mesmo lugar que faz com que você tenha vontade de chutar o seu emprego no saco e ir viver pescando depois dos recifes, acordar vendo aquele nascer do sol maravilhoso e ir dormir com a sensação de que é impossível ficar tão cansado e feliz em um só dia.

Daqui da NZ é uma viagem que não sai cara. Saindo de Auckland você paga entre 600 e 700 dólares pra pousar lá. Com uma boa dose de paciência caça um backpacker barato (ou recruta alguém pra fazê-lo por você!) e come bem com as possibilidades dos supermercados locais. Os restaurantes vão pedir um fígado por comida e isso deixa a brincadeira cara. Daqui da NZ também você chega lá 20 horas antes de ter saído de Auckland, e chega 1 dia depois ter saído de lá. Isso tudo viajando só três horas.

Os 7 dias foram de uma rotina complicada. Ficar trocando uma praia planejada por outra mais bacana que apareceu pelo caminho, resolver entre mergulhar ou atravessar a ilha a pé por dentro da selva e outras coisas do tipo. Na chegada do aeroporto o fiscal da imigração checou os documentos e disse “Welcome to Paradise.” Nada pode ser tão animador e verdadeiro no mundo.

Uma compania leve e animada pode deixar tudo mais bacana. Viajar sozinho às vezes dá no saco. Mas achando alguém tão desregulado como você te garante ficar duas horas babando no céu estrelado às 3h da matina e uma ida ao cemitério colorido pra tentar captar a alegria que aquele povo tem até na morte. Sozinho você deixaria as coisas pra amanhã.

O povo de Rarotonga é uma alegria à parte. Sempre sorridentes, solicitos e atenciosos. Um ou outro com uma cara fechada mas em geral você se sente em casa. Eles tratam turista como rei. Isso se torna lógico quando você vê que metade das pessoas na rua são nativos e metade são turistas.

A estrutura da ilha é comparável à de Guarapari, assim como a estrutura de Sabará é comparável à de Nova York. A ilha possui uma estrada principal, a que contorna a orla, duas linhas de ónibus – nomes a saber: Horário e Anti-Horário, que passam de hora em hora – e a telecomunicação funciona bem de vez enquando. Os Backpackers (ou hotéis, dependendo do seu culhão) te oferecem tudo que você precisa pra capotar e ir virar camarão no outro dia. A propósito, leve quantidades industriais de filtro solar. Você vai precisar. Mesmo. Juro. Sério.

Duas dicas: 1) Não planeje seus horários de dormir. Eles virão automaticamente e você deve aproveitar ao máximo os momentos acordados. 2) Alugue uma scooter. O custo-benefício é excelente e um carro vai te impedir de estacionar em lugares imperdíveis.

Deu pra ver que eu fiquei feliz, né? Eu DUVIDO que você não ficaria. É uma viagem que te descansa, surpreende, embasbaca e coloca novo pra juntar dinheiro pra voltar. :P

Aliás, eu contei que tenho uma carteira de motorista AB de Rarotonga? :)

Guy Fawkes

Wednesday, November 26th, 2008

 
Dia 5 de novembro, pra quem não sabe, é dia de Noite de Guy Fawkes na NZ. Aliás, não só na NZ, mas em várias ex-colônias e colônias britânicas, incluindo a própria Inglaterra.

Guy Fawkes foi um cidadão que, em 5 de novembro de 1605 tentou explodir o parlamento inglês enquanto o rei e toda a alta sociedade da época estavam dentro. O cara foi pego enquanto ajeitava a pólvora para tal e o plano não deu certo.

As celebrações aqui em Wellington ocorrem no Waterfrong com uma chuva de fogos de aproximadamente 15 minutos. Normalmente. Esse ano aparentemente não foi tão demorado pois o carregamento com os fogos não chegou da China. O que foi usado foram sobras de outros eventos, o que geral uma frustração generalizada. Mesmo assim fogos sempre são uma coisa bacana. A sessão de fotos  que fiz pode ser vista clicando na imagem acima ou aqui.

Rugby!

Saturday, November 1st, 2008

Você conhece Rugby? Não! Você num sabe o que tá perdendo! A parada é boa e divertida pra daná! Tá, é mais moroso que o futebol e o jogo pára muito. Eu não entendo muito que rola. Mas a parada pode ficar bem divertida no meio de um monte de torcedor nervoso, numa final de campeonato com vários All Blacks (seleção Kiwi de Rugby) jogando. Eu fui lá no último sabadão e foi foda!

O jogo era Wellington Lions x Cantebury pela final da Air New Zealand Cup, o campeonato nacional. O jogo foi no Westpac Stadium, aqui em Wellington. Jogando em casa e com um campeonato impecável nada poderia dar errado pra os Lions. Mas deu. Um try convertido contra dois pênaltis. 7×6 pra Canteburry. Copa pra eles.

Eu diria hoje que entendo 80% do rugby. O jogo é muito quebrado e precisa muito do erro adversário. De vez enquando rola uns chute e umas jogadas que eu fico “Mas… Ahn?”. Mas na maior parte do tempo eu me divirto com as boas corridas em direção à linha de try e às jogadas bem arquitetadas.

Fora isso a torcida foi diversão à parte. Crianças e velhinhos misturados, todos vibrando com os ataques e porradas do time de Wellington. Uma pequena minoria de Cantbury não tem espaço reservado e assim as torcidas adversárias se misturam. Sem nenhum problema. Cada um comemora seu sucesso e bate palma reconhecendo o que o adversário faz de bonito.

Além de tudo, as mesmas gritarias com o juiz, que é normalmente chamado de “Ref” mas pode ganhar o nome de “Referee”em momentos mais tensos. A final valeu mas não prentendo voltar. O ingresso não é tão barato e eu não sou tão fã assim. Aliás, só volto pros All Blacks. E pro Sevens. :)

Algumas poucas fotinhas do jogo, tiradas da arquibancada, podem ser vistas clicando aqui.

P.S.: Só pra documentar. No Sevens a galera vai fantasiada. É tradição e parte da festa. Guilherme prometeu ir fantasiado de MSN. Estamos de olho.