IMG_4607
IMG_4603
IMG_4600
IMG_4596
IMG_4574
IMG_4571

Clique aqui para ver toda a minha coleção de fotos tiradas na Nova Zelândia

Afinal, como é viver na Nova Zelândia?

June 22nd, 2009 by Diogo Freire

Já algum tempo venho ensaiando esse post por aqui. Agora com aproximadamente 11 meses de Nova Zelândia, vivendo e trabalhando com kiwis já por algum tempo acho que agora possuo uma visão da terra e do povo criada por mim mesmo e menos preconceitualizada pelo que ouvia dos brasileiros por aqui.

Galera no Waterfront em Wellington, por Victoria Evans

Esse post com certeza vai ser longo e reflexivo. Provavelmente chato e nojento em alguns momentos. Entre anotações que faço no dia-a-dia de coisas curiosas, lembranças de momentos diversos e papos com outros estrangeiros que não brasileiros resolvi que tenho que compartilhar uma visão que até então não vi por partes dos brazucas que comentam sobre como é morar na Nova Zelândia. Eu pretendo falar mais profundamente sobre os assuntos “pessoas” e “adaptação humana” no meu outro blog, o Wimps-Hurra, que é onde eu despejo as minhas loucuras filosofais. Tentarei me ater ao aspecto estrito da aventura estrangeira por aqui, mas com certeza alguma opinião mais pessoal vai vazar. O que considero um ponto forte do que vou escrever aqui é o fato de que eu não me atenho ao saudosismo, não possuo a mínima vergonha do erro ou medo do escárnio e acredito que a melhor forma de enfrentar os problemas é com 90% transpiração e 10% inspiração. Reclamar menos, fazer mais.

No fim das contas isso também é um pouco desabafo de tudo que me dá raiva por aqui. E na verdade o que mais me dá raiva aqui é exatamente o que me dava raiva no Brasil.

Princípio

Pra mim não existe tal conceito como certeza, verdade ou qualidade quando o assunto é cultura, tanto no aspecto social quanto no pessoal. Somente a constatação da diferença.

A análise cultural num ambiente tão diverso quanto a Nova Zelândia é extremamente complicada. É um país de história com origem nas tríbos pacíficas, colonizado por ingleses e onde hoje 23% da população não é nascida aqui. Isso é aproximadamente um quarto de um país que, nativamente, não tem suas raízes aonde mora. Dentro desses imigrantes a grande maioria é asiática o que gera um choque instantâneo para nós americanos e pros kiwis que somos todos ocidentais.

Sendo assim essa análise feita por mim diz respeito somente à minha verdade, às minhas constatações e são baseadas puramente na minha experiência. Qualquer discordância quanto a isso simplesmente a enriquecerá.

Os brasileiros

Eu não escondo de ninguém que o mais me enche o saco na Nova Zelândia é a teorização e a comparação constante entre o Brasil e a Nova Zelândia e a reclamação por parte dos brasileiros por motivos exdrúxulos. E, como disse, coisas como o comodismo, a falta de respeito, a tentativa de imposição cultural e a hipocrisia por parte desses é o que mais me irrita por aqui. Exatamente o que me fez querer tentar alguma coisa fora do Brasil. E talvez me irrite mais por ver que vez ou outra eu entro nesse bolo de coisas idiotas e as coloco em ação sem ver.

Existe um curso comum de conversa nos encontros brazucas que eu chamo de opinião quadrilátera. A mesma pessoa numa janela de cinco minutos fala mal do Brasil, fala bem da Nova Zelândia, fala bem do Brasil, fala mal da Nova Zelândia. Quatro sentimentos diferentes em uma só linha de argumentação.

Daphne e Guilherme passaram três meses no Brasil e, com isso, meu contato com a  comunidade brasileira deu uma cortada, uma vez que eles sempre me convidam pra um evento ou outro. Sinto falta dos dois mas o afastamento veio a calhar. Muitas coisas bacanas rolaram e pude ver que existe uma vida muito boa além do conforto. Ultimamente eu tenho me isolado da comunidade brasileira. Foi o mais saudável pra mim. A opinião da por lá nunca muda. A visão de tudo, não importa quanto tempo passe, é sempre a mesma. E, a minha só mudou, quando parei de ficar pensando fui ver de qualé.

Normalmente as pessoas se unem por afinidade. Comumente os brasileiros por aqui adquirem uma intimidate monstro após uma noite de papo. Porque? Por que vocês entendem as mesmas piadas, falam de Chaves e conhecem o Louro José. A  afinidade sai do seu espaço pessoal e se estabelece pela interseção cultural. Isso é importante pra quem chega e fica deslocado. Isso é importante pra quem precisa do conforto inicial. Mas chega uma hora que se você não acorda, se atrofia e se torna um opinador quadrilateral num grupo fechado e o enriquecimento cultural fica restrito, o que cai num círculo vicioso que te definha. Esse tipo me inspira a infelicidade eterna e nunca vai conseguir gozar plenamente do que cada lugar tem de bom pra oferecer uma vez que vive dentro de um espaço já conhecido.

A experiência do mercado de trabalho Kiwi por partes dos brasileiros por aqui é meio discutível. São poucos os que realmente traçaram um plano profissional interessante, pesquisaram mercado e tudo mais. Eu não fui um desses. O meu processo foi tentativa e erro. E quando me perguntam o que eu fiz eu não consigo acreditar em nada que eu digo. No fim das contas a gente dá de amigo, torce pelo sucesso alheio e fica em paz. Vez ou outra vejo que os conselhos que ouço por aqui são uma tentativa de passar pra frente uma idéia própria frustrada pra ver se ela dá certo com outro alguém pra que a pessoa se sinta bem consigo mesma. É eu já percebi que é isso que faço e me odeio por isso. E isso é perigoso pra quem ouve.

Depois de todo esse tempo e vários encontros eu diria que possuo talvez dois ou três brasileiros os quais eu realmente me importo e chamo de amigo. Além disso, Guilherme e Daphne felizmente já se tornaram pessoas queridas antes da Nova Zelândia estão em outro patamar pra mim, e por aqui são minha família. O fato de que não chamo os outros brasileiros de amigo de verdade não se dá por que são pessoas ruins ou algo do tipo. Simplesmente são pessoas as quais não tenho afinidade, mesmo que sejam pessoas bacanas. Com certeza eles se encaixam no conceito de irmandade. São pessoas queridas que curto estar por perto de alguma forma e nunca deixaria-os na mão numa ocasião necessária. Mas por tudo descrito acima prefiro um pouco de distância.

No fim das contas, se você é um brasileiro que ama o Brasil, que ama a cultura, que não consegue se imaginar longe da terra mas pretende sair porque não aguenta mais a corrupção, a falta de respeito ou coisas do tipo e, depois de um ano fora, não conseguiu se sentir feliz por favor pegue o avião e volte. Não só na Nova Zelândia. De qualquer lugar do mundo. Dificilmente você vai ser feliz se você sair da sua cidade, mesmo dentro do Brasil. Se você não acha que você tem a mínima capacidade de adaptação a melhor coisa que você faz é aceitar isso, se fechar na cápsula, e talvez trabalhando nesse conceito você se sinta menos infeliz de estar longe do seu travesseiro.

As amizades

O chavão preferido da galera por aqui é que “o Kiwi é frio”. Meu, cadê esse Kiwi frio que eu não conheci até hoje?

A galera confunde. Os grandes amigos da minha vida são de longa data. Três, quatro anos ou mais. E quando paro e penso como a nossa amizade era quando os conheci vejo que nada é diferente. Todas as pessoas novas que conheci por aqui tão por ali também, na mesma área da “frieza” inicial. Em algum momento a amizade cresceu, a confiança se estabeleceu e aí sim a coisa se criou.

O lance é que quando a gente chega rola o vazio. Falta aquele alguém que já te conhece sabe o que vocês gostam de conversar e fazer e pá-pum. Aquela coisa de achar o fator comum e encaixar as coisas é morosa e penosa ainda mais com pessoas cuja a base cultural não é a mesma. Quando você conhece as pessoas daqui, elas falam sobre os programas daqui, os livros da cultura inglesa, os músicos prediletos de todos os tempos da Nova Zelândia. E você boia. A coisa piora porque você quer desesperadamente preencher aquele vazio dos seus amigos de anos atrás que ficaram do outro lado do mundo. E aí, pra se sentir tranquilo, você acredita que a culpa é dos Kiwis, que você é super interessante é eles que são frios. Tudo porque você não é capaz de se encaixar num grupo e ter paciência pras afinidades acontecerem.

Um dia, num pub, batendo papo com o suíço que trabalha comigo ele, bebâdo, virou pra mim do nada e perguntou: “Diogo, o que você acha mais bacana nos Kiwis?”. Eu pensei e disse: “Não sei o que é. Mas é alguma qualidade que me deixa confortável pra fazer o que quero sem sentir que tem alguém preocupado com a minha vida”. Ele riu e disse: “Já reparou que eles não tem inveja?”. Puta. Ali o meu mundo brilhou. O Kiwi não tem inveja. Ele não esnoba. Ele não se intromete. Ele cuida da vida dele e da família dele. Ele faz o que ele gosta e não insiste se te convida e você não vai. E daí parece que ele não se interessa. Mas hoje, depois de meses de contato e convivência, tenho gente que me liga tarde da noite porque brigou com a namorada e precisa de alguém pra conversar no pub. Ou num sábado à tarde porque uma figura em outra cidade viu um filme e lembrou dum papo que a gente tava tendo a dois meses atrás. Os meus flatmates sempre querem saber como estou, se dispõe a ajudar de coração a todo momento com as dúvidas do inglês e do país, sempre sacam quando meu humor não tá dos melhores e se dispõe a conversar caso eu queira, entre outras coisas bacanas. E aí eu vejo que o caminho da confiança mútua tá aberto que a coisa só vai crescendo. Nínguém é intrusivo, mas sempre presente. Só depende da minha abertura pra isso. Daí o vazio começa a ficar cheio e você se sente bem.

E, pra fechar a conta, o Kiwi faz pro outro de graça com uma qualidade tremenda, e não pra aparecer. Fácil de ver isso é o tanto de trabalho volutário que entorna em todo canto e o tanto que é fácil bater longos papos com estranhos na rua. E daí eu reparei que todo mundo se abraça. Todo mundo brinca. Todo mundo se chama pra os eventos. E eu passei a abraçar todo mundo. A brincar com todo mundo. A ir aos eventos. E, de frio, só fica o vento de Wellington.

Os restaurantes

Esse é simples, curto e rápido: as chances de você conseguir algo que remotamente te lembre a comida brasileira aqui é aproximadamente nula. A única coisa que a impede de ser totalmente nula é que você pode cozinhar em casa. Se você não cozinha bem como eu é nula. As únicas semelhanças atendem pelo nome de MacDonald’s e Subway e afins. Fora isso, esqueça. E isso, na minha opinião, é uma das coisas que mais força o seu senso de adaptação. A comida tem pouco sal e muita gordura. O café da manhã sempre vai ser mais gordo que o almoço, e a janta sempre é baseada em só um prato. Picanha, feijoada ou frango assado com quiabo nem pensar. Mesmo.

Típico café da manhã Kiwi, com bacon, ovo, tomate, hasbrown (uma espécie de purê de batata frito) e torradas. Foto por “gwgs”

Depois de algum tempo eu já nem me importo muito mais. Só intolero a presença do abacate nos pratos salgados e do maldito-vindo-diretamente-do-quinto-círculo-do-inferno Vegemite.

Fora isso as cozinhas vão fechar por volta das 20h. Em alguns casos raros 21h, 22h. Depois disso só o Kebab dos turco, tira-gosto em raros lugares e bebida a rodo. E não adianta espernear na frente do restaurante, xingar as dezessete gerações do Capitão Cook ou exercer o seu instinto de assassino. Saia mais cedo de casa ou passe raiva e fome.

E não. O Kiwi, a fruta, não é a principal coisa do cardápio e só mais uma fruta pra eles. E é uma fruta chinesa.

O custo de vida

Sim. É mais caro. Tudo é mais caro. O quilo da maçã vermelha é quatro dólares, aproximadamente cinco reais. Feijão é um absurdo. Um jantar num restaurante marromeno dá uns trinta dólares por cabeça. O aluguel é caro. Se você fuma, se fudeu, porque cada maço é pra lá de dez dólares (bem feito, haha!). O transporte coletivo é uma facada. Luz é um pouco mais caro, mas não muito. Internet, pelo que vejo, é mais barata e melhor na maioria das vezes, mas com limite de transfêrencias. Telecomunicações em geral acaba dando uma empatada com o que sei do Brasil dependendo do caso.

Mas:

a) Eu entendo que tudo o que é importado, aqui, é mais caro, uma vez que a gente tá no canto do mundo e tudo vem de navio. A Nova Zelândia não produz quase nada, o que força a coisa. Coisas produzidas aqui como leite, uva, o kiwi e carne de ovelha não são tão caras assim. A maioria das vezes é absurdo quando comparado ao que estava acostumado em Belo Horizonte, mas no fundo faz algum sentido.

b) Eu ganho hoje aproximadamente cinco vezes o que ganhava no Brasil. E eu quase nunca pago cinco vezes mais caro por alguma coisa aqui. Se eu dividisse um apartamento com o mesmo perfil do que moro aqui no Brasil eu pagaria aproximadamente metade do que pago aqui, incluindo contas, eu acho. Talvez mais. O meu gasto pra alimentação é uma vez e meia o que eu gastava no Brasil. Eu pago (caro, 80 dólares por mês) academia, faço curso de língua, música, compro roupa quentinha que é uma coisa cara aqui também, vou pro cinema direto. Isso tudo era bem comedido e planejado no Brasil. Fora isso, passeio fim de semana e como super bem tanto fora quanto no apartamento. Um terço do meu salário vai pro governo. A cidade é limpinha, segura, com as estradas fodonas e com todos os serviços governamentais funcionando rendondinho. E ainda sobra grana pra pagar processo de residência, comprar bateria e viajar no fim do ano. E se bobear tentar fazer um snowboard de novo nesse inverno.

E essa é uma matemática que me interessa e eu isso não me deixa reclamar de preço de nada. Pelo contrário.

A cultura e a discriminação

Se você não sabe existe uma diferença entre a escola inglesa e a escola francesa.

Na escola francesa, que é a usada no Brasil, a multidisciplinaridade é a lei. Você aprende de tudo mas com nem tanta profundidade. Por isso você estuda todas as matérias até o terceiro ano do colegial.  Na escola inglesa você estuda todas as matérias até um certo ponto. Dali em diante você escolhe se vai cair pra Artes, Humanas, Exatas ou Médicas. E vai estudar mais as matérias condizentes com a sua escolha, o que vai refletir diretamente na sua escolha de faculdade. Você estuda poucas matérias, mas com maior profundidade.

Pelo que notei por aqui, comumente os latinos (incluindo espanhóis, portugueses e franceses) tem uma visão mais abrangente de mundo e de assuntos gerais, enquanto os europeus tendem a saber mais da sua área de atuação e serem um pouco mais alienados quanto ao resto. Surpresa! Exatamente o que era de se esperar, tendo em vista a constituição básica da vida acadêmica.

Eu, no início, me magoava quando as pessoas achavam que eu falava espanhol, não se interessavam pelos aspectos culturais que eu acho foda no Brasil, entre outros. E percebo que existe uma grande mágoa por parte dos outros brazucas por causa desse desinteresse deles também.

Depois vi que, não adiantava o quanto eu falasse, existia uma falta de base por ali. Há umas duas semanas atrás uma amiga chegou e falou duma forma super bacana que, logo quando cheguei, as vezes enchia o saco a minha empurração de “eu sou diferente e tenho um monte de coisa pra mostrar pra vocês!”. E ela citou que, assim que comecei a aclimatar mais quanto a Nova Zelândia isso foi cessando e aí sim eles foram realmente vendo “quem eu verdadeiramente era”.

Foi exatamente isso que ela usou. “Then we started seeing who you really are”. Eu falei com ela pra me dar um tempo pra pensar sobre isso e que ia bater papo com ela sobre isso outro dia. Pensei sobre o assunto e a minha primeira reação foi a negação. “Como assim? Quer dizer que então que eu só me torno uma pessoa verdadeira pra você quando eu passo a ser menos brasileiro?”Depois fui pensando e vi que não. Não é absolutamente nada disso.

Tudo que ela quis dizer é que eu sou algo além de brasileiro. Que grande parte do que sou se dá porque sou brasileiro mas que existe uma grande outra parte que não. E essa segunda parte é que as pessoas tavam interessadas e que foram conhecendo depois de um tempo. Num primeiro momento, com toda a confusão, eu me escondi atrás do escudo da brasilidade porque, pra mim, isso era legal e era o que eu considerava mais valioso. É legal e rico pra mim mas isso não significa quetodo o mundo vai achar a mesma coisa. Nas ocasiões certas o fato de eu ser brasileiro se fez interessante naturalmente.

Mas daí alguém vem dizendo “Mas Diogo! O Brasil é um pais grande! De cultura  riquíssima! Como assim eles não conhecem e se interessam por nada disso?”. Eu geralmente respondo dizendo “O quanto você conhece da China além do que você viu na TV? Sabe falar algum cantor famoso? Comida típica? (geralmente recebo uma risada e ‘sushi’ como resposta) Movimentos culturais interessantes?”. Não. Ninguém sabe muito. E, quando colocado em proporção, é um país mais significativo mundialmente que o Brasil na maioria dos contextos. Eu conheço pouco. Fui ver o quão grande era minha ignorância quando comecei a estudar Mandarin. E quietei o facho. Não dá pra culpar ninguém que nada sabe além do Brasil do que futebol e carnaval. E não dá pra culpar se eles não entendem e não amam quando a gente fala de alguma coisa sobre isso. O Brasil, pra mim, é toda a minha base cultural e a partir dela que estabeleci minha visão de mundo, apesar de não tê-lo feito somente baseada nela. A Nova Zelândia sempre foi só um outro país na minha vida. A recíproca também vale pra eles.

Hoje, quando me perguntam de onde eu sou, respondo que sou duma cidadezinha à Nordeste de Invercargil chamada “Nice Horizon”. Nenhuma mentira aqui se você olhar no mapa. Mas geralmente a galera dá risada e a gente parte pra outro papo, uma vez que ninguém nunca ouviu falar de nenhuma cidade com esse nome na Nova Zelândia e o meu sotaque não nega. Mas o negócio é que eles já tão acostumados com estrangeiro pra todo lado e isso realmente não faz muita diferença pro papo. Respondendo isso, a parede do “eu sou estrangeiro” não foi construída e tenho percebido que a aceitação inicial pra conversa tem sido mais amigável porque eles não se armam contra a falação sobre a cultura natal. Logicamente em algum ponto da conversa falo que sou brasileiro, mas dali em diante o fato já não é o que estabeleceu a conversa e é levado de outra forma.

O Kiwi está vendo suas cidades sendo invadidas pelos asiáticos e indianos, com restaurantes e replicações das celebrações de cada cultura. Vários possuem cardápios somente em chinês ou com as duas línguas. E essas culturas se juntam num canto, impõe seu modo de vida e interagem pouco com o resto da sociedade. Isso não gera o ódio, mas gera a segregação subliminar. Todo mundo, num papo corriqueiro, cita a etinia de quem tá falando, a não ser que ele seja europeu ou norte-americano. “Meu amigo, coreano, …” ou “O namorado dela, sul-africano, …” e assim vai. E esses fatos na maioria das vezes não são relevantes de forma alguma para o que está sendo contado. Eu me incomodo quando alguém me apresenta como “Esse é o Diogo, brasileiro”. Eu sou o Diogo. Ponto. Diga só “Esse é o Diogo.”e deixe que eu me encarrego de saber quando o fato de eu ser brasileiro se torna relevante pra ter uma conversa interessante com alguém. Eu não sei porque, mas isso acontece e me incomoda. Acho que é porque eu sei que é porque nada vai se estabelecer numa amizade só porque eu sou brasileiro. Nunca fiz um amigo na minha vida por causa de ser brasileiro. Então deixe isso ser uma das coisas que eu sou e não a minha condição de ser, por favor.

Eu nunca sofri discriminação, mas já vi e ouvi bastante de gente que já. O engraçado é que os casos que ouvi (não só com brasileiros) geralmente acontecem depois de um momento “mas da onde eu venho as coisas não são assim”ou “eu não vou fazer isso de tal forma porque não é assim no meu país”. Em geral quando algo do tipo “a minha cultura é a certa e a sua não” acontece. Isso acontece principalmente com as culturas asiáticas, mesmo os kiwis sendo extremamente flexíveis e tendo noção de como lidar com isso em certas ocasiões. Apesar de não haver a discriminação clara com os brasileiros o preconceito sim existe e se expressa nas piadinhas envolvendo sexo, drogas e violência que eu ouço uma vez ou outra. Eu não me ofendo porque mesmo feitas pra me sacanear não são dirigidas diretamente a mim. Mas me entristece de qualquer forma. Afinal de contas, Cidade de Deus, Carnaval e Copa do Mundo é tudo o que eles tem acesso por aqui. E isso, na minha opinião, é a pior parte das coisas boas que o Brasil tem.

Outro fato interessante por aqui é ver que você é preconceituoso sim. Os esteriótipos germânicos, africanos, asiáticos, entre outros, ficam claros na sua cabeça. E você divide as coisas e as trata em cima de cada conceito pré-formado. Só o tanto de vez que usei “os kiwis”, “os brasileiros”, “os asiáticos” e afins nesse texto me diz que a minha cabeça nunca vai ser livre dessa separação. O que não me permito fazer é condicionar um tratamento a isso numa situação cara a cara. Numa análise maior, como a desse post, considero cabível mas quando conheço gente dos diferentes lugares pra mim nada disso importa. Pode parecer contraditório mas a prática e a teoria não caminham juntas muitas vezes.

Pra finalizar

Essa baboseira toda é só pra re-afirmar o que disse lá em cima. Não existe jeito certo ou melhor de viver e acreditar nas coisas. A Nova Zelândia não é o melhor lugar do mundo, assim como o Brasil também não. Eu não sei qual lugar no mundo é, mas tenho certeza que se eu resolver viver a minha vida pensando , ponderando, reclamando ou comparando sobre isso eu não vou ter a oportunidade de realmente conhecê-los. E a única coisa que vou levar pra qualquer canto do mundo é a minha experiência concreta pela vida.

Milford Sound, minha paisagem favorita na Nova Zelândia, por Kenny Muir

Aqui sim tem coisas que não me agradam. O kiwi não é invejoso. Mas ele também não é ganancioso. Talvez por isso não seja invejoso. Ele presa pela vida de qualidade com a família e uma casa confortável. Uma viagem bacana, um show interessante e ver o time de rugby na TV. No ambiente de trabalho não existe aquela pressão que te deixa apertado e o cutucão pra buscar coisas novas e crescer. Acaba que a gente dá uma acomodada, o que é ruim. Eu vejo isso também nas bandas que participo por aqui. O crivo é muito largo e tudo tá bom pra eles. Eu, acostumado a ser puxado e a puxar meu colegas de banda, as vezes vou sozinho na empolgação e acaba que soa ruim porque eles não respondem. Isso me incomoda bastante porque eu gosto de ter gente que quer mais por perto.

Talvez esse seja o meu único grande problema na Nova Zelândia. A falta de pensamento grande, do eu quero mais, do isso pode ser mais fantástico. Fora isso, hoje o que eu mais sinta falta e a variedade musical que eu estava exposto no Brasil, ainda mais em Belo Horizonte. Fora isso, esse lugar é lindo.

Todas as outras coisas que já me incomodaram um dia foram respondidas. Eu sempre achava nojento o fato de a cor predominante nas roupas ser preta. Até que o frio começou a apertar nos últimos dias e percebi que minhas roupas escuras me deixam mais quentinhos que as roupas claras. Entre várias outras coisas eu comecei a ver que tudo tem o seu porquê de ser e a com a causa na mão fica difícil achar ruim de alguma coisa.

Eu não busco dinheiro, futuro garantido ou nada do tipo aqui. Na verdade eu não tenho um objetivo concreto traçado, somente planos. O meu único produto até o momento e que eu pretendo manter é a experiência. Sendo assim, pra fechar a conta, eu recorro a dois dos meus filósofos favoritos, que foram fazer muito sentido só depois que cheguei por aqui. Sartre diz que o mau do mundo é o outro. Enquanto a gente tentar culpar alguém ou achar a razão numa circustância externa para a nossa infelicidade a gente nunca vai ser capaz de olhar pra si mesmo. Enquanto a gente joga a responsa no outro e cuida da vida do outro a coisa não rola. E na minha cabeça eu completo isso com o que Nietzsche diz muito bem. Ninguém muda. Não é da natureza humana mudar. O conforto é muito bom mas pouco frutífuro. Só aquele que é capaz de perceber isso e ser forte o suficiente pra lidar com as suas próprias fraquezas cresce e evolui. Só no desconforto a gente se fortalece. Mudar de país e reconstruir seu alicerce nada mais é que um exercício de auto-conhecimento e solidão. Bobo é aquele que perde o seu tempo lutando contra a adversidade ao invés de trabalhar junto dela. :)

71 Responses to “Afinal, como é viver na Nova Zelândia?”

  1. Diego Says:

    Amiguinho, amei seu post.
    To arrumando as malas pra mudar praí HOJE! hehehe
    Tem lugar?
    Bjo!

  2. Thaís Says:

    A verdade é que você é um ser superior que consegue entender melhor as coisas e que tem o dom do respeito.
    Você nunca vai compreender a parte do mundo que não lhe convém e que diz respeito, apenas, ao lado obscuro e indesejado do ser humano.
    E quanto a parte que me encaixo – “não quer sair do Brasil, não saia” – só me resta ocupar a função de turista.
    Então, prepare-se pra me ciceronear qq hora por aí. Há.

  3. Iza Says:

    O que mais agrada nesses posts é que além de ter notícias de como vc anda por aí, a gente acaba sempre aprendendo algo com seus aprendizados. Mesmo que não na mesma proporção, sempre tem uma coisa ou outra que cutuca no ponto certo.

    Boa sorte aí, e não pare!!!

  4. Ícaro Says:

    Isso aí nego, o mundo é feito muito mais de possibilismo que de determinismo.

    Gostei muito do post!

    Abraço e saudade vei!

  5. Cissa Says:

    Well, como eu te disse, quem tem vontade de ‘cavar’ a cultura alheia, entende o que você quer dizer, porque é bem por aí. A partir do momento que você entende que DIFERENTE não é sinônimo de MELHOR ou de PIOR, você consegue ver as coisas como elas são, ou até mais, como elas podem vir a ser. Conviver é uma arte, sejá lá onde for, e temso sempre a ilusão do ‘mais fácil’ quando estamos próximos de pessoas que têm a cultura igual a nossa. Mas se nos temos como objetivo, ou pelo menos como plano, ‘mudar de vida’, não faz sentido continuar imerso na mesma cultura, reclamando ou evitando se inserir de fato no novo e no diferente que está a nossa volta. Não é surpresa nenhuma pra mim saber que você está conseguindo vivenciar de verdade essa diferença, e eu fico muito feliz em saber que quando a gente se encontrar de novo, você vai ser um cara ainda mais rico do que já era no dia em que eu te conheci.
    So, keep on going this way, mate. You’re making me truly proud. As you always did.
    Luv you.
    Cissa

  6. xZago Says:

    Grande Diogo,

    Como sempre com grandes post’s :D
    Legal demais saber que está de boa cara, porém bastante longe hehe…
    Sucesso pra ti brother um grande abraço.

  7. Mummy Says:

    Sou suspeita prá dizer qualquer coisa né?
    Mas, ler o que escreve aqui e tomar consciência do quanto essa experiência tem contribuido para seu crescimento me deixa muito feliz. Ver suas fotos com o “sorriso até as orelhas” é a garantia que tenho de que vc assimilou bem esse novo habitat. Que está onde quiz, está feliz. Nunca tive dúvidas de que seria assim, mas conforta constatar isso.
    Mesmo sendo imensurável a saudade, ela se torna justificável diante de tão grande propósito.
    Eu sempre tive a convicção de que Deus me tinha confiado um presente especial, uma criatura iluminada e que me proporciona um aprendizado constante…
    Fui privilegiada! Está ai a confirmação disso!!
    Prossiga na sua busca!
    Você sabe da minha torcida!!!
    Beijos!
    Love You!

  8. Jeanine Says:

    Diogo. Adorei seu post! Concordo com a maioria das coisas que você escreveu. Infelizmente ficar comparando a NZ com o Brasil e entrar no processo que você chamou de “opinião quadrilátera” é inevitável. É um processo de aprendizagem e que pelo qual você mesmo deve ter passado para construir a opinião que externou aqui. Algumas pessoas precisam de mais tempo para enxergar as coisas com clareza e outras passam pelo processo mais rapidamente. Perigoso é não sair disso. Na verdade fazemos isso com muitas coisas na nossa vida. Ficamos comparando o emprego novo com o anterior, o namorado novo com o ex, a nova academia com aquela que frequentamos anteriormente, etc. O problema é que o que fica no passado e passa a ser visto à distância, sempre parece melhor. E aí está a armadilha para quem leva muito tempo no processo de comparação.
    Uma vez li uma parábola, bem babaquinha, mas que traz uma mensagem bacana. Dizem que quando estamos em uma encruzilhada na nossa vida, todos os anjos estão conosco para nos ajudar a decidir sobre qual o caminho devemos escolher para seguir. Depois que escolhemos um deles e passamos a caminhar, seremos amaldiçoados por demônios se olharmos para trás. De fato será difícil ser feliz se ficarmos sempre nos perguntando “e se?”. Afinal, isso não tem resposta.
    Mas, independente de qualquer coisa, o mais legal de tudo isso é estarmos aqui conversando sobre isso, termos a oportunidade de vivenciar tudo isso e nos dispormos a aprender e crescer com esta experiência, entre erros, acertos, constatações e “descontatações”. Que bom que abrimos o peito e corremos todos os riscos nesta busca, sem ficarmos acorrentados pelo medo de viver. Afinal, este é o propósito da vida, não é? Beijo.

  9. fabricio Says:

    cara, parabéns pelo seu post…absurdamente bem escrito… pensamos muito parecido a respeito de diversidade cultural… Tenho me cercado de informações a respeito da Nova Zelandia, afinal, em menos de uma semana estarei por ai…

    vou acompanhar de perto o seu blog.

    abraço

  10. Wagner Says:

    Excelente analise, riquissima. E, surpreendentemente, uns 98% do que foi citado e analisado se encaixa a vida na Australia.

    Abraco,
    Wagner.

  11. Guilherme Says:

    Cara, muito bacana o post. Gosto de quando leio em palavras bem colocadas algo que me identifico e que me faça pensar.

    Tenho outra teoria pelo jeito de ser dos Kiwis do que o “não ter inveja”, mas isso é pra conversarmos outro dia qualquer :)

    Keep walking!!

    Abraços

  12. Renaldo Says:

    Cara, esse seu post foi um dos melhores q li nesses quase 2 anos de leitura sobre a NZ. Infelizmente n consigo ter uma melhor percepção dos kiwis pois, aqui em Queenstown, eles são praticamente minoria, e no meu trabalho temos 27 nacionalidades. O fato da falta de inveja foi realmente chocante… é como se vc soubesse de algo mas nunca houvesse percebido oq realmente era. Abraço

  13. Anabel Says:

    Diogo

    Que post show de bola, adorei a sua analise profunda e como voce me fez pensar sobre detalhes minimos do dia-a-dia, que muitas vezes acabamos passando por cima, show mesmo!!!

    Beijos

  14. Jeanine Says:

    Só para te avisar que eu criei um post no meu blog com um link para o seu:
    http://nossavidananovazelandia.blogspot.com/2009/06/new-zealand-por-diogo-freire.html

    Espero que vc goste. Tenho recebido muitos elogios ao seu texto. Bjs

  15. Elida Says:

    Diogo,
    Cheguei neste seu post pelo site da Jeanine, e devo dizer que foi uma das mehores analises que ja vi sobre a vida em NZ pelo ponto de vista de um imigrante, veja que nao disse brasileiro, pois ja conversei com imigrantes de outras nacionalidades, principalmente vindos de South Africa e UK, e eles tem muitos pontos em comum aos que voce colocou aqui.
    Bruno (my dear husband) e eu ja “esbarramos” contigo na festa de aniversario da Jeanine, mas infelizmente nos nao te “conhecemos”.
    Eu concordo 100% com o que voce disse, inclusive comida, custo de vida, salario, e tambem uma coisa que muito me incomoda aqui e’ a falta de “quero mais” dos locais, e o fato de voce meio que se acomodar no trabalho por falta da “pressao”.
    Postei uma frase no blog da Jeanine, e tambem vou coloca-la aqui: “lar e’ onde seu coracao esta’”.
    Alem disso, amei quando voce fala que picanha e “frango com quiabo” nem pensar, que todo brasileiro conhece o Louro Jose (by the way, Bruno nao tinha a mais vaga ideia de quem e’ Louro Jose – rsrsrsrrs), e eu tambem detesto abacate nos pratos salgados e eu acrescentaria abacaxi nas pizzas e hamburguer (Arg!!!).
    Parabens pelo excelente post.
    Grande abraco,
    Elida from Welllington.

  16. Nara Campos RJ Says:

    Olá!

    Cheguei no seu site através da Jeanine. Sou do RJ e adoraria morar por aí. Tudo que tenho visto e pesquisado me atraem para o país.
    Ler seus comentários enriqueceram minha visão e minha vontade de morar entre os Kiwis.
    Continue nos mostrando NZ.

    Bjs!

  17. Beta Says:

    Diogo! Amei seu post!
    Infelizmente não estou aqui para acrescentar conhecimento com um ponto de vista diverso do seu, até mesmo porque o contato mais próximo com estrangeiros fora do meu país foi em caso de viagem de férias… não é parâmetro e nem base para tanta argumentação.
    O que vi foi uma lógica brilhante e uma análise bacanérrima dos fatos. Sem contar algumas filosofadas sensacionais suas. :)
    Depois discutiremos detalhes por msn!
    Beijão!

  18. Lena Says:

    Diogo,

    Cheguei neste seu post pelo blog da Jeanine, e devo dizer que foi a melhor analise que ja vi sobre a vida em NZ pelo ponto de vista de um imigrante.

    Repare que não disse brasileiro, até porque não sou Brasileira, mas Imigrante eu sou e filha de imigrantes também.

    Nesta altura sou imigrante aqui na NZ, e finalmente eu encontrei uma voz a “gritar” aquilo que sinto e não sou capaz de expressar por palavras.

    O sentido do seu “post” funciona para o MUNDO INTEIRO e para qualquer nacionalidade, não só para Brasil/NZ.

    PARABÉNS!!!! Muito Obrigada!

    Hoje já enviei o seu link para muitos dos meus amigos e vai ficar “à mão” para enviar no futuro a outros que se irão cruzar na minha vida. Assim deixo de perder energia a tentar fazer-me entender.

    Mais uma vez muito obrigada.
    Um abraço

  19. Luiz Alberto Says:

    Olá Diogo,

    Acho muito interessante os seus textos… E gostaria de uma ajuda sua em relação a realidade atual por aí. Pretendo viajar em Outubro ou Novembro para a NZ. Mas antes preciso me certificar de algumas coisas que ando pesquisando e que estão me deixando com receio.

    Planejo estudar inglês nos 3 primeiros meses para aperfeiçoá-lo, posteriormente encontrar um emprego para recuperar o investimento, e talvez se conseguir um emprego melhor ao longo do tempo e construir mais experiências na NZ.

    Li no site do consulado que as áreas de trabalho que precisam na NZ são em engenharia, medicina e enfermermagem, ensino e TI. Em grosso modo me animou por que além de meu emprego na área comercial também leciono, e minha namorada é da área da saúde e com mestrado… Mas nada vai adiantar se aí estiver ruim, apesar do governo incentivar a ida como entendi no site…

    Por você estar aí, trata-se de uma fonte rica de informações, gostaria de lhe fazer algumas perguntas sem querer lhe incomodar.

    - Como está o desemprego com você e seus amigos?
    - Qual o valor mínimo pago por hora bruto e líquido?
    - Qual o valor do litro da gasolina?
    - Você confirma que uma pessoa se mantém com NZ$ 250,00 semanais, entre estadia, transporte e alimentação?
    - Você saberia me dizer em qual cidade tem o mais baixo custo de vida? Ou algum site fonte de informações econômicas e sociais?
    - Li em um site de que 80% dos Neozelandeses recebem em média NZ$ 25.000 por ano, você percebe isso por aí?

    Mas em fim, se puder me responder estas perguntas ficarei muito grato. Poderá ser através do meu e-mail albknopp@ig.com.br.

    Obrigado,

    Luiz Alberto
    Blumenau – SC- Brasil
    Msn: luiz.knopp@hotmail.com

  20. Gorki Says:

    Caro Diogo,

    Recebo este post como um empurrão aquilo em que acredito ser uma mudança de hábito e de vida. Minha trilha é por caminhos opostos do seu (Canadá), porém com a mesma visão que a sua. Ser feliz como for e não aceitar a acomodação como mero acaso da vida e do cotidiano. Bem observado os 2 filósofos (Sartre e Nietzsche), como tenho uma irmão psicólogo já havíamos conversado sobre estas linhas de pensamentos. Cansei de culpar os outros por algo não conquistado por mim e de ter medo do novo e manter uma vida confortável. Não tenho o que reclamar da vida que levo aqui no Brasil, mas algo me impulsiona e só pelo fato de não o fazer me sinto infeliz, mesmo tendo uma vida que aos olhos de quem vê é dita maravilhosa.

    Desejo muito sucesso e perseverança.

  21. André Says:

    Muito bom o post. Estou pensando seriamente em morar aí. Sou brasileiro, nunca saí daqui, mas devo admitir que pouca coisa da cultura brasileira me empolga: A comida e algumas festas típicas, no resto gosto de coisas que pouca gente aqui curte, o que faz me senir meio que um peixe fora d´agua.

  22. Suzany Says:

    Olá,

    Parabens pelo post! Tem muita gente na NZ se achando vitima do’preconceito’ do Kiwi e na verdade são vitimas do ‘próprio pre-conceito’. Conheci o seu Blog, atraves de outro e gostei muito do post!

    A sua ‘visao’ da NZ é bacana e me parece a mais ‘realista’ de todos os Blogs que tenho lido!

    Parabéns, novamente e sucesso para ti! :-D

  23. Arthur Rezende Says:

    Fala ae my friend!
    Que saudades de você cara. Tanta saudade que eu fui entrar aqui no seu Blog, que achei salvo no meu Favoritos, pra ler um pouco sobre você.
    Fico muito feliz que você esteja vivendo uma experiência tão rica como essa. Não é todo mundo que está disposto a sair da zona cômoda pra viver diferenças e aprender com elas.
    Mtas pessoas fazer o que você disse: Saem fisicamente dessa zona de comodismo mas a cria virtualmente em suas mentes e vivem dentro dela não percebendo o que se passa ao redor e perdendo a oportunidade de aprender, amadurecer e evoluir.
    Parabéns pelo cara bacana que você é, com essa inteligência que você tem e esse talento pra tudo. Você e o Cabeça foram as “coisas” (rsrs) mais legais que minha vida ganhou quando eu resolvi ser professor de bateria. (nada a ver né?) rsrsrs
    Mas um caminho traçado com outro objetivo, nos faz aprender que as coisas mais importantes não são conquistadas quando esse objetivo é alcançado, são conquistadas no decorrer da caminhada. E o objetivo passa a ser somente um ponto pra pararmos, descansarmos, tomarmos uma água, refletir um pouco pra termos condições de continuar caminhando em busca de outros objetivos (e seu caminho precioso).

    Vê se aparece aqui nessa terra pra vermos Cidade de Deus no cinema, os jogos da copa e os desfiles de carnaval na Globo.
    (e ir no Eddie, claro) rsrsr

    Abração!

  24. Flávio Augusto Says:

    Caro Diogo,
    muito logal seu blog e me identifiquei com seu ponto de vista sobre Brasil e NZ. Estou me candidatando para uma bolsa de mestrado e se der certo estou aí em jan/2010.
    Assim que tiver a reposta – tomara que positiva – gostaria de manter um contato com vc para chegar aí mais preparado, afinal tenho 2 filhinhos – rsrsrs.
    Ah, sou de BH, vc também??
    Abraços,
    Flávio.

  25. Rafael Cordeiro Says:

    Brilhante, vou imprimir para reler na viagem de 14 horas para meu intecambio na Nova Zelândia

    Grande Abraço.

  26. Fernando Says:

    Cara.. Adorei o Post. Muito bem elborado e completo (pra mim, pelo menos). Parabéns!
    Concordo com você em tudo, o diferente é pra ser apreciado e descoberto, não pra ser descartado sem ao menos tentar ver o lado bom (se podemos dizer assim) das coisas. Todos os lugares tem seu lado bom e ruim.

    Aproveitando: tô ajeitando as coisas pra ir tarbralhar e estudar a NZ. Como está a situação por aí ? Você aconselha algo ?

    Abraços!!

  27. Francisco Says:

    Diogo,
    Eu sou mais um que tive o prazer de ler esse teu post através do link no blog da Janine.
    Poucas vezes tive a sorte de ser presenteado com tantas verdades. sempre admirei s pessoas que tiveram coragem de se aventurar em terras distantes e de “invejar”(em um sentido positivo) a capacidade de se adpatar e viver alí feliz.
    adoro o blog da janine me mostrar todo um mundo que não conheço e que desejo, um dia, saborear por poucos instantes que seja, e agora, depois de tudo o que li no teu post, passarei a seu um leitor assiduo do teu blog tmbém, na expectativa de por mais cor nos meus pequenos sonhos e para poder sorrir com cada uma de tuas vitórias.
    Fantastico amigo. Obrigado pelo presente.
    Abraços

  28. Ari Rocha Filho Says:

    Po cara…obrigado!

  29. vera Says:

    GE-NI-AL!
    Que beleza esse texto (morri de rir em algumas partes) e que maduro seu processo de reflexao. Durante meus 37 anos ja morei em tantos lugares… Managua, Paris, Los Angeles e agora Wellington. Ja visitei paises super isolados como a Mongolia e o Tibet. As poucas vezes na minha vida que sofri discriminaçao (mais ou menos) racial foram na minha cidade natal, Salvador, por eu ser “sararah” , e em Sao Paulo (gosto muito de Sampa) por justamente ser baiana.
    Wellington pra mim eh o melhor lugar do mundo pra criar minha filha. Nao vejo a hora dela ter idade suficiente pra poder caminhar sozinha e descalça pra escola que nem vejo tantas crianças fazerem no meu bairro. Mas olhe, nao fique brasileirofobico nao. Nossa comunidade local eh massa! Precisamos despretensiosamente preservar nossa cultura e humildemente dividi-la com tantas outras que aqui se encontram.
    Valeu!

  30. Elaine Says:

    Caraca!!! Wonderful

    Bom eu cheguei aqui através do nosso amigo google, encontrei o blog da Jeanine, e o link do seu … quando li seus post sobre BrasilXNZ, me deparei com uma descrição realista, vivenciada, e filósofa… coisa que adoro…
    Estou indo pra Auckland em novembro, e pesquisando mais sobre a NZ, vou ficar provavelmente 5 semanas… 4 estudando e passeando e na 5 espero só passeando, meu intuito é aperfeiçoar o inglês e “conhecer gente e o país” ….

    E o que vc escreveu é mais realista, e próximo do que acredito… “sobre vivenciar, em um habitat, diferente do seu”, literalmente sair da zona de comodismo… (bater o sentimento de vazio) enfim… Isso desperta curiosidade de enfrentar um novo desafio… tipo que porta eu escolho…
    Embora me bate um friozinho na barriga de pensar ” Viu … vou deixar de ser a chuva … “estar sempre por cima”" …Os seres humanos normalmente gostam/desejam/almejam de se sentir assim… e deparar com uma cultura de que não se tem “inveja”… estranho né… e a coragem de enfrentar toda essa nova vivência/adaptação, sem esperar nada em troca… apenas apreciar, valorizar de certa maneira um novo modo de se viver… de saber q o q vc acha interessantíssimo… pra outros é so mais 1 dentre tantos outros “pensamentos”… e o mais importante é não esperar muito … pq os anceios está dentro de vc!!! tenho q parar pq começo a me empolgar na explanação… rsssss

    Ahhhhh Parabéns… Always good winds!!!!

    quem sabe não nos esbarramos para trocar algumas figurinhas…. rssss

  31. Jane Says:

    Amigo!!!!!Desculpa aí ó…..mas….vc escreve bem….mas…Uma perguntinha só? Vc é bipolar? Psiquiatra é caro por aí? Mas desculpa aí heim!!! Vc arrumaria um ótimo emprego aqui no Brasil…escreve bem prá caralh……

  32. Clarissa Says:

    Olá!
    Bom me formo ano que vem, eu e meu namorado, queremos ir fazer o intercambio na Nova Zelândia, talvez quem sabe, ficar definitivamente lá, nosso destino é Auckland.
    Mas tenho um pouco de medo, como é para arranjar emprego? Infelizmente inicialmente só poderemos trabalhar 20 horas semanais, até nos adpatar, minha pergunta é, como é a forma de arranjar emprego? eles pagam mal para garçonetes, faxineiras, babas, essas coisas que me disseram que sao para estudantes e etc.. To meio perdida, falta um bom tempo, mas quero pesquisar tudo, e tentar o maximo. Estou com medo, pois chego lá sozinha sem conheçer nada e nem ngm! hehe
    Beijao!

  33. alex Says:

    gostaria de conversar com no hotmail, vc teria?
    o meu se vc quiser é alexsantista1@hotmail.com
    Ano que vem, eu vou para Auckland, e eu quero muitas dicas suas, muito obrigado pela sua atenção, esperando uma resposta nesses emails que lhe passei.

  34. Erica O Says:

    Estava fazendo uma busca na internet sobre pessoas morando na NZ e achei o seu blog. Acabei de ler este post e tenho que usar o chavão… adorei… Viajei por alguns países e morei fora do Br por um tempo e a maior parte dos brasileiros que encontrei só sabia reclamar de tudo o que era “ruim” no país… uma coisa que eu sempre digo “cultura é intransponível!”. Vc vai para algum outro lugar que não é o seu país (ou, às vezes, sua cidade ou estado) e não deve sobrepor um ou outro. Seu lugar de origem vc entende. Se está em outro canto, precisa entender o outro e aprender a respeitar – isso é o mais difícil! Comida, clima, distância, preços, pessoas, tudo será diferente e é aí que mora o barato… qdo a gente sai do Br e consegue voltar com esta cabeça, enxergando o mundo com amplitude, sem usar o preconceito, o valor do que se obtém engrandece. Sabe aquela frase do Fernando Pessoa “Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”? Pois é, é realmente isto que eu sinto qdo viajo. Quebrar as barreiras: isto é sempre necessário ao viajar….

  35. Jocelino Says:

    Olá

    Como é o serviço de saúde para estrangeiros aí no país?

    Abraço

  36. Carla Says:

    …tenho uma amiga que foi pra NZ…
    fui dar uma olhada no Blog que ela fez pra que pudéssemos acompanhar a viagem
    e achei seu post. Muito bom!
    Intéééé

  37. Devathai Says:

    ‘O Kiwi não tem inveja. Ele não esnoba. Ele não se intromete. Ele cuida da vida dele e da família dele. Ele faz o que ele gosta e não insiste se te convida e você não vai.’

    Putz, quero ir morar aí =D

    Mas sério mesmo, seu texto é bárbaro, nos convida a uma viagem introspectiva e tanto!

  38. Mariel Stupp Says:

    Nao conheço a Nova Zelandia, mas sou imigrante (por enquanto ainda nao em definitivo) na Suécia e muito do que penso lì aqui hoje. Do que apenas tinha sentido, também consegui ver em palavras.
    A nossa maior conquista é dos libertar da prisao do julgamento. Tem coisas na Suécia que eu nao gosto, mas nao julgo errado de modo algum. Sei que tudo é uma consequencia, e eu provavelmente estava no Brasil durante as causas. Sendo assim, eu nao entendo 100% e nao posso classificar. Esse pensamento dà uma leveza, aumenta a aceitaçao e nossa capacidade de adaptaçao.
    Distancia de brasileiros costuma também ser muito boa. Colocasse isso muito bem, na parte em que temos a cultura em comum, mas isso nao nos faz melhores amigos.
    Poderia ficar horas comentando teu post, divangando… mas vou aproveitar pra dizer que concordo com simplesmente tudo o que dissesse, e que amei a forma com que foi escrito. Espero que outros brasileiros aprendam com ele. :) Bom final de semana.

  39. Thami Duarte Says:

    Nossa,era tudo o que eu tava precisando nesse momento,ver seu post :)
    tô querendo muito sair do Brasil,quero conhecer novas culturas…e escolhir a NZ pq
    tava assistindo o globo reporter que tava falando daí,e disse que no Queenstown moram mais de 3 mil brasileiros,sem contar que é um lugar LIIIINDO. Mais são só planos,que pretendo colocar em pratica logo logo! então sucesso pra você Diogo,e um ótimo final de semana beijos ;*

  40. Aline Nogueira de Menezes Says:

    Adorei seus comentários, e gostaria muito de algumas explicações suas se possivel.
    Estou me formando em Administração de empresas, e falo pouco inglês, tenho muita vontade de morar ai na Nova Zelândia, gostaria de saber se seria viável para mim pagar numa agência um pacote que inclui um mês de curso grátis e emprego garantido.
    Você acharia viável???
    Gostaria também se você poderia me informar qual o valor em reais que eu gastaria com viagens e tudo mais.
    Desculpa pelo incomodo mais é que não tenho ninguém ai e pretendo ir com a cara e a coragem……srsrsrsrs
    Desde já estou agradecida
    Aline Menezes

  41. Cintia Says:

    Oi Diogo,

    Gostei muito do seu texto! Realmente um desabafo muito bem expressado. Vivo na Australia ha seis meses e pretendo ficar aqui mais uns dois anos e me identifiquei muito com as coisas que relatou e acredito que passarei ainda coisas das quais escreveu. Tenho a mesma visao em relacao a brasileiros e o nosso preconceito tambem. Estava pesquisando exatamente sobre convivencia com flatmates, diferentes culturas e ate mesmo aquele vazio inevitavel de quem esta longe de tudo e de todos e esse texto me trouxe algumas respostas e ate mesmo um certo “conforto”.

    Parabens!
    Grande abraco,

    Cintia Cavalcante.

  42. Edmundo Says:

    Cara, fiquei impressionado o quanto nossas opinioes bateram sobre tudo por aqui. Me mandaram esse post seu 1 mes antes de eu vir pra cá e acabei só lendo hoje, quase 5 meses depois de chegar em Auckland. Achei que foi até legal justamente pra ver o quanto a gente chegou à mesma conclusão e analise sem influencias que eu teria se tivesse lido antes.

  43. Antonio Alexandre Silva Says:

    Rapaz,

    meus parabens pelo seu texto. Voce eh realmente um ser humano de cerebro admiravel e estou agradecido por ter encontrado seu blog.

    Estou participando de algumas entrevistas para trabalhar por aih e o seu texto vai me ajudar muitissimo a tomar a decisao de deixar a Suica e ir embora para NZ ou nao.

    Eu estou com 36 anos e a questao financeira definitivamente nao seria o fator mais relevante para tomar essa decisao a essa altura de minha vida, mas simplesmente a busca por aprendizado sobre a vida, relacionamentos e amor (ainda que seja o amor-proprio).

    Eu adoraria poder ter o privilegio de cruzar com pessoas como voce daqui pra frente, cara.

    Desejo a voce todo o sucesso que voce possa suportar, seja la o que sucesso signifique pra voce.

    Alexandre

  44. Rinaldo alves Says:

    Cara!!! você é o cara…meu gurú, aprendi muito da vida so lendo esse seu texto, estou pensando em breve embarcar para New Zealand..agora estou tranquilo e sei o que fazer, aliás você reflete em belas palavras justament aquilo que eu estava pensando..temos de nos integrar a novas coisas, e não tentar impor a nossa cultura de uma maneira arbitraria achando que somos os reis da cocada preta…..para sermos aceitos temos também que aceitar, é uma via de mão dupla!!!

  45. Vandeilson Santi Says:

    olá, cara PERFEITO SEU BLOG…
    adorei mesmo!parabens. mas entao sempre sonhei em morar fora do pais, se aventurar e tudo mais…. mas nao tinha grana…entaoa gora consegui uma graninha e la vou eu… to na correria pra fazer amigos, conhecer cultura e as cidades da NZ, tentando captar informacoes ao maximo, tentando descobrir qual das cidades oferece mais empregos e oportunidades para quem nao fala ingles e vai para aprender…
    ficaria muito agradecido se alguem aê puder me dar umas dicas.. =D
    nessas horas, primeiro in tercambio e tudo mais tem muita inseguranca, duvidas e medos!! mas isso eh o de menos para mim se eu estivesse pronto para tudo isso qual seria a graca??? ehhehe
    mas deixo aqui meu msn e e-mail se alguem quiser entrar em contato
    vandeilson_santi@hotmail.com
    abraco a todos

  46. Clayton Says:

    Cara morei quase seis anos nos Estado Unidos e infelizmente consegui perceber o quanto não desfrutei de conhecer a cultura, os lugares e principalmente as pessoas mais a fundo por causa da opinião fechada de varias pessoas e pelo meu conformismo tbm, eu amava e ainda amo aquele lugar, principalmente porque meu primeiro filho é “MADE IN USA”RS… Mas agora com plano de me instalar ai na NZ com minha familia, pelos fatores que me revoltam aqui no Brasil, me fazem querer fazer as coisas diferentes ai. Parabens pelo blog e pela sua visão das coisas, pessoas e lugares.

  47. ANA PAULA MULLER Says:

    Oi Diogo!

    Gostei do seu texto, estou programando para ir no final de 2012 para a Nova Zelandia fazer um intercâmbio, poderia me adicionar no msn ou e-mail: —.

    Obrigado
    Ana Paula Muller

  48. manoel andrade Says:

    gostei do su comentario, morei em paris por seis anos e tomei a mesma dcisao sua ai, de viver a frança e nao comparar nada com o brasil, mas com isso tive que mim isolar da convivencia com brasileiros, curtindo algum evento e mais nada.
    estou querendo passar uma temporada ai e vi que posso ir como turista e se conseguir um emprego posso pedir um visto ai mesmo para trabalhar, sem ter que deixar o pais.o que vc mim diria como a melhor cidade de se viver.
    estou te aguardando

  49. Paulo Jacinto Says:

    Oi Diogo

    Espero que te encontres bem, estou em Portugal e gostaria de trocar uns email´s contigo se possivel, fico a aguardar.

    Comprimentos

  50. Cristina Says:

    É isso, de que vale aprender uma língua, se não respeitarmos a cultura do povo? Bacana. Adorei tua análise. Só vale a pena uma experiência desse tipo, se você se deixar envolver pela cultura do lugar.

  51. Amanda Gandolfi Says:

    Olá. Adorei tudo que você escreve. Ultimamente tenho me interessado bastante pela nz.. Uma amiga minha se mudou para aí com a família, e eu queria muito fazer intercâmbio. As informações que você passa contribuem bastante pra quem quer ir para aí.. Eu gostaria de saber se você sabe de algum site, ou tem alguma informação de como funcionam os vistos, e de como eu poderia conseguir estudar aí, se eu não fosse por uma empresa? Obrigada.

  52. lucas Says:

    A Verdade e que voce tem preconceito da suas origens.
    E ta virando xenofabo que nem eles!

  53. Eduardo Dias Says:

    Parabens Diogo, de longe o melhor post que li nos ultimos 2 anos.

  54. Eduardo Dias Says:

    Só uma pequena correção quanto a internet em NZ. Para heavy users (pessoas que usam a internet com muita frequencia e gamers, etc) a internet em NZ é pelo menos 3 vezes mais cara que no brasil devido a cota de download e upload limitada. É um problema ainda a ser superado na minha opinião.

  55. satiro Says:

    Grande, gostei de sua fala..
    Eu ja passei por NZ e gostei muito. To voltando passar mais um tempo.. Voce me animou muito… fala a verdade de maneira simples e simpatica.
    Parabens… vamos que vamos.
    Quem sabe nos encontramos por ai.
    Satiro

  56. Major Mara Balbinot Says:

    Olá Diogo!
    ..adorei seu post!

    .. eu estou muito anciosa, eu e meu namorado vamos passar as férias aí na Nova Zelândia em Julho/2011, temos um amigo que mora aí, e estamos preparando as malas…

    Grande abraço..

  57. Thomaz Soutello Says:

    Cara, sensacional.

    Descreveu praticamente o que ta acontecendo no meu intercambio. Abriu uma visao maior do que eu posso aproveitar por aqui.

    Realmente sempre culpei os kiwis por nunca falarem comigo na escola porque eu me sinto especial so porque sou brasileiro.

    Mas eh isso ai, quem vai sair no lucro sou eu se eu tomar iniciativa. Nada melhor que conhecer outra cultura sem preconceito e nao ficar preso na cultura nativa enquanto esta visitando outro pais. Valeu por compartilhar, bro!

    See you around! =)

    Abraco!

  58. myllena Says:

    Olá! Estou pensando em morar aí nos próximos dias. Mas gostaria de pedir sua opinião sobre algumas coisas. Você se importa em me passar seu endereço de e-mail? Ajudaria bastante!
    Muito obrigada! =)

  59. Luis Garcia Pereira Says:

    Boa Noite Diogo, sou portugues e ha muito que pretendo ir viver para outro país, a australia ou a nova zelandia são a minha eleição. Alem de jogar rugby, tambem faço surf. Aqui em portugal sou vendedor da DC Shoes. Como é que surgiu a oportunidade de ir para ai? é dificil arranjar maneira de ser residente ai, arranjar um emprego etc…?
    Um grande abraço e obrigado pelas explicações no blog, esta fantastico!

  60. Guilherme Rocha Says:

    Ola Diogo.

    Poucas pessoas sabem colocar as palavras do jeito que você colocou aqui. Parabéns. Nunca é demais parabenizar. Eu estou pesquisando a cidade, custo de vida e informações para ir para NZ, pretendo ir ao final este ano, o que realmente presenciei aqui foi grande aula de como lidar com toda essa mudança. Acredito que a bagagem cultural que possuimos pode ser maximizada quanto ao fato que você mencionou de meio que ”se afastar” dos brasileiros. Eu Tenho muita vontade de morar na NZ, apesar de aprincipio ir para estudar, e concerteza irei acompnahar o blog para maiores informações. Muito bem citado sobre o preconceito, que em geral não paramos para olhar para nos mesmos e julgamos o que é mais facil: culpar os outros. Sou mochileiro, viajo sempre que posoo, e alguns momentos de solidão e adaptação fazem parte do que sou, por isso me identifico com toda esta ”mudança”.
    Desejo sucesso para você, e caso queira entrar em contato, toda ajuda sera bem vinda.

    Abraço velho

  61. Júlia Says:

    nossa, adorei seus posts, porem fiquei um pouco assustada em relaçao as comidas. estou indo fazer intercambio ai ano que vem para terminar o colegio. estou muito ansiosa, mas com muito medo de nao me adaptar…

  62. César Says:

    Cara…..baita post….moro no Rio Grande do Sul, e estou indo para NZ em no máximo 3 semanas, ando pesquisando muito sobre a cultura local, e tentando planejar minha viagem da melhor forma possível, tu me ajudou muito. Valeu tchê. Abraço

  63. Simone Says:

    Adorei o que voce escreveu,estou com duvidas hoje com uma crise espalhada pelo mundo,sei que ja deve ter escrito diversas vezes,kk,mas não tem como fugiu muito,como esta a vida ai,quanto hoje e preciso para se manter ,já que migração não caieta que se trabalhe para que vai estudar,sabe estou em duvida pois tenho um pais mega aberto como a Irlanda, que vc tem ate mais do que eu preciso podendo ficar 1 ano no pais sem nenhum problema e podendo se trabahar em 6 meses 20 horas e os outros 6 meses se pode so trabalhar ou viajar ou ate mesmo fazer um outro curso,mas com esta facilidade se tem muitos brasileiros(com isso mais gente + concorrencia e a moeda que não podemos esquecer tb o custo de vida e considerado perante a europa o mais baixo so que com a crise se concorre com os nativos com isso diminui a oferta para imigrantes.è tenho a Nova Zelandia um lugar que sempre sonhei em fazer,mas tendo o agravante do trabalho como se manter por um tempo tão grande,kkk,desculpa mas realmente eu preciso da visão de alguem que esteja ai vivendo o dia a dia.Não tenho ambição em ganhar dinheiro meu foco e estudar e voltar para o brasil onde tenho grandes chances na minha area hoje se aprimorar o meu nível de inglês,O que hoje vc ver disso tudo ai,pq ate mesmo o pais tb passa por problemas devido ao terremoto e tb não devemos esquecer dos problemas mundias que todos estão sentindo?O que você me indicaria em fazer.Muito obrigada

  64. Ina Says:

    Olá Diogo,

    Já no final qdo vc cita Sartre e Nietzsche, eu pensei: “alguém criou um blog e, em especial, tem uma boa visão de mundo”. Sou psicóloga e terminei meu mestrado na universidade federal do Ceará agora em abil/2011. Chego na NZ dia 18/09/11, vou aprimorar meu inglês, fazer alguns cursos e contatos para doutorado. Moro sozinha desde 17 anos, pois meus pais puderam bancar meus estudos aqui em Fortaleza e isso foi uma grande ajuda e experiência de como-se-virar-sozinha. Foi muito bom compartilhar um pouco da sua experiência, pois eu sempre acreditei que existem pessoas que evoluem e outras não, que continuarão na sua zona de conforto. Espero que possamos nos conhecer aí na NZ. Abraço, Ina.

  65. Tarcisio Penas Says:

    Olá Diogo,
    Parabens pelo teu post.
    revejo o que escreveste em relaçao aos meus compatriotas, que cada vez que estao no estrangeiro so sabem valorizar e comparar o que deixaram para tras, concordo contigo,
    quem nao se adapta, volte e mude o seu pais, caso contrario respeite os locais e faça por se integrar na sociedade e cultura que coabita.
    Parabens pelo teu sucesso de integraçao
    e boa sorte.
    Quem sabe nao te peço concelhos no futuro sobre a Kiwiland
    Grande abraço

  66. obadis souza Says:

    ola diego t ben? cara ei estou pensando en sair do brazil de novo porque eu vivi muintos anos nos estados unidos e agora nao concigo me acostumar aqui entao estou tentando ir p fora mas nao esta facil como e processo de ida ate onde eu sei nao precisa visto mas iai como e na real. me da um alo ok obeesouza@live.com

  67. geovane mendes Says:

    ola diogo,gostei bastante do seu post ,tirou muitas duvidas, ja pesquisei muito a respeito da nova zelandia ,morei nos USA por cinco anos ,minha eposa viveu la por 14 anos tivevos 2 fillhos lindos la.estou no brasil ja a dois anos , nossa readaptacao aqui foi e continua sendo muito dificil ,sou do estado de Rondonia e sempre trabalhei com gado de leite e plantil ,mais no USA aprendi trabalhar na area construcao ,especializando em steel frame . No momento estou em BH trabalhando com steel frame . mais no brasil o salario e muito inferior a de um pais de primeiro mundo , e o custo de vida e mais alto do q no pais de primeiro mundo .Entendo muito de fazenda ,pastagem,maquinario de fazenda, e general farm work ,qual e a possibilidade de conseguir emprego nessa area .agradeco. carolgeo07@hotmail.com

  68. Cristiane Says:

    Olá Diogo! Tudo bem??? Qual seu email? Gostaria de conversar sobre mudança para NZ. Obrigada .beijos Cris

  69. Cristiane Says:

    Ah.segue meu email.spc825@hotmail.com
    Me escreva que e conversamos por email.Obrigada

  70. Ana Claudia Says:

    Neste exato momento que escrevo,estou com os pensamentos tão (mexidos),que não encontro palavras para expressa-los.
    Só sei que encontrei seu blog por acaso,fazendo pesquisas sobre turismo na Nova Zelândia.
    Tudo o que escreveu no seu post,é bem parecido com o que eu penso e vivencio aqui no Japão.
    Não sei se é ousadia minha,mais é muito bom encontrar pessoas com idéias e pensamentos parecidos,pois no meu caso,ser e ter Pensamentos tão diferentes,me torna um tanto isolada,e isto é bem contraditório,pois o meu trabalho é diretamente ligado a comunidade brasileira.(Talvez até seja por isso…).Abraços carinhosos e muitas realizações!

  71. Maria Isabel Says:

    De tão bom, ficou mais perfeito ainda com os comentários!!!rs…adorei.

Leave a Reply