Austrália!

Oh-stralia! :) Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora!

A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui.

Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é uma cidade que sempre ouvi falar maravilhas. E segundo que os primos e grandes queridos da minha mãe moram por lá. Eu lembro deles de quando eu era muito pequeno, mas como a vontade de vê-los era grande por minha parte e por parte da madrecita, seria uma boa oportunidade pra conhecer a cidade com quem conhece do assunto e passsar um tempo bom com pessoas importantes pra gente.

O lance é que eu e minha mãe sabíamos que minha mãe iria, mas pra eles, os primos, eu tava indo com uma pessoa que eles juravam ser a namorada ou algo do tipo. Na nossa chegada em Melbourne ver a surpresa de Dayse, Lô e Tereza ao ver que a compania era minha mãe já pagou a viagem.

No primeiro dia a gente curtiu a família, relembrou os velhos casos e contamos os novos. Rolou um pão de queijo e aquela comida mineira bacana! Aquilo foi uma noite boa. Aliás, a estadia inteira foi sensacional. A gente foi super bem tratado, eu comi pão de queijo de com força e não podíamos ter ficado em lugar melhor.

Nos dias que se seguiram eu e mama exploramos a cidade como pudemos. Melbourne é uma cidade fantástica, de arquitetura sensacional e transporte público invejável. A vida cultural é intensa e a cidade é aberta. Uma das coisas que mais nos chamou atenção tanto em Melbourne quanto em Sidney é a quantidade de parques urbanos e o apreço à preservação dos mesmos. No meio de uma cidade agitada como Melbourne cinco minutos de caminhada te colocam num lugar super tranquilo, bom pra sentar, fazer um piquenique e relaxar.

Numa viagem super bacana com Dayse e Dayle (o marido dela Aussie, metaleiro e gente finíssima) visitamos os Twelve Apostles, que são mais como cinco agora. Um cado de mosquito, muita prática da saudação Australiana (abanando o mosquito fora da cara com a mão, saca?) e um belo dia de sol. É uma viagem que vale a pena e a estrada por si só é BEM bacana.

Uma visita a Saint Kilda na região sul de Melbourne te faz pensar que você está em uma daquelas praias do tipo S.O.S. Malibu, com gente bonita, mar aberto, areia branca e um monte de água-viva pra tornar a água imprópria pra banho. Mas nada pode ser tão perfeito assim… Os becos, os cafés e a vida noturna de Melbourne são um charme a parte. Uma volta pela noite com meu amigo kiwi Beven por lá me deu o gosto que eu queria.

Eu confesso que parti pra Sidney no dia 30 sem querer partir. Melbourne é uma cidade sensacional que te faz sentir em casa, e a compania fez os dias por lá bem especiais. Mesmo. Sem brincadeira. A mãe até hoje quer ir pra lá de qualquer jeito. E eu vivo pensando no mesmo. :)

Mas aí veio Sidney. O ponto alto de Sidney (que em inglês se escreve Sydney) era o reveillon, mas é claro. E de fato foi. Sidney, ao contrário de Melbourne não é uma cidade tão aconchegante. Não me entenda mal, não é uma cidade ruim de forma alguma. Mas é uma cidade com prédios altos, trânsito intenso muita gente e muita loucura. O lance todo é o porto!

Com a sorte de achar um hotel bacana meio em cima da hora a gente ficou meio afastado da cidade, mas o suficiente pra não depender de ônibus para ir a cidade. O foda é que minha mãe é kamikaze a gente andou a cidade inteira a pé. Eu paguei de macho pra acompanhar, mas quando chegava no hotel à noite eu era só amanhã de manhã.

No dia do reveillon a gente deu uma explorada boa, mas ja tínhamos sido avisados que pra achar um lugar bom tínhamos que chegar cedo. Por volta das 16h da tarde, que já era meio tarde pra os padrões reveillonzísticos em Sidney, havíamos cruzado a Harbour Bridge num lugar indicado pelo Dayle e que foi uma achada sensacional. Mesmo batalhando por um lugarzinho na grama deu pra ficar de boa. A espera foi longa, mas valeu a pena. Os fogos das 21h pras crianças já impressionaram. Os da meia noite arrepiam, dão frio na barriga, enchem os olhos de lágrima e dão vontade de gritar. Tudo de uma vez só e um pouco mais. Deixei a máquina no automático e fui apertando o botão à revelia. Mas as fotos não pagam nem um milhionésimo da coisa de estar lá. Um dos raros momentos que vi minha mãe gritar de felicidade como ela gritou e isso fez a festa duplamente maravilhosa pra mim.

No dia seguinte a gente rodou, conheceu o Opera House, Jardim Botânico e peregrinou mais pela cidade. No último dia foi o Zoológico, pra dar um oi pros Koalinhas e Kangaroos. Eu já os tinha visto aqui em Wellington, mas no Zoo de Sidney a coisa é outra.

O Zoológico de Sidney é uma atração obrigatória pra quem passa por lá, penso eu. A coleção de animais é incrível e as oportunidades de poder de chegar bem perto de alguns deles e assistir palestras te deixa mais envolvido com a idéia. A gente viu muito animal que eu nunca tinha pensando em ver e pôde fazer um cafuné em alguns Kangoroos e Wallabies pelo caminho. :)

O tempo na Austrália foi curto. É um país que dá pra passar semanas e semanas. A cultura Aborígene por si só é riquíssima e só pelo Norte e centro do país que se é possível ter um contato mais profundo com ela. E lembrem-se que o Centro da Austrália é um grande deserto, então cuidado crianças.

Depois de lá foram 2 dias em Wellington e duas semanas de Belzonte. Não sei se o próximo post vai ser sobre isso ou sobre o curso da defesa civil que tô fazendo pra ser voluntário no caso de desastres naturais. O que eu achar mais emocionante no momento, eu falo sobre. :P

2 comments

  1. Jaca

    Que maravilha!!!!! Eu fico orgulhosa pácaralho de ler essas coisas. Tão bom te ver vivendo isso assim!!!!!
    Escreva sobre os dois!! Quero saber tudo!!!

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