Ontem, na mesa de almoço, resolvi que vou comer uma coisa “estranha” por dia. Isso inclui prato principal, bebida e sobremesa. Não necessariamente os três, mas sempre no mínimo um.
Definindo “estranha”: coisas difícies de se achar no Brasil ou inexistentes. Muitas coisas são possíveis de se fazer com o que existe no Brasil. Todavia a intenção é comer aquilo que é difícil de se ver e que nunca encontrei por lá.
Não disse ainda, mas aqui tem restaurante de tudo quanté comida típica
- indiana, portuguesa, mexicana, italiana, turca, árabe e norte-americana (as redes fast-food norte-americanas têm presença pesada aqui) - menos de comida típica brasileira. E neo-zeolandesa. Isso mesmo. Eles não tem um restaurante de comida típica deles mesmos. A herança fica por conta da Europa.
Ontem no restaurante, pedi Sweet Chicken with Mango Potatoes. O prato é feito de tenderloins - a minha ignorânica não sabia o que era isso e fui explicado que é a parte nobre do peito do frango - passados no ovo com um creme doce, feito de não sei o quê, por cima. Embaixo deles consideráveis batatas embebidas no molho de manga. A experiência foi interessante e me saciou no quesito fome, mas faltou o tempero. Aliás, as pessoas por aqui não usam muito esse tal de tempero. A não ser os indianos com o curry. De um modo geral o prato foi satisfatório e ficou na categoria “Já comi e era bacaninha”. Os muffins e a batata-frita do KFC estão anos-luz à frente e figuram na categoria do “Wow! Incrível!”
Pra acompanhar mandei uma bela garrafa de Raspberry Soda, a da fotinha aqui em cima. Raspberry é um termo genérico pra framboesa, que ainda não entendi muito bem como funciona. A paradinha foi aprovada com louvor e entrou no hall de refrigerantes muito bacanas, que até hoje possuia Coca-cola, Fanta, Seven Up, Guarapan e Baré como representantes vitalícios.
Semana passada fui apresentado ao Kebab, em dois lugares por aqui, um turco e o outro cubano (é, eu também estranhei). Kebab é um sanduíche bacanudo feita com Kafta, pão árabe e salada. Tudo bem comum no Brasil, mas não da forma que vi por aqui. Fora isso são as comidas japonesas. Na minha opinião bem melhores que as do Brasil, de preço comparável mas de tamanho bem superior. E é fast-food. Todo lugar tem uma banquinha vendendo quilos e quilos.
Tô com uma paradinha nova aqui bacana pra experimentar. Comprei uma porção 200g porque a cara não é muito boa e um refri de cara tão-estranha-quanto. Vou ver de qualé e venho contar pra vocês. 