Category: E o que eles têm de informação?

Viajando com a mamãe

by Denne on Flickr

Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.

Só pra já dar o doce pra criança, o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.

Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!

Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!

Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.

No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! :)) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. :P

Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).

É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. :) O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.

Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.

Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. ;)

Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. :)

Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.

Documentação?

Yes. Devido aos muitos pedidos e comemorando a aprovação do meu visto de residência vou tentar rapidamente listar os principais documentos pedidos na solicitação de visto de turista, trabalho e residência.

Eu vou colocar esse link 19 mil vezes durante o post: Site da Imigração Neo Zeolandesa. Não confie em mim. Não confie em ninguém. Só confie no que está no site da imigração e nos formulários que você acha lá. Cada caso é um caso e por mais que o que eu vá escrever aqui seja uma referência confira o que o site da imigração diz. As regras podem mudar e o que eu escrevi aqui fica obsoleto. Você pode se encaixar numa categoria diferente da minha e tudo que escrevi aqui não faz sentido. Não seja preguiçoso e tente cortar caminho da burocracia. Não é assim que funciona. Confira tudo o que você puder no site.

A propósito, uma das coisas mais sensacionais por aqui é que todos os serviços do governo tem uma disponibilidade gigante de informação online, que é precisa e suficiente. Aqui as coisas funcionam na regra e desde que você as siga a felicidade é garantida. :) Todos os formulários de imigração tem um guia em anexo, que geralmente responde todas as suas dúvidas.

A realidade para os vistos descritos aqui é para um solteiro, sem filhos e com conhecimento em uma área onde a Nova Zelândia precisa de profissionais. (Mais ou menos igual a mim… :P). Se você vem com esposa e/ou filhos existem requirimentos adicionais que você tem que checar em cada formulário. Você já sabe o que fazer caso necessite de mais informações.

Mesmo que você esteja procurando um visto específico, leia tudo. Alguma coisa pode ser importante pra você.

Pra o visto de turista:

Com passaporte brasileiro você não precisa aplicar pra um visto de turista antes de pisar em solo Neo-Zeolândes. Se você chegar com a passagem de volta, carta de recomendação de um amigo e mostrando que tem pelo menos NZD$1000 por mês de estadia aqui a coisa vai ser tranquila. Um roteiro de viagem e um conhecimento relativo dos principais pontos turísticos do país ajuda em caso de aperto. Mas eu nunca ouvi um caso de deportação por aqui e a chegada deve ser tranquila.

O visto de turista vale por 3 meses. Se você está aqui e quer extender o visto você precisa aplicar para um novo. Os formulários, taxas e mais informações podem ser encontradas aqui: How to apply for a visitor visa or permit

Toda vez que você aplica pra um visto novo na imigração você precisa apresentar uma foto do tamanho passaporte deles (3.5×4.5cm). Prepare umas 250. Você vai precisar. :P

Os documentos obrigatórios para o visto de turista são passaporte, foto, o formulário preenchido e o pagamento da taxa.

Se você for ficar aqui por mais de 6 meses, (contando desde a sua primeira entrada) você vai precisar de apresentar o exame médico e certificado de bons antecedentes. Falarei mais sobre isso abaixo.

A expedicão do visto ou do permit geralmente custa NZD$130 cada.

Pra visto de trabalho:

O visto de trabalho é uma parada  mais complexa, e existem várias formas de se aplicar. Todas as opções podem ser encontradas aqui: Working in New Zealand.

No meu caso meu visto saiu através da Skilled Migrant Category, uma vez que meu conhecimento profissional é desejado por eles. O Skilled Migrant Work Visa geralmente sai para profissionais que arrumam uma oferta de emprego nas áreas listadas na Long Term Skill Shortage List ou na Immediate Skill Shortage List.

Quando eu estava na caça de emprego existiu muita controvérsia sobre se eu posso aplicar para o Work Visa sem ter uma oferta de emprego aqui. O site da imigração e os agentes os quais eu conversei dizem que não e eu nunca consegui ir pra frente com a aplicação sem estar trabalhando. Alguns brasileiros aqui clamam que sim. Se informe ligando pra imigração. Quem sabe você não faz a mesma mágica que eles? :)

Os documentos obrigatórios novamente são passaporte, foto, formulário preenchido e pagamento da taxa. Além disso, cópia do contrato de trabalho e prova de experiência são exigidos. Meu currículo bastou para a segunda.

Novamente, se você estiver aplicando pra um visto de trabalho que te fará ficar aqui mais de 6 meses (contando desde a primeira entrada, não importando qual visto você tinha antes) você terá que fazer os exames médicos e apresentar certificado de bons antecedentes.

Pra esse também, pelo menos na categoria de Skilled Migrant, a expedicão do visto ou do permit geralmente custa NZD$130 cada.

Para a residência:

Aí o bicho pega, rapaz.

A residência é um processo caro e demorado. A primeira coisa a fazer é aplicar pra o Expression of Interest, ver sua pontuação e esperar ser contactado. Se você faz mais de 140 pontos é chamado rápido, mas senão a coisa demora mais.

Se você é convidado recebe um formulário GIGANTESCO e um livro de instruções gordo para preenchê-lo. Leia com calma, faça tudo que eles pedem. Confira três vezes. Dê uma semana e confira tudo de novo. Daí, só enviar de volta.

Os documentos requiridos pra residência são maiores. Além do passaporte, foto 3×4, formulário preenchido e pagamento de taxa você tem que apresentar tradução e originais da certidão de nascimento.

O expressão de interesse custa NZD$1400. A expedição do visto e do permit outros NZD$300.

De novo, exames médicos e certificado de bons antecedentes. Vamos lá!

Exames médicos

Qualquer exame médico é válido por 3 meses para a imigração. Se você está aplicando pra um visto novo e seus exames foram feitos a mais de 3 meses atrás você vai ter que fazê-los novamente. Se você está vindo com uma boa chance de aplicar para visto de trabalho ou residência antes de 3 meses após ter chegado, você pode pedir os exames no Brasil com um médico autorizado (digite Brazil na busca). Os exames são bem caros aqui então planeje suas datas pra ver se vale a pena fazer no Brasil correndo o risco de perdê-los ou não.

Se você morou ou esteve por mais de três meses em um país com alto índice de tuberculose você precisará de um Raio-X de tórax. Você vai pagar por volta de NZD$110. O Brasil está nessa lista.

Para o exame médico e de sangue você pode separar mais uns NZD$400. Se tudo tiver certo eles vão te entregar um pacotinho com tudo pronto pra imigração. Só colocar junto com os formulários e ser feliz.

A propósito, Esses exames têm que ser feito pra cada membro da família na aplicação caso esse seja seu caso.

Os formulários podem ser encontrados aqui: Health requirements for residence in New Zealand

Certificados de bons antecedentes

Quando necessário você tem que apresentar o certificado de bons atecedentes de todos os países os quais você residiu 12 meses ou mais pelos últimos 10 anos. Os certificados da polícia federal brasileira valem 3 meses. Os impressos pela internet são aceitos quando traduzidos por um tradutor juramentado.

Traduções

Outra facadinha. Pra traduzir uma certidão de nascimento e o certificado de bons antecedentes prepare entre NZD$150 e NZD$300. Sim a variação é gigantesca e o profissionalismo também. Eu recomendo firmas de tradução que tem um compromisso e um nome a zelar. Geralmente são mais baratas e ágeis que tradutores juramentados independentes.

Mas e o Inglês?

Se você não trabalha com a língua ou não consegue mostrar pra o fiscal de imigração que sabe falar inglês você vai precisar de um mínimo de 6.5/10 no IELTS. Eu não precisei fazer o teste. Geralmente o principal aplicante não precisa. Os dependentes na aplicação (esposa e filhos) sim. Mais informações: English language requirements

Como você percebeu esse post nada mais foi do que um imenso índice do site do departamento de imigração. Uns minutinhos, uns cliques mais espertos e você consegue tudo o que você quer.

Pra finalizar, só pra garantir meu ponto: CONFIRA O SITE DA IMIGRAÇÃO! No fim das contas, por mais que eu lesse em blogs e pergutasse pra todo mundo, todas minhas respostas estavam lá. :)

Me avisem se alguma coisa aqui ficou mais confusa. Eu não vou mastigar informação do site da imigração pra você. Se você quiser saber alguma coisa que não pode ser encontrada lá eu terei o maior prazer em ajudá-lo. :)

Retornando…

Então.

Daí que naquela cuspida toda de idéias naquele post gigante eu nunca imaginei que teria um retorno tão intenso e bacana. Eu curti e acabei tendo contato com gente nova por aqui, o que é interessante. Abri essa brecha pra agradecer de montão a todo mundo e pra responder algumas perguntas que pintaram por lá.

A todos aqueles que ficaram morrendo de visitar saibam que ficarei mais que feliz em vê-los por aqui. Principalmente os bons amigos e pessoas importantes na minha vida, as quais conheço, confio e carimbo o selo de qualidade. :P

Como muita gente pontuou bem o lance não é apontar o pior ou melhor. Pra mim o que vale é a constatação do diferente. O mais interessante é que vi em alguns comentários aqui e em alguns e-mails que recebi que a parada se extende pra outros lugares do mundo, e fico feliz em ver que tem um montão de gente que compartilha isso comigo. O que vale é o que está em você. Eu acho o processo de “bloqueio” sim natural no começo. Mas eu considero o ponto da chacoalhada e do questionamento temporário das suas raízes também válida. Ontem num artigo de música que estava lendo li uma frase que me tocou em vários âmbitos. ‘People who don’t change will find themselves like folk musicians, playing in museums and local as a mother-flicker.’ (Pessoas que não mudam vão acabar como músicos de folk, tocando em museus e “filhadaputamente” locais).

Muita gente me pergunta sobre vir pra estudar inglês. Uma parada interessante acontece, todavia. As escolas que fazem marketing mais popular nisso e são mais baratas são infestadas de brasileiros, o que dificulta muito o aprendizado do inglês. Outra coisa é a forte presença de japoneses e sul-coreanos. Eu fiz uma semana de aula com eles e fiquei absurdado como é diferente o jeito de aprender que eles tem. A coisa funciona meio que na lavagem cerebral. E eu e a colombiana na minha sala ficamos meio perdidos porque é um processo altamente estranho. Como eles são a maioria acaba que a coisa é moldada pra eles. Então cuidado. Me parece que os cursos fodões tipo o da Universidade de Victoria tem um processo mais bacana e respeitável, pelo que a Daphne me contou. E demandam mais dedicação e tempo. Se você está vindo por um curto periódo de tempo com o objetivo de estudar inglês a minha dica é bloquear o português e se afastar o máximo possível de todo e qualquer brasileiro que você encontrar. Procure um trabalho voluntário ou alguma coisa que te interesse tipo música ou filmes e vá participar de encontros com nativos. Sério.

As áreas de necessidade de profissionais podem ser achadas facilmente no site da imigração neo-zeolandesa. O governo não facilita a vinda de nenhum imigrante a não ser o refugiados de guerra na Indonésia e Afríca. A lista de shortage skills é uma referência pra quem tá vindo e precisa ter alguma idéia do que eles precisam por aqui. A única diferença burocrática pra trabalhos na área de shortage é que o visto de trabalho sai na hora que os documentos são apresentados e você não precisa esperar 3 semanas pra ter resposta. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo em Janeiro mas pelo que ouvi de alguns brazucas mais recentemente eles tiveram que esperar as 3 semanas de qualquer jeito.

Quando eu falo que o governo não facilita a vinda de imigrantes a não ser refugiados eu quero dizer que não existe nenhum programa, estrutura ou coisa do tipo pra que o imigrante chegue aqui e se torne um “imigrante qualificado”. O que acontece é que eles tem tudo o suporte que você precisa uma vez que consegue um emprego. Mas o governo não é pró-ativo pra o processo. Eles te dão toda a informação que você precisa e o processo cabe somente a você. Esse dilema é visível quando você procura emprego com visto de turista. As empresas falam que não podem te contratar porque você não tem o visto necessário. Você fala que pra pegar o visto você precisa que eles te contratem. Mas, por motivos justos, eles vão priorizar quem tem já tem o direito legal de fazer isso. Isso é um caso raro, mas acontece. E aí você vê que a filosofia do governo não é a mesma de algumas empresas e que não existe uma “força nacional de empregamento de mão de obra estrangeira” ou coisa do tipo.

Eu não sei de fato como tá o lance de desemprego por aqui, uma vez que estou empregado e não tenho consultado as fontes de emprego. A grande maioria das vagas vai estar listada no Seek, Trade Me Jobs ou no CVB. Eu já ouvi que a Nova Zelândia foi fortemente afetada com a crise mas também já ouvi que nem tanto. Ouvi de grandes empresas demitindo e de outras contratando. Eu realmente não tenho base pra falar disso. A sensação geral é de uma certa esfriada mas pelo menos na minha empresa estamos com trabalho até o pescoço.

Os salários na área de TI variam entre NZ$70k e NZ$90k por ano. As outras áreas variam. A impostação em cima disso pode ser calculada no site do IRD. Maiores informações sobre salário médio e receita em geral podem ser encontrados no site da Statistics New Zealand.

Aliás, se você não sacou até agora, dá pra se informar extramente bem pela internet. Isso é uma das coisas que eu adoro por aqui. Eles têm informação online pra tudo. É só deixar a preguiça de lado, dar um Googlada e sorrir. :)

Quanto ao custo de vida eu acho que NZ$500 semanais é o suficiente pra se ter moradia, transporte e alimentação de uma forma confortável. Tudo depende de onde você mora também. Os aluguéis estão na faixa de NZ$350 a NZ$500 doláres semanais, fora as contas. Se você for dividir apartamento dá de tudo na Babilônia. Dá pra dividir um apartamento com estudante e pegar NZ$150, NZ$170 por semana com luz e internet incluso. Se você quiser morar com gente normal o aluguel vai pra NZ$180 a R$250, fora as contas. Geralmente se paga de NZ$60 a NZ$90 doláres pelas contas quando se divide apartamento e isso depende de com quantas pessoas você mora e pelo o que você está pagando (comida, luz, internet, sky, etc…). Pra casais as coisas tendem a ser mais baratas. Se você só comer fora espere um gasto de NZ$20 a NZ$30 dólares diários.

Eu moro no centro e quase nunca gasto com transporte. As tarifas de ônibus variam de NZ$1 (em horários e trechos especiais) a NZ$7. Existem cartões mensais que barateiam a parada. Metrô é uma coisa mais cara e só vem até a beirada do hiper centro, servindo mais como via de ligação para as cidades satélites. Mais informações podem ser conseguidas no site da Metlink and TranzMetro, para Wellington. Outras cidades têm serviços on-line similares.

Como eu disse, viver por aqui não é barato. As cidades menores vão ser mais baratas mas também com menos oportunidades de trabalho. Os centros, como Auckland, Wellington, Christchurch e Hamilton talvez sejam os que têm maior custo de vida.

Meu conselho pra quem tá vindo é vir com a cabeça aberta e com uma certa grana no bolso. Fiquei feliz com todo mundo que sentiu o post como um empurrão e não se envergonhem em me perguntar nada. A minha realidade aqui pode ser diferente da de muitos (solteiro, “jovem”, desregulado :P) mas imagino que muita gente fica apreensiva antes de vir pra cá e logo depois quando chega. Valeu mesmo pelos comentários. É complicado arrumar um tempinho pra atualizar aqui mas foi gratificante. :)

Ah! Me desculpem. Não é nada pessoal. Mas o comentário da mamãe foi o mais fofo. :)

Daffodil Day

IMG_0984Os kiwis pegam pesado nas campanhas. Mesmo.

Em agosto ficou rolando na televisão (lê TODOS os canais), rádios e nas ruas várias campanhas falando sobre o Daffodil Day. Esse dia é celebrado anualmente e é tido como o dia mais importante para a arrecadação de fundos para a luta contra o cancêr na Nova Zelândia. Esse ano caiu na sexta, 29 de agosto.

Nesse dia saí na rua e a cada aproximadamente dez metros via alguém com um baldinho na mão, um crachá e um cesto com flores de plástico. Centenas deles. Milhares. Um a cada esquina. Sorrindo pra você e dando bom dia. Todos. Felizes num frio desgramento. Todos eles voluntários na arrecadação. Você coloca uma moedinha no baldinho e ganha a flor. Uma flor tem um alfinete você prende na blusa e exibe sua solidariedade. E tinha muita gente com isso preso na roupa. Eram raros aqueles que não tinham. Todo mundo adere e dá sua contribuição. Eu me senti fora do ninho fui lá e coloquei minha moedinha também. Fiquei todo felizão com a flor na blusa.

Aqui na Nova Zelândia é impressionante as campanhas de conscientização de tudo que eles julgam importante. Em breve vou fazer um post sobre as campanhas de violência doméstica, velocidade alta nos carros e álcool. Isso sim é pegar pesado.