Category: Conta tuuuudddooo!

Mudando + Participando = WIN!

Coisa fodistica #1) Eu raspei a cabeca por uma boa causa.

Serio. Mais detalhes, aqui: http://shaveforacure.co.nz/view_event_profile/4421 :P

Biiiito!A Nova Zelandia eh cheia das coisas legal pra fazer as pessoas participarem de  eventos de arrecadacao pra entidades diversas. Eh assim com o Shave for a cure, eh assim com o Movember tambem. Enquanto no Shave for a Cure as pessoas raspam a cabeca pra ajudar pessoas com leucemia e doencas relacionadas ao sangue, o Movember arrecada dinheiro para suporte as pessoas que tem cancer de prostata. Eu ja participei de um Movember (vide foto de quem quer dirigir um caminhao / cobrar passagi / bater laje), mas nao tive muito sucesso. Dessa vez, com o Shave for a Cure, passei da minha meta de arrecadao e to felizao. :)

Obrigado a todo mundo que participou e doou um pouquinho! Mesmo!  (Se voce esta se sentindo super, ainda pode doar no link do meu profile. ;))

Coisa fodistica #2) Eu mudei. :)

Mas nao to aqui pra falar da casa nova. Eu to aqui pra falar dessa coisa de morar com flatmate.

The Aiporrrrrt!Can’t beat Wellington on a, errm, rainy day…

Morei 2 anos e uns bucado num flat fantastico perto do centro, dividindo o espaco com 4 pessoas (5 durante um tempo). Devo dizer que, pra um imigrante recem chegado, talvez tenha sido a experiencia mais importante pra minha adaptacao.

Reza a lenda que achar um flat bacana onde seja facil a convivencia eh dificil. De fato, isso faz sentido. Eu dei uma sorte gigante em achar um lugar muito bacana onde as pessoas viraram grandes amigos.

Logico, sim, algumas problematicas surgem. Com o tempo voce aprende a lidar com aquele que bebe um pouco mais, ou com o outro que traz namoradas barulhentas pra casa. Mas durante os dois anos la, meus flatmates foram completamente companheiros com lingua, cultura e tudo mais. Foi la que entendi como rugby e criquete funcionam. Foi la que entendi que o jeito de lavar vasilha deles, apesar de meio estranho, eh super pratico. Fui la que aprendi que da pra passar dias sem comer arroz com feijao e que jantar as 7 da noite pode ser um negocio bacana.

Fora as diferencas culturais, construi lacos bacanas. Discuti planos de vida, toquei no casamento de 2 deles e colhi algumas historias legais pra contar. Morando com gente diferente (e com muita gente) da uma cara diferente a sua casa. Sabe aquela parada que “voce vira a casa e a casa vira voce”? Talvez voce nao saiba, porque eu acabei de inventar. Mas faz sentido. O ingles tem a expressao “you became part of the furniture” (Voce vira parte da mobilia). Expressao que faz algum sentido nesse contexto.

Mas, querendo ou nao, morar com gente diferente cansa. A cadeira fora do lugar, o DVD estimado que foi pego emprestado jogado casualmente no sofa e o barulho da casa quando voce quer ficar quieto incomoda e a gente tem que buscar conforto. E se passaram dois anos. Tava na hora duma mudanca. A vida prossegue.

Se voce tem medo de dividir flat com gente estranha (enfase nos dois sentidos: estranha do tipo “que voce nao conhece” ou estranha do tipo “Jesus, que pessoa cabulosa”), eu recomendo. A casa eh sua e voce aprende a fazer dela algo seu. A chance de fazer uns amigos pelo caminho eh sensacional e vale toda a pena. :)

Vez ou outra bate a saudade. Mas vamos que vamos. Careca, com frio (na cabeca), mas vamo que vamo. :)

Aconteceu na Nova Zelândia #1

jaca-paladium “Aconteceu na Nova Zelândia” – Oh Jaca Palladium!

Manchete #1

Você já ouviu falar do Political Busker? Não? Então. O cara é uma figura conhecida nas ruas de Wellington – principalmente no Manners Mall – que é um pedinte diferente. Ele não tem plaquinha ou fica tocando violão com o chapéuzinho na frente. Ele simplesmente te pára por dez minutos e com algumas perguntas tenta te mostrar que de política você não sabe nada. Mesmo com argumentos meio duvidosos e bem Marxistas o cara tem lá seus pontos interessantes e é bom ouvir ele falar pra enriquecer o que a gente sabe.

Se você não conhece o Manners Mall é uma rua fechada só pra o trânsito de pedestres, uma área bacana e bem movimentada no centro da cidade. Só que o conselho resolveu que vai abrir a rua novamente pra passagem de ônibus pra poder melhorar o trânsito do centro (Mais aqui: Buses back in Manners Mall). Pra constar, a rua era aberta a trânsito de carro há 30 anos atrás e o conselho resolveu re-abrir como parte das obras planejadas pra a melhoria da cidade até 2020 (!!!!). A decisão teve protestos acalorados e opiniões distintas mas acabou indo em frente.

Pois bem. O Manners Mall é o ponto do Political Busker. É lá onde ele ganha o pão dele. E daí ele resolveu protestar direito contra as obras, como você pode ver aqui: Mall protester’s damage act misfires. Quando eu conversei com ele eu lembro que, entre achar que o Lula é o cara (aarrgghh) e umas visões bacanas sobre o regime Cubano, ele terminou a conversa dizendo que a política nada mais é que a pensar em prol do bem coletivo e agir de acordo com seu pensamento. Eu apoio a visão e a atitude do cara até certa extensão. :)

O engraçado é que atitudes como essa viram gigantes uma vez que violência nas ruas é uma coisa extramamente rara por aqui. E mesmo o cara não machucando ninguém, dá pra ver que a polícia não brinca.

Ele já foi solto, banido por uma semana do Manners Mall e agora já voltou a trabalhar.

Manchete #2

allwhites Os All Whites – como é batizada a seleção da Nova Zelândia – fizeram uma campanha invicta na copa do mundo com três empates mas não progrediram pra segunda fase.

Com três empates contra Eslovênia, Paraguai e a monstra Itália o time virou orgulho nacional e as discussões se isso vai afetar ou não a paixão nacional com o Rugby acaloraram-se.

Ano que vem a copa de Rugby vai ser aqui e, sinceramente, eu acho que o futebol deles tem muito a crescer pra poder tomar o lugar do Rugby. Mas mesmo assim é interessante ver a alegria e o empenho deles com o time.

Pra por em perspectiva, essa foi a segunda copa que a Nova Zelândia participou na história. Na primeira, em 1982, a Nova Zelândia jogou contra a Escócia, União Soviética e Brasil e perdeu os três jogos por 2-5, 0-3 e 0-4, respectivamente.

Manchete #3

blanketman Wellington tem um mendigo, que eu me arriscaria a chamar de O mendigo oficial. O Blanket Man tem até página na Wikipedia. E o cara não enche o saco de ninguém, tirando o fato de que ele deixa “as coisa” à mostra ou tira a roupa de tempos em tempos.

Agora, escrevendo isso aqui, eu comecei a me perguntar o que tem no iPod dele que ele tanto curte… Mas enfim. Se você quiser vê-lo em ação só dar um passeio na Courtenay com Tory que é batata!

Austrália!

Oh-stralia! :) Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora!

A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui.

Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é uma cidade que sempre ouvi falar maravilhas. E segundo que os primos e grandes queridos da minha mãe moram por lá. Eu lembro deles de quando eu era muito pequeno, mas como a vontade de vê-los era grande por minha parte e por parte da madrecita, seria uma boa oportunidade pra conhecer a cidade com quem conhece do assunto e passsar um tempo bom com pessoas importantes pra gente.

O lance é que eu e minha mãe sabíamos que minha mãe iria, mas pra eles, os primos, eu tava indo com uma pessoa que eles juravam ser a namorada ou algo do tipo. Na nossa chegada em Melbourne ver a surpresa de Dayse, Lô e Tereza ao ver que a compania era minha mãe já pagou a viagem.

No primeiro dia a gente curtiu a família, relembrou os velhos casos e contamos os novos. Rolou um pão de queijo e aquela comida mineira bacana! Aquilo foi uma noite boa. Aliás, a estadia inteira foi sensacional. A gente foi super bem tratado, eu comi pão de queijo de com força e não podíamos ter ficado em lugar melhor.

Nos dias que se seguiram eu e mama exploramos a cidade como pudemos. Melbourne é uma cidade fantástica, de arquitetura sensacional e transporte público invejável. A vida cultural é intensa e a cidade é aberta. Uma das coisas que mais nos chamou atenção tanto em Melbourne quanto em Sidney é a quantidade de parques urbanos e o apreço à preservação dos mesmos. No meio de uma cidade agitada como Melbourne cinco minutos de caminhada te colocam num lugar super tranquilo, bom pra sentar, fazer um piquenique e relaxar.

Numa viagem super bacana com Dayse e Dayle (o marido dela Aussie, metaleiro e gente finíssima) visitamos os Twelve Apostles, que são mais como cinco agora. Um cado de mosquito, muita prática da saudação Australiana (abanando o mosquito fora da cara com a mão, saca?) e um belo dia de sol. É uma viagem que vale a pena e a estrada por si só é BEM bacana.

Uma visita a Saint Kilda na região sul de Melbourne te faz pensar que você está em uma daquelas praias do tipo S.O.S. Malibu, com gente bonita, mar aberto, areia branca e um monte de água-viva pra tornar a água imprópria pra banho. Mas nada pode ser tão perfeito assim… Os becos, os cafés e a vida noturna de Melbourne são um charme a parte. Uma volta pela noite com meu amigo kiwi Beven por lá me deu o gosto que eu queria.

Eu confesso que parti pra Sidney no dia 30 sem querer partir. Melbourne é uma cidade sensacional que te faz sentir em casa, e a compania fez os dias por lá bem especiais. Mesmo. Sem brincadeira. A mãe até hoje quer ir pra lá de qualquer jeito. E eu vivo pensando no mesmo. :)

Mas aí veio Sidney. O ponto alto de Sidney (que em inglês se escreve Sydney) era o reveillon, mas é claro. E de fato foi. Sidney, ao contrário de Melbourne não é uma cidade tão aconchegante. Não me entenda mal, não é uma cidade ruim de forma alguma. Mas é uma cidade com prédios altos, trânsito intenso muita gente e muita loucura. O lance todo é o porto!

Com a sorte de achar um hotel bacana meio em cima da hora a gente ficou meio afastado da cidade, mas o suficiente pra não depender de ônibus para ir a cidade. O foda é que minha mãe é kamikaze a gente andou a cidade inteira a pé. Eu paguei de macho pra acompanhar, mas quando chegava no hotel à noite eu era só amanhã de manhã.

No dia do reveillon a gente deu uma explorada boa, mas ja tínhamos sido avisados que pra achar um lugar bom tínhamos que chegar cedo. Por volta das 16h da tarde, que já era meio tarde pra os padrões reveillonzísticos em Sidney, havíamos cruzado a Harbour Bridge num lugar indicado pelo Dayle e que foi uma achada sensacional. Mesmo batalhando por um lugarzinho na grama deu pra ficar de boa. A espera foi longa, mas valeu a pena. Os fogos das 21h pras crianças já impressionaram. Os da meia noite arrepiam, dão frio na barriga, enchem os olhos de lágrima e dão vontade de gritar. Tudo de uma vez só e um pouco mais. Deixei a máquina no automático e fui apertando o botão à revelia. Mas as fotos não pagam nem um milhionésimo da coisa de estar lá. Um dos raros momentos que vi minha mãe gritar de felicidade como ela gritou e isso fez a festa duplamente maravilhosa pra mim.

No dia seguinte a gente rodou, conheceu o Opera House, Jardim Botânico e peregrinou mais pela cidade. No último dia foi o Zoológico, pra dar um oi pros Koalinhas e Kangaroos. Eu já os tinha visto aqui em Wellington, mas no Zoo de Sidney a coisa é outra.

O Zoológico de Sidney é uma atração obrigatória pra quem passa por lá, penso eu. A coleção de animais é incrível e as oportunidades de poder de chegar bem perto de alguns deles e assistir palestras te deixa mais envolvido com a idéia. A gente viu muito animal que eu nunca tinha pensando em ver e pôde fazer um cafuné em alguns Kangoroos e Wallabies pelo caminho. :)

O tempo na Austrália foi curto. É um país que dá pra passar semanas e semanas. A cultura Aborígene por si só é riquíssima e só pelo Norte e centro do país que se é possível ter um contato mais profundo com ela. E lembrem-se que o Centro da Austrália é um grande deserto, então cuidado crianças.

Depois de lá foram 2 dias em Wellington e duas semanas de Belzonte. Não sei se o próximo post vai ser sobre isso ou sobre o curso da defesa civil que tô fazendo pra ser voluntário no caso de desastres naturais. O que eu achar mais emocionante no momento, eu falo sobre. :P

Viajando com a mamãe

by Denne on Flickr

Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.

Só pra já dar o doce pra criança, o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.

Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!

Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!

Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.

No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! :)) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. :P

Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).

É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. :) O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.

Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.

Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. ;)

Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. :)

Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.

Notícias, por favor?

Em Novembro dona Beatriz veio pra cá e a gente se encarregou de passear. Duas semanas de viagem pelas ilhas e mais uma na Austrália, com direito a reveillon em Sydney e tudo mais.

belo_horizonteAs últimas duas semanas eu dei um pulo em Belo Horizonte pra rever a galera e também ver como andava a saudade do lugar.

Assim que meu corpo e cabeça chegarem no lugar de volta eu escrevo mais sobre isso. São 6h da manhã e meu corpo ainda tá sofrendo com as aventuras de fuso e jet lag.

Por hora, a lição da viagem é EVITE AO MÁXIMO VIAJAR COM AS AEROLÍNEAS ARGENTINAS. O serviço é péssimo, o avião velho e ruim e as aeromoças possuem um mau-humor colossal. Os funcionários no aeroporto de Ezeiza em Boi-nos Aires não ficam pra trás. A Lan Chile deu de 800 a 0 na primeira viagem. E ainda existem as opções com a Emirates e South African Airlines, que vêem pelo outro lado. Vale a pela pagar mais caro.

No mais, Wellington continua ventando e com o vento fechado, como de costume. É bom voltar pra casa. :)

Rugby fun!

Sábado passado rolou All Blacks x Wallabies (Nova Zelândia x Austrália) no último jogo do Tri Nations esse ano. O Tri Nations já tinha sido ganho pela África do Sul, mas como os All Blacks tinham perdido uma série de jogos ultimamente a parada prometia ser interessante. E foi.

O Rugby, apesar de parecer violento, é um esporte sensacional de se assistir com a galera. Bem definido por um amigo, é um esporte de brutos jogado por cavalheiros. Os jogadores são extramente disciplinados e não existe divisão de torcida nos estádios. A galera vai lá pra se divertir divertir, pega no pé um do outro sem confusão e a noite sempre é bacana.

O jogo foi 33 x 6 pros Blacks. Fui pro estádio com Clare, Patrick (ambos ingleses) e Shan, o desfortunado Australiano da noite. Sorte que o cara é gente boa a beça porque eu peguei no pé dele direito. :P

A noite foi divertida a beça! :)

O vídeo abaixo tem o hino Neo-Zeolândes, a Haka (dança de guerra Maori feita pelos jogadores antes de todo jogo), um pouco de bate papo e uma ôla divertida.

1. A gente parece bem menos idiota quando tá filmando. Me senti o tiozão chato de festa com a câmera na mão quando assisti.
2. A tremedeira e falta de noção de uso do foco ainda pega. Uma hora eu aprendo.

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Retornando…

Então.

Daí que naquela cuspida toda de idéias naquele post gigante eu nunca imaginei que teria um retorno tão intenso e bacana. Eu curti e acabei tendo contato com gente nova por aqui, o que é interessante. Abri essa brecha pra agradecer de montão a todo mundo e pra responder algumas perguntas que pintaram por lá.

A todos aqueles que ficaram morrendo de visitar saibam que ficarei mais que feliz em vê-los por aqui. Principalmente os bons amigos e pessoas importantes na minha vida, as quais conheço, confio e carimbo o selo de qualidade. :P

Como muita gente pontuou bem o lance não é apontar o pior ou melhor. Pra mim o que vale é a constatação do diferente. O mais interessante é que vi em alguns comentários aqui e em alguns e-mails que recebi que a parada se extende pra outros lugares do mundo, e fico feliz em ver que tem um montão de gente que compartilha isso comigo. O que vale é o que está em você. Eu acho o processo de “bloqueio” sim natural no começo. Mas eu considero o ponto da chacoalhada e do questionamento temporário das suas raízes também válida. Ontem num artigo de música que estava lendo li uma frase que me tocou em vários âmbitos. ‘People who don’t change will find themselves like folk musicians, playing in museums and local as a mother-flicker.’ (Pessoas que não mudam vão acabar como músicos de folk, tocando em museus e “filhadaputamente” locais).

Muita gente me pergunta sobre vir pra estudar inglês. Uma parada interessante acontece, todavia. As escolas que fazem marketing mais popular nisso e são mais baratas são infestadas de brasileiros, o que dificulta muito o aprendizado do inglês. Outra coisa é a forte presença de japoneses e sul-coreanos. Eu fiz uma semana de aula com eles e fiquei absurdado como é diferente o jeito de aprender que eles tem. A coisa funciona meio que na lavagem cerebral. E eu e a colombiana na minha sala ficamos meio perdidos porque é um processo altamente estranho. Como eles são a maioria acaba que a coisa é moldada pra eles. Então cuidado. Me parece que os cursos fodões tipo o da Universidade de Victoria tem um processo mais bacana e respeitável, pelo que a Daphne me contou. E demandam mais dedicação e tempo. Se você está vindo por um curto periódo de tempo com o objetivo de estudar inglês a minha dica é bloquear o português e se afastar o máximo possível de todo e qualquer brasileiro que você encontrar. Procure um trabalho voluntário ou alguma coisa que te interesse tipo música ou filmes e vá participar de encontros com nativos. Sério.

As áreas de necessidade de profissionais podem ser achadas facilmente no site da imigração neo-zeolandesa. O governo não facilita a vinda de nenhum imigrante a não ser o refugiados de guerra na Indonésia e Afríca. A lista de shortage skills é uma referência pra quem tá vindo e precisa ter alguma idéia do que eles precisam por aqui. A única diferença burocrática pra trabalhos na área de shortage é que o visto de trabalho sai na hora que os documentos são apresentados e você não precisa esperar 3 semanas pra ter resposta. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo em Janeiro mas pelo que ouvi de alguns brazucas mais recentemente eles tiveram que esperar as 3 semanas de qualquer jeito.

Quando eu falo que o governo não facilita a vinda de imigrantes a não ser refugiados eu quero dizer que não existe nenhum programa, estrutura ou coisa do tipo pra que o imigrante chegue aqui e se torne um “imigrante qualificado”. O que acontece é que eles tem tudo o suporte que você precisa uma vez que consegue um emprego. Mas o governo não é pró-ativo pra o processo. Eles te dão toda a informação que você precisa e o processo cabe somente a você. Esse dilema é visível quando você procura emprego com visto de turista. As empresas falam que não podem te contratar porque você não tem o visto necessário. Você fala que pra pegar o visto você precisa que eles te contratem. Mas, por motivos justos, eles vão priorizar quem tem já tem o direito legal de fazer isso. Isso é um caso raro, mas acontece. E aí você vê que a filosofia do governo não é a mesma de algumas empresas e que não existe uma “força nacional de empregamento de mão de obra estrangeira” ou coisa do tipo.

Eu não sei de fato como tá o lance de desemprego por aqui, uma vez que estou empregado e não tenho consultado as fontes de emprego. A grande maioria das vagas vai estar listada no Seek, Trade Me Jobs ou no CVB. Eu já ouvi que a Nova Zelândia foi fortemente afetada com a crise mas também já ouvi que nem tanto. Ouvi de grandes empresas demitindo e de outras contratando. Eu realmente não tenho base pra falar disso. A sensação geral é de uma certa esfriada mas pelo menos na minha empresa estamos com trabalho até o pescoço.

Os salários na área de TI variam entre NZ$70k e NZ$90k por ano. As outras áreas variam. A impostação em cima disso pode ser calculada no site do IRD. Maiores informações sobre salário médio e receita em geral podem ser encontrados no site da Statistics New Zealand.

Aliás, se você não sacou até agora, dá pra se informar extramente bem pela internet. Isso é uma das coisas que eu adoro por aqui. Eles têm informação online pra tudo. É só deixar a preguiça de lado, dar um Googlada e sorrir. :)

Quanto ao custo de vida eu acho que NZ$500 semanais é o suficiente pra se ter moradia, transporte e alimentação de uma forma confortável. Tudo depende de onde você mora também. Os aluguéis estão na faixa de NZ$350 a NZ$500 doláres semanais, fora as contas. Se você for dividir apartamento dá de tudo na Babilônia. Dá pra dividir um apartamento com estudante e pegar NZ$150, NZ$170 por semana com luz e internet incluso. Se você quiser morar com gente normal o aluguel vai pra NZ$180 a R$250, fora as contas. Geralmente se paga de NZ$60 a NZ$90 doláres pelas contas quando se divide apartamento e isso depende de com quantas pessoas você mora e pelo o que você está pagando (comida, luz, internet, sky, etc…). Pra casais as coisas tendem a ser mais baratas. Se você só comer fora espere um gasto de NZ$20 a NZ$30 dólares diários.

Eu moro no centro e quase nunca gasto com transporte. As tarifas de ônibus variam de NZ$1 (em horários e trechos especiais) a NZ$7. Existem cartões mensais que barateiam a parada. Metrô é uma coisa mais cara e só vem até a beirada do hiper centro, servindo mais como via de ligação para as cidades satélites. Mais informações podem ser conseguidas no site da Metlink and TranzMetro, para Wellington. Outras cidades têm serviços on-line similares.

Como eu disse, viver por aqui não é barato. As cidades menores vão ser mais baratas mas também com menos oportunidades de trabalho. Os centros, como Auckland, Wellington, Christchurch e Hamilton talvez sejam os que têm maior custo de vida.

Meu conselho pra quem tá vindo é vir com a cabeça aberta e com uma certa grana no bolso. Fiquei feliz com todo mundo que sentiu o post como um empurrão e não se envergonhem em me perguntar nada. A minha realidade aqui pode ser diferente da de muitos (solteiro, “jovem”, desregulado :P) mas imagino que muita gente fica apreensiva antes de vir pra cá e logo depois quando chega. Valeu mesmo pelos comentários. É complicado arrumar um tempinho pra atualizar aqui mas foi gratificante. :)

Ah! Me desculpem. Não é nada pessoal. Mas o comentário da mamãe foi o mais fofo. :)

Comunicado cinematografico

Uma das coisas mais divertidas por aqui e receber e-mails como os abaixo. Vira e mexe sem tem noticia de alguma agitacao cinematografica em algum lugar da Nova Zelandia. Esse aqui avisa aos moradores de Wellington para nao se alarmarem com o helicopetero voando baixo na regiao de Wellington.


Helicopter and spotlights to be used in major television commercial shoot

Wellingtonians shouldn’t be alarmed by a major shoot taking place in Wellington’s CBD next Monday and Tuesday night (June 29 and 30).

Manager of Film Wellington, Delia Shanly, says the project, by a US company, will involve a helicopter flying through the CBD and shining lights onto streets and buildings.

“We want to ensure that Wellingtonians who see the low-flying helicopter and lights aren’t alarmed and mistake the filming for some kind of emergency or manhunt. The production company will try to keep the level of disruption to a minimum but we would like to let all residents know that filming is taking place.”

Delia says the helicopters will finish their flights over the city by 11.00pm. Afterwards, production will continue with additional lights being projected from vehicles and from buildings around the city.

Please note:  Raindates are Wednesday and Thursday (1st & 2nd July).


Vou fazer um post sobre Senhor dos Aneis e tudo mais em breve. :)

A proposito, tambem vou fazer um post sobre os comentarios no ultimo post. Nao imaginei que um post tao longo e prolixo fosse ser tao bem aceito. No final das contas foi uma cospidela de varias coisas pela minha cabecinha. Obrigado a todos pelo bom feedback!