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	<title>Vomit Bag &#187; Conta tuuuudddooo!</title>
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		<title>Aconteceu na Nova Zel&#226;ndia #1</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 10:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>

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		<description><![CDATA[“Aconteceu na Nova Zelândia” – Oh Jaca Palladium! Manchete #1 Você já ouviu falar do Political Busker? Não? Então. O cara é uma figura conhecida nas ruas de Wellington – principalmente no Manners Mall – que é um pedinte diferente. Ele não tem plaquinha ou fica tocando violão com o chapéuzinho na frente. Ele simplesmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://travel.diogofreire.com/wp-content/jacapaladium.jpg"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" title="jaca-paladium" src="http://travel.diogofreire.com/wp-content/jacapaladium_thumb.jpg" border="0" alt="jaca-paladium" width="184" height="153" /></a><em> “Aconteceu na Nova Zelândia” – Oh Jaca Palladium!</em></p>
<h3>Manchete #1</h3>
<p>Você já ouviu falar do Political Busker? Não? Então. O cara é uma figura conhecida nas ruas de Wellington – principalmente no <a href="http://maps.google.co.nz/maps/place?cid=12255669404953021769&amp;q=manners+mall&amp;hl=en" target="_blank">Manners Mall</a> – que é um pedinte diferente. Ele não tem plaquinha ou fica tocando violão com o chapéuzinho na frente. Ele simplesmente te pára por dez minutos e com algumas perguntas tenta te mostrar que de política você não sabe nada. Mesmo com argumentos meio duvidosos e bem Marxistas o cara tem lá seus pontos interessantes e é bom ouvir ele falar pra enriquecer o que a gente sabe.</p>
<p>Se você não conhece o Manners Mall é uma rua fechada só pra o trânsito de pedestres, uma área bacana e bem movimentada no centro da cidade. Só que o conselho resolveu que vai abrir a rua novamente pra passagem de ônibus pra poder melhorar o trânsito do centro (Mais aqui: <a href="http://www.stuff.co.nz/dominion-post/news/wellington/2474325/Buses-back-in-mall/" target="_blank">Buses back in Manners Mall</a>). Pra constar, a rua era aberta a trânsito de carro há 30 anos atrás e o conselho resolveu re-abrir como parte das obras planejadas pra a melhoria da cidade até 2020 (!!!!). A decisão teve protestos acalorados e opiniões distintas mas acabou indo em frente.</p>
<p>Pois bem. O Manners Mall é o ponto do Political Busker. É lá onde ele ganha o pão dele. E daí ele resolveu protestar direito contra as obras, como você pode ver aqui: <a href="http://www.stuff.co.nz/national/3842460/Mall-protesters-damage-act-misfires" target="_blank">Mall protester&#8217;s damage act misfires</a>. Quando eu conversei com ele eu lembro que, entre achar que o Lula é o cara (aarrgghh) e umas visões bacanas sobre o regime Cubano, ele terminou a conversa dizendo que a política nada mais é que a pensar em prol do bem coletivo e agir de acordo com seu pensamento. Eu apoio a visão e a atitude do cara até certa extensão. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O engraçado é que atitudes como essa viram gigantes uma vez que violência nas ruas é uma coisa extramamente rara por aqui. E mesmo o cara não machucando ninguém, dá pra ver que a polícia não brinca.</p>
<p>Ele já foi solto, banido por uma semana do Manners Mall e agora já voltou a trabalhar.</p>
<h3>Manchete #2</h3>
<p><img style="display: inline; margin: 10px 0px 0px 10px; border: 0px;" title="allwhites" src="http://travel.diogofreire.com/wp-content/allwhites.jpg" border="0" alt="allwhites" width="169" height="130" align="right" /> Os All Whites – como é batizada a seleção da Nova Zelândia – fizeram uma campanha invicta na copa do mundo com três empates mas não progrediram pra segunda fase.</p>
<p>Com três empates contra Eslovênia, Paraguai e a monstra Itália o time virou orgulho nacional e as discussões se isso vai afetar ou não a paixão nacional com o Rugby acaloraram-se.</p>
<p>Ano que vem a copa de Rugby vai ser aqui e, sinceramente, eu acho que o futebol deles tem muito a crescer pra poder tomar o lugar do Rugby. Mas mesmo assim é interessante ver a alegria e o empenho deles com o time.</p>
<p>Pra por em perspectiva, essa foi a segunda copa que a Nova Zelândia participou na história. Na primeira, em 1982, a Nova Zelândia jogou contra a Escócia, União Soviética e Brasil e perdeu os três jogos por 2-5, 0-3 e 0-4, respectivamente.</p>
<h3>Manchete #3</h3>
<p><img style="display: inline; margin: 10px 10px 0px 0px; border: 0px;" title="blanketman" src="http://travel.diogofreire.com/wp-content/blanketman.jpg" border="0" alt="blanketman" width="102" height="122" align="left" /> Wellington tem um mendigo, que eu me arriscaria a chamar de O mendigo oficial. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ben_Hana" target="_blank">O Blanket Man tem até página na Wikipedia</a>. E o cara não enche o saco de ninguém, tirando o fato de que ele deixa “as coisa” à mostra ou tira a roupa de tempos em tempos.</p>
<p>Agora, escrevendo isso aqui, eu comecei a me perguntar o que tem no iPod dele que ele tanto curte… Mas enfim. Se você quiser vê-lo em ação só dar um passeio na <a href="http://maps.google.co.nz/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=&amp;sll=-41.292528,174.782814&amp;sspn=0.005361,0.011362&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=&amp;ll=-41.293527,174.781408&amp;spn=0,0.022724&amp;t=h&amp;z=16&amp;layer=c&amp;cbll=-41.293496,174.781305&amp;panoid=e9LAksRBxsWd1PqyYlL9Qg&amp;cbp=12,301.87,,0,8.52" target="_blank">Courtenay com Tory</a> que é batata!</p>
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		<title>Austr&#225;lia!</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 09:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[E perto daí? Onde eu vou?]]></category>

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		<description><![CDATA[Oh-stralia! Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora! A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui. Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oh-stralia! <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Quase seis meses se passaram e eu ainda não contei da Austrália, né? Bom, chegou a hora!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ditorelo/sets/72157623945045435/" target="_blank"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm4.static.flickr.com/3325/4621637517_b7c8d69a6c.jpg" alt="" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/ditorelo/sets/72157623945045435/" target="_blank">A set de fotos da viagem da Australia pode ser visto aqui.</a></p>
<p>Dia 25 de dezembro eu e Dona Beatriz partimos rumo a Melbourne, com estadia de 4 dias. Porque Melbourne? Dois motivos muito claros. Primeiro é uma cidade que sempre ouvi falar maravilhas. E segundo que os primos e grandes queridos da minha mãe moram por lá. Eu lembro deles de quando eu era muito pequeno, mas como a vontade de vê-los era grande por minha parte e por parte da madrecita, seria uma boa oportunidade pra conhecer a cidade com quem conhece do assunto e passsar um tempo bom com pessoas importantes pra gente.</p>
<p>O lance é que eu e minha mãe sabíamos que minha mãe iria, mas pra eles, os primos, eu tava indo com uma pessoa que eles juravam ser a namorada ou algo do tipo. Na nossa chegada em Melbourne ver a surpresa de Dayse, Lô e Tereza ao ver que a compania era minha mãe já pagou a viagem.</p>
<p>No primeiro dia a gente curtiu a família, relembrou os velhos casos e contamos os novos. Rolou um pão de queijo e aquela comida mineira bacana! Aquilo foi uma noite boa. Aliás, a estadia inteira foi sensacional. A gente foi super bem tratado, eu comi pão de queijo de com força e não podíamos ter ficado em lugar melhor.</p>
<p><img style="display: inline; margin: 5px 0px 5px 5px;" src="http://farm5.static.flickr.com/4004/4621293612_18c8f2e385_m.jpg" alt="" align="right" />Nos dias que se seguiram eu e mama exploramos a cidade como pudemos. Melbourne é uma cidade fantástica, de arquitetura sensacional e transporte público invejável. A vida cultural é intensa e a cidade é aberta. Uma das coisas que mais nos chamou atenção tanto em Melbourne quanto em Sidney é a quantidade de parques urbanos e o apreço à preservação dos mesmos. No meio de uma cidade agitada como Melbourne cinco minutos de caminhada te colocam num lugar super tranquilo, bom pra sentar, fazer um piquenique e relaxar.</p>
<p>Numa viagem super bacana com Dayse e Dayle (o marido dela Aussie, metaleiro e gente finíssima) visitamos os Twelve Apostles, que são mais como cinco agora. Um cado de mosquito, muita prática da saudação Australiana (abanando o mosquito fora da cara com a mão, saca?) e um belo dia de sol. É uma viagem que vale a pena e a estrada por si só é BEM bacana.</p>
<p>Uma visita a Saint Kilda na região sul de Melbourne te faz pensar que você está em uma daquelas praias do tipo S.O.S. Malibu, com gente bonita, mar aberto, areia branca e um monte de água-viva pra tornar a água imprópria pra banho. Mas nada pode ser tão perfeito assim… Os becos, os cafés e a vida noturna de Melbourne são um charme a parte. Uma volta pela noite com meu amigo kiwi Beven por lá me deu o gosto que eu queria.</p>
<p>Eu confesso que parti pra Sidney no dia 30 sem querer partir. Melbourne é uma cidade sensacional que te faz sentir em casa, e a compania fez os dias por lá bem especiais. Mesmo. Sem brincadeira. A mãe até hoje quer ir pra lá de qualquer jeito. E eu vivo pensando no mesmo. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Mas aí veio Sidney. O ponto alto de Sidney (que em inglês se escreve Sydney) era o reveillon, mas é claro. E de fato foi. Sidney, ao contrário de Melbourne não é uma cidade tão aconchegante. Não me entenda mal, não é uma cidade ruim de forma alguma. Mas é uma cidade com prédios altos, trânsito intenso muita gente e muita loucura. O lance todo é o porto!</p>
<p><img style="display: inline; margin: 5px 5px 0px 0px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3386/4621614787_6a58ebcae0_m.jpg" alt="" align="left" />Com a sorte de achar um hotel bacana meio em cima da hora a gente ficou meio afastado da cidade, mas o suficiente pra não depender de ônibus para ir a cidade. O foda é que minha mãe é kamikaze a gente andou a cidade inteira a pé. Eu paguei de macho pra acompanhar, mas quando chegava no hotel à noite eu era só amanhã de manhã.</p>
<p>No dia do reveillon a gente deu uma explorada boa, mas ja tínhamos sido avisados que pra achar um lugar bom tínhamos que chegar cedo. Por volta das 16h da tarde, que já era meio tarde pra os padrões reveillonzísticos em Sidney, havíamos cruzado a Harbour Bridge num lugar indicado pelo Dayle e que foi uma achada sensacional. Mesmo batalhando por um lugarzinho na grama deu pra ficar de boa. A espera foi longa, mas valeu a pena. Os fogos das 21h pras crianças já impressionaram. Os da meia noite arrepiam, dão frio na barriga, enchem os olhos de lágrima e dão vontade de gritar. Tudo de uma vez só e um pouco mais. Deixei a máquina no automático e fui apertando o botão à revelia. Mas as fotos não pagam nem um milhionésimo da coisa de estar lá. Um dos raros momentos que vi minha mãe gritar de felicidade como ela gritou e isso fez a festa duplamente maravilhosa pra mim.</p>
<p>No dia seguinte a gente rodou, conheceu o Opera House, Jardim Botânico e peregrinou mais pela cidade. No último dia foi o Zoológico, pra dar um oi pros Koalinhas e Kangaroos. Eu já os tinha visto aqui em Wellington, mas no Zoo de Sidney a coisa é outra.</p>
<p>O Zoológico de Sidney é uma atração obrigatória pra quem passa por lá, penso eu. A coleção de animais é incrível e as oportunidades de poder de chegar bem perto de alguns deles e assistir palestras te deixa mais envolvido com a idéia. A gente viu muito animal que eu nunca tinha pensando em ver e pôde fazer um cafuné em alguns Kangoroos e Wallabies pelo caminho. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O tempo na Austrália foi curto. É um país que dá pra passar semanas e semanas. A cultura Aborígene por si só é riquíssima e só pelo Norte e centro do país que se é possível ter um contato mais profundo com ela. E lembrem-se que o Centro da Austrália é um grande deserto, então cuidado crianças.</p>
<p>Depois de lá foram 2 dias em Wellington e duas semanas de Belzonte. Não sei se o próximo post vai ser sobre isso ou sobre o curso da defesa civil que tô fazendo pra ser voluntário no caso de desastres naturais. O que eu achar mais emocionante no momento, eu falo sobre. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Viajando com a mamãe</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 19:16:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[E o que eles têm de informação?]]></category>
		<category><![CDATA[O que se tem pra fazer?]]></category>
		<category><![CDATA[Onde se pode passear?]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado. Só pra já dar o doce pra criança, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="by Denné on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/denee/3373710575/in/set-72157613920556579/" target="_blank"><img style="display: block; float: none; margin: 0px auto; border: 0px;" title="by Denne on Flickr" src="http://travel.diogofreire.com/wp-content/3373710575_e36905b5c7.jpg" border="0" alt="by Denne on Flickr" width="420" height="303" /></a></p>
<p>Se você conhece <a href="http://flightoftheconchords.co.nz/" target="_blank">Flight of the Conchords</a> provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.</p>
<p>Só pra já dar o doce pra criança, <a href="http://www.flickr.com/photos/ditorelo/sets/72157623298079343/" target="_blank">o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.</a></p>
<p>Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ditorelo/sets/72157623298079343/" target="_blank"><img style="display: inline; margin: 0px 0px 0px 15px;" src="http://farm5.static.flickr.com/4051/4351676393_2bec77f0aa_m.jpg" alt="" align="right" /></a>Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!</p>
<p>Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.</p>
<p>No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> ) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).</p>
<p><img style="display: inline; margin: 0px 15px 15px 0px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2689/4351872105_d474f5b2d3_m.jpg" alt="" align="left" /> É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.</p>
<p>Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.</p>
<p>Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.</p>
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		<title>Notícias, por favor?</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 17:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Novembro dona Beatriz veio pra cá e a gente se encarregou de passear. Duas semanas de viagem pelas ilhas e mais uma na Austrália, com direito a reveillon em Sydney e tudo mais. As últimas duas semanas eu dei um pulo em Belo Horizonte pra rever a galera e também ver como andava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Novembro dona Beatriz veio pra cá e a gente se encarregou de passear. Duas semanas de viagem pelas ilhas e mais uma na Austrália, com direito a reveillon em Sydney e tudo mais.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Belo_Horizonte" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 0px 0px 0px 5px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="belo_horizonte" src="http://travel.diogofreire.com/wp-content/belo-horizonte.jpg" border="0" alt="belo_horizonte" width="126" height="84" align="right" /></a>As últimas duas semanas eu dei um pulo em Belo Horizonte pra rever a galera e também ver como andava a saudade do lugar.</p>
<p>Assim que meu corpo e cabeça chegarem no lugar de volta eu escrevo mais sobre isso. São 6h da manhã e meu corpo ainda tá sofrendo com as aventuras de fuso e jet lag.</p>
<p>Por hora, a lição da viagem é EVITE AO MÁXIMO VIAJAR COM AS AEROLÍNEAS ARGENTINAS. O serviço é péssimo, o avião velho e ruim e as aeromoças possuem um mau-humor colossal. Os funcionários no aeroporto de Ezeiza em Boi-nos Aires não ficam pra trás. A Lan Chile deu de 800 a 0 na primeira viagem. E ainda existem as opções com a Emirates e South African Airlines, que vêem pelo outro lado. Vale a pela pagar mais caro.</p>
<p>No mais, Wellington continua ventando e com o vento fechado, como de costume. É bom voltar pra casa. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Rugby fun!</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 19:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[Onde se pode passear?]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado passado rolou All Blacks x Wallabies (Nova Zelândia x Austrália) no último jogo do Tri Nations esse ano. O Tri Nations já tinha sido ganho pela África do Sul, mas como os All Blacks tinham perdido uma série de jogos ultimamente a parada prometia ser interessante. E foi. O Rugby, apesar de parecer violento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado passado rolou All Blacks x Wallabies (Nova Zelândia x Austrália) no último jogo do Tri Nations esse ano. O Tri Nations já tinha sido ganho pela África do Sul, mas como os All Blacks tinham perdido uma série de jogos ultimamente a parada prometia ser interessante. E foi.</p>
<p>O Rugby, apesar de parecer violento, é um esporte sensacional de se assistir com a galera. Bem definido por um amigo, é um esporte de brutos jogado por cavalheiros. Os jogadores são extramente disciplinados e não existe divisão de torcida nos estádios. A galera vai lá pra se divertir divertir, pega no pé um do outro sem confusão e a noite sempre é bacana.</p>
<p>O jogo foi 33 x 6 pros Blacks. Fui pro estádio com Clare, Patrick (ambos ingleses) e Shan, o desfortunado Australiano da noite. Sorte que o cara é gente boa a beça porque eu peguei no pé dele direito. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A noite foi divertida a beça! <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O vídeo abaixo tem o hino Neo-Zeolândes, a Haka (dança de guerra Maori feita pelos jogadores antes de todo jogo), um pouco de bate papo e uma ôla divertida.</p>
<p>1. A gente parece bem menos idiota quando tá filmando. Me senti o tiozão chato de festa com a câmera na mão quando assisti.<br />
2. A tremedeira e falta de noção de uso do foco ainda pega. Uma hora eu aprendo.</p>
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<p style="text-align: center;"><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gZy0ZVkDskI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gZy0ZVkDskI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
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		<title>Waterfront afternoon</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 00:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[Onde se pode passear?]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeira tentativa no mundo videozístico. Espero que satisfaça. E perdoe a falta de experiência. [ Para ativar a legenda, clique no triangulo no canto direito inferior do player e depois clique em CC ]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeira tentativa no mundo videozístico. Espero que satisfaça. E perdoe a falta de experiência. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="295" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pVbFMmvTIXM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" src="http://www.youtube.com/v/pVbFMmvTIXM&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Retornando&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 23:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Como é aí?]]></category>
		<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[E o que eles têm de informação?]]></category>

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		<description><![CDATA[Então. Daí que naquela cuspida toda de idéias naquele post gigante eu nunca imaginei que teria um retorno tão intenso e bacana. Eu curti e acabei tendo contato com gente nova por aqui, o que é interessante. Abri essa brecha pra agradecer de montão a todo mundo e pra responder algumas perguntas que pintaram por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então.</p>
<p>Daí que naquela cuspida toda de idéias naquele post gigante eu nunca imaginei que teria um retorno tão intenso e bacana. Eu curti e acabei tendo contato com gente nova por aqui, o que é interessante. Abri essa brecha pra agradecer de montão a todo mundo e pra responder algumas perguntas que pintaram por lá.</p>
<p>A todos aqueles que ficaram morrendo de visitar saibam que ficarei mais que feliz em vê-los por aqui. Principalmente os bons amigos e pessoas importantes na minha vida, as quais conheço, confio e carimbo o selo de qualidade. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Como muita gente pontuou bem o lance não é apontar o pior ou melhor. Pra mim o que vale é a constatação do diferente. O mais interessante é que vi em alguns comentários aqui e em alguns e-mails que recebi que a parada se extende pra outros lugares do mundo, e fico feliz em ver que tem um montão de gente que compartilha isso comigo. O que vale é o que está em você. Eu acho o processo de “bloqueio” sim natural no começo. Mas eu considero o ponto da chacoalhada e do questionamento temporário das suas raízes também válida. Ontem num artigo de música que estava lendo li uma frase que me tocou em vários âmbitos. <em>&#8216;People who don&#8217;t change will find themselves like folk musicians, playing in museums and local as a mother-flicker.&#8217; </em>(Pessoas que não mudam vão acabar como músicos de folk, tocando em museus e “filhadaputamente” locais).</p>
<p>Muita gente me pergunta sobre vir pra estudar inglês. Uma parada interessante acontece, todavia. As escolas que fazem marketing mais popular nisso e são mais baratas são infestadas de brasileiros, o que dificulta muito o aprendizado do inglês. Outra coisa é a forte presença de japoneses e sul-coreanos. Eu fiz uma semana de aula com eles e fiquei absurdado como é diferente o jeito de aprender que eles tem. A coisa funciona meio que na lavagem cerebral. E eu e a colombiana na minha sala ficamos meio perdidos porque é um processo altamente estranho. Como eles são a maioria acaba que a coisa é moldada pra eles. Então cuidado. Me parece que os cursos fodões tipo o da <a href="http://www.victoria.ac.nz/home/" target="_blank">Universidade de Victoria</a> tem um processo mais bacana e respeitável, pelo que a Daphne me contou. E demandam mais dedicação e tempo. Se você está vindo por um curto periódo de tempo com o objetivo de estudar inglês a minha dica é bloquear o português e se afastar o máximo possível de todo e qualquer brasileiro que você encontrar. Procure um trabalho voluntário ou alguma coisa que te interesse tipo música ou filmes e vá participar de encontros com nativos. Sério.</p>
<p>As áreas de necessidade de profissionais podem ser achadas facilmente no <a href="http://www.immigration.govt.nz/migrant/stream/work/skilledmigrant/overview/default.htm" target="_blank">site da imigração neo-zeolandesa</a>. O governo <strong>não facilita </strong>a vinda de nenhum imigrante a não ser o refugiados de guerra na Indonésia e Afríca. A lista de shortage skills é uma referência pra quem tá vindo e precisa ter alguma idéia do que eles precisam por aqui. A única diferença burocrática pra trabalhos na área de shortage é que o visto de trabalho sai na hora que os documentos são apresentados e você não precisa esperar 3 semanas pra ter resposta. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo em Janeiro mas pelo que ouvi de alguns brazucas mais recentemente eles tiveram que esperar as 3 semanas de qualquer jeito.</p>
<p>Quando eu falo que o governo não facilita a vinda de imigrantes a não ser refugiados eu quero dizer que não existe nenhum programa, estrutura ou coisa do tipo pra que o imigrante chegue aqui e se torne um “imigrante qualificado”. O que acontece é que eles tem tudo o <strong>suporte</strong> que você precisa uma vez que consegue um emprego. Mas o governo não é pró-ativo pra o processo. Eles te dão toda a informação que você precisa e o processo cabe somente a você. Esse dilema é visível quando você procura emprego com visto de turista. As empresas falam que não podem te contratar porque você não tem o visto necessário. Você fala que pra pegar o visto você precisa que eles te contratem. Mas, por motivos justos, eles vão priorizar quem tem já tem o direito legal de fazer isso. Isso é um caso raro, mas acontece. E aí você vê que a filosofia do governo não é a mesma de algumas empresas e que não existe uma “força nacional de empregamento de mão de obra estrangeira” ou coisa do tipo.</p>
<p>Eu não sei de fato como tá o lance de desemprego por aqui, uma vez que estou empregado e não tenho consultado as fontes de emprego. A grande maioria das vagas vai estar listada no <a href="http://www.seek.co.nz/" target="_blank">Seek</a>, <a href="http://www.trademe.co.nz/Trade-me-jobs/index.htm" target="_blank">Trade Me Jobs</a> ou no <a href="http://www.cvb.co.nz/" target="_blank">CVB</a>. Eu já ouvi que a Nova Zelândia foi fortemente afetada com a crise mas também já ouvi que nem tanto. Ouvi de grandes empresas demitindo e de outras contratando. Eu realmente não tenho base pra falar disso. A sensação geral é de uma certa esfriada mas pelo menos na minha empresa estamos com trabalho até o pescoço.</p>
<p>Os salários na área de TI variam entre NZ$70k e NZ$90k por ano. As outras áreas variam. A impostação em cima disso pode ser calculada no site do <a href="http://www.ird.co.nz/" target="_blank">IRD</a>. Maiores informações sobre salário médio e receita em geral podem ser encontrados no site da <a href="http://www.stats.govt.nz/products-and-services/info-releases/nzis-info-releases.htm" target="_blank">Statistics New Zealand</a>.</p>
<p>Aliás, se você não sacou até agora, dá pra se informar extramente bem pela internet. Isso é uma das coisas que eu adoro por aqui. Eles têm informação online pra tudo. É só deixar a preguiça de lado, dar um Googlada e sorrir. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Quanto ao custo de vida eu acho que NZ$500 semanais é o suficiente pra se ter moradia, transporte e alimentação de uma forma confortável. Tudo depende de onde você mora também. Os aluguéis estão na faixa de NZ$350 a NZ$500 doláres semanais, fora as contas. Se você for dividir apartamento dá de tudo na Babilônia. Dá pra dividir um apartamento com estudante e pegar NZ$150, NZ$170 por semana com luz e internet incluso. Se você quiser morar com gente normal o aluguel vai pra NZ$180 a R$250, fora as contas. Geralmente se paga de NZ$60 a NZ$90 doláres pelas contas quando se divide apartamento e isso depende de com quantas pessoas você mora e pelo o que você está pagando (comida, luz, internet, sky, etc…). Pra casais as coisas tendem a ser mais baratas. Se você só comer fora espere um gasto de NZ$20 a NZ$30 dólares diários.</p>
<p>Eu moro no centro e quase nunca gasto com transporte. As tarifas de ônibus variam de NZ$1 (em horários e trechos especiais) a NZ$7. Existem cartões mensais que barateiam a parada. Metrô é uma coisa mais cara e só vem até a beirada do hiper centro, servindo mais como via de ligação para as cidades satélites. Mais informações podem ser conseguidas no site da <a href="http://www.metlink.org.nz/" target="_blank">Metlink</a> and <a href="http://www.tranzmetro.co.nz/" target="_blank">TranzMetro</a>, para Wellington. Outras cidades têm serviços on-line similares.</p>
<p>Como eu disse, viver por aqui não é barato. As cidades menores vão ser mais baratas mas também com menos oportunidades de trabalho. Os centros, como Auckland, Wellington, Christchurch e Hamilton talvez sejam os que têm maior custo de vida.</p>
<p>Meu conselho pra quem tá vindo é vir com a cabeça aberta e com uma certa grana no bolso. Fiquei feliz com todo mundo que sentiu o post como um empurrão e não se envergonhem em me perguntar nada. A minha realidade aqui pode ser diferente da de muitos (solteiro, “jovem”, desregulado <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ) mas imagino que muita gente fica apreensiva antes de vir pra cá e logo depois quando chega. Valeu mesmo pelos comentários. É complicado arrumar um tempinho pra atualizar aqui mas foi gratificante. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ah! Me desculpem. Não é nada pessoal. Mas o comentário da mamãe foi o mais fofo. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Comunicado cinematografico</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 21:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Como é aí?]]></category>
		<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>
		<category><![CDATA[O que se tem pra fazer?]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais divertidas por aqui e receber e-mails como os abaixo. Vira e mexe sem tem noticia de alguma agitacao cinematografica em algum lugar da Nova Zelandia. Esse aqui avisa aos moradores de Wellington para nao se alarmarem com o helicopetero voando baixo na regiao de Wellington. Helicopter and spotlights to be used [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais divertidas por aqui e receber e-mails como os abaixo. Vira e mexe sem tem noticia de alguma agitacao cinematografica em algum lugar da Nova Zelandia. Esse aqui avisa aos moradores de Wellington para nao se alarmarem com o helicopetero voando baixo na regiao de Wellington.</p>
<hr /><strong>Helicopter and spotlights to be used in major television commercial shoot</strong></p>
<p>Wellingtonians shouldn’t be alarmed by a major shoot taking place in Wellington’s CBD next Monday and Tuesday night (June 29 and 30).</p>
<p>Manager of Film Wellington, Delia Shanly, says the project, by a US company, will involve a helicopter flying through the CBD and shining lights onto streets and buildings.</p>
<p>“We want to ensure that Wellingtonians who see the low-flying helicopter and lights aren’t alarmed and mistake the filming for some kind of emergency or manhunt. The production company will try to keep the level of disruption to a minimum but we would like to let all residents know that filming is taking place.”</p>
<p>Delia says the helicopters will finish their flights over the city by 11.00pm. Afterwards, production will continue with additional lights being projected from vehicles and from buildings around the city.</p>
<p>Please note:  Raindates are Wednesday and Thursday (1st &amp; 2nd July).</p>
<hr />Vou fazer um post sobre Senhor dos Aneis e tudo mais em breve. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>A proposito, tambem vou fazer um post sobre os comentarios no ultimo post. Nao imaginei que um post tao longo e prolixo fosse ser tao bem aceito. No final das contas foi uma cospidela de varias coisas pela minha cabecinha. Obrigado a todos pelo bom feedback!</p>
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		<title>Afinal, como &#233; viver na Nova Zel&#226;ndia?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 10:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Como é aí?]]></category>
		<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Já algum tempo venho ensaiando esse post por aqui. Agora com aproximadamente 11 meses de Nova Zelândia, vivendo e trabalhando com kiwis já por algum tempo acho que agora possuo uma visão da terra e do povo criada por mim mesmo e menos preconceitualizada pelo que ouvia dos brasileiros por aqui. Galera no Waterfront em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já algum tempo venho ensaiando esse post por aqui. Agora com aproximadamente 11 meses de Nova Zelândia, vivendo e trabalhando com kiwis já por algum tempo acho que agora possuo uma visão da terra e do povo criada por mim mesmo e menos preconceitualizada pelo que ouvia dos brasileiros por aqui.</p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/22371451@N06/2462999603/" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" src="http://farm4.static.flickr.com/3158/2462999603_20af501435.jpg" border="0" alt="" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/22371451@N06/2462999603/" target="_blank">Galera no Waterfront em Wellington, por Victoria Evans</a></p>
<p>Esse post com certeza vai ser longo e reflexivo. Provavelmente chato e nojento em alguns momentos. Entre anotações que faço no dia-a-dia de coisas curiosas, lembranças de momentos diversos e papos com outros estrangeiros que não brasileiros resolvi que tenho que compartilhar uma visão que até então não vi por partes dos brazucas que comentam sobre como é morar na Nova Zelândia. Eu pretendo falar mais profundamente sobre os assuntos “pessoas” e “adaptação humana” no meu outro blog, o <a href="http://wimps-hurra.com.br.iwi.com.br" target="_blank">Wimps-Hurra</a>, que é onde eu despejo as minhas loucuras filosofais. Tentarei me ater ao aspecto estrito da aventura estrangeira por aqui, mas com certeza alguma opinião mais pessoal vai vazar. O que considero um ponto forte do que vou escrever aqui é o fato de que eu não me atenho ao saudosismo, não possuo a mínima vergonha do erro ou medo do escárnio e acredito que a melhor forma de enfrentar os problemas é com 90% transpiração e 10% inspiração. Reclamar menos, fazer mais.</p>
<p>No fim das contas isso também é um pouco desabafo de tudo que me dá raiva por aqui. E na verdade o que mais me dá raiva aqui é exatamente o que me dava raiva no Brasil.</p>
<p><strong>Princípio</strong></p>
<p>Pra mim não existe tal conceito como certeza, verdade ou qualidade quando o assunto é cultura, tanto no aspecto social quanto no pessoal. Somente a constatação da diferença.</p>
<p>A análise cultural num ambiente tão diverso quanto a Nova Zelândia é extremamente complicada. É um país de história com origem nas tríbos pacíficas, colonizado por ingleses e onde hoje 23% da população não é nascida aqui. Isso é aproximadamente um quarto de um país que, nativamente, não tem suas raízes aonde mora. Dentro desses imigrantes a grande maioria é asiática o que gera um choque instantâneo para nós americanos e pros kiwis que somos todos ocidentais.</p>
<p>Sendo assim essa análise feita por mim diz respeito somente à minha verdade, às minhas constatações e são baseadas puramente na minha experiência. Qualquer discordância quanto a isso simplesmente a enriquecerá.</p>
<p><strong>Os brasileiros</strong></p>
<p>Eu não escondo de ninguém que o mais me enche o saco na Nova Zelândia é a teorização e a comparação constante entre o Brasil e a Nova Zelândia e a reclamação por parte dos brasileiros por motivos exdrúxulos. E, como disse, coisas como o comodismo, a falta de respeito, a tentativa de imposição cultural e a hipocrisia por parte desses é o que mais me irrita por aqui. Exatamente o que me fez querer tentar alguma coisa fora do Brasil. E talvez me irrite mais por ver que vez ou outra eu entro nesse bolo de coisas idiotas e as coloco em ação sem ver.</p>
<p>Existe um curso comum de conversa nos encontros brazucas que eu chamo de opinião quadrilátera. A mesma pessoa numa janela de cinco minutos fala mal do Brasil, fala bem da Nova Zelândia, fala bem do Brasil, fala mal da Nova Zelândia. Quatro sentimentos diferentes em uma só linha de argumentação.</p>
<p>Daphne e Guilherme passaram três meses no Brasil e, com isso, meu contato com a  comunidade brasileira deu uma cortada, uma vez que eles sempre me convidam pra um evento ou outro. Sinto falta dos dois mas o afastamento veio a calhar. Muitas coisas bacanas rolaram e pude ver que existe uma vida muito boa além do conforto. Ultimamente eu tenho me isolado da comunidade brasileira. Foi o mais saudável pra mim. A opinião da por lá nunca muda. A visão de tudo, não importa quanto tempo passe, é sempre a mesma. E, a minha só mudou, quando parei de ficar pensando fui ver de qualé.</p>
<p>Normalmente as pessoas se unem por afinidade. Comum<a href="http://www.flickr.com/photos/ajmercer/401197218/" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 12px 0px 0px 12px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://farm1.static.flickr.com/138/401197218_a7ea1a4600_m.jpg" border="0" alt="" align="right" /></a>ente os brasileiros por aqui adquirem uma intimidate monstro após uma noite de papo. Porque? Por que vocês entendem as mesmas piadas, falam de Chaves e conhecem o Louro José. A  afinidade sai do seu espaço pessoal e se estabelece pela interseção cultural. Isso é importante pra quem chega e fica deslocado. Isso é importante pra quem precisa do conforto inicial. Mas chega uma hora que se você não acorda, se atrofia e se torna um opinador quadrilateral num grupo fechado e o enriquecimento cultural fica restrito, o que cai num círculo vicioso que te definha. Esse tipo me inspira a infelicidade eterna e nunca vai conseguir gozar plenamente do que cada lugar tem de bom pra oferecer uma vez que vive dentro de um espaço já conhecido.</p>
<p>A experiência do mercado de trabalho Kiwi por partes dos brasileiros por aqui é meio discutível. São poucos os que realmente traçaram um plano profissional interessante, pesquisaram mercado e tudo mais. Eu não fui um desses. O meu processo foi tentativa e erro. E quando me perguntam o que eu fiz eu não consigo acreditar em nada que eu digo. No fim das contas a gente dá de amigo, torce pelo sucesso alheio e fica em paz. Vez ou outra vejo que os conselhos que ouço por aqui são uma tentativa de passar pra frente uma idéia própria frustrada pra ver se ela dá certo com outro alguém pra que a pessoa se sinta bem consigo mesma. É eu já percebi que é isso que faço e me odeio por isso. E isso é perigoso pra quem ouve.</p>
<p>Depois de todo esse tempo e vários encontros eu diria que possuo talvez dois ou três brasileiros os quais eu realmente me importo e chamo de amigo. Além disso, Guilherme e Daphne felizmente já se tornaram pessoas queridas antes da Nova Zelândia estão em outro patamar pra mim, e por aqui são minha família. O fato de que não chamo os outros brasileiros de amigo de verdade não se dá por que são pessoas ruins ou algo do tipo. Simplesmente são pessoas as quais não tenho afinidade, mesmo que sejam pessoas bacanas. Com certeza eles se encaixam no conceito de irmandade. São pessoas queridas que curto estar por perto de alguma forma e nunca deixaria-os na mão numa ocasião necessária. Mas por tudo descrito acima prefiro um pouco de distância.</p>
<p>No fim das contas, se você é um brasileiro que ama o Brasil, que ama a cultura, que não consegue se imaginar longe da terra mas pretende sair porque não aguenta mais a corrupção, a falta de respeito ou coisas do tipo e, depois de um ano fora, não conseguiu se sentir feliz por favor pegue o avião e volte. Não só na Nova Zelândia. De qualquer lugar do mundo. Dificilmente você vai ser feliz se você sair da sua cidade, mesmo dentro do Brasil. Se você não acha que você tem a mínima capacidade de adaptação a melhor coisa que você faz é aceitar isso, se fechar na cápsula, e talvez trabalhando nesse conceito você se sinta menos infeliz de estar longe do seu travesseiro.</p>
<p><strong>As amizades</strong></p>
<p>O chavão preferido da galera por aqui é que “o Kiwi é frio”. Meu, cadê esse Kiwi frio que eu não conheci até hoje?</p>
<p>A galera confunde. Os grandes amigos da minha vida são de longa data. Três, quatro anos ou mais. E quando paro e penso como a nossa amizade era quando os conheci vejo que nada é diferente. Todas as pessoas novas que conheci por aqui tão por ali também, na mesma área da “frieza” inicial. Em algum momento a amizade cresceu, a confiança se estabeleceu e aí sim a coisa se criou.</p>
<p>O lance é que quando a gente chega rola o vazio. Falta aquele alguém que já te conhece sabe o que vocês gostam de conversar e fazer e pá-pum. Aquela coisa de achar o fator comum e encaixar as coisas é morosa e penosa ainda mais com pessoas cuja a base cultural não é a mesma. Quando você conhece as pessoas daqui, elas falam sobre os programas daqui, os livros da cultura inglesa, os músicos prediletos de todos os tempos da Nova Zelândia. E você boia. A coisa piora porque você quer desesperadamente preencher aquele vazio dos seus amigos de anos atrás que ficaram do outro lado do mundo. E aí, pra se sentir tranquilo, você acredita que a culpa é dos Kiwis, que você é super interessante é eles que são frios. Tudo porque você não é capaz de se encaixar num grupo e ter paciência pras afinidades acontecerem.</p>
<p>Um dia, num pub, batendo papo com o suíço que trabalha comigo ele, bebâdo, virou pra mim do nada e perguntou: “Diogo, o que você acha mais bacana nos Kiwis?”. Eu pensei e disse: “Não sei o que é. Mas é alguma qualidade que me deixa confortável pra fazer o que quero sem sentir que tem alguém preocupado com a minha vida”. Ele riu e disse: “Já reparou que eles não tem inveja?”. Puta. Ali o meu mundo brilhou. O Kiwi não tem inveja. Ele não esnoba. Ele não se intromete. <a href="http://www.flickr.com/photos/differentperspective/3278754170/" target="_blank"><img style="display: inline; margin: 10px 10px 0px 0px" src="http://farm4.static.flickr.com/3535/3278754170_81e0c0fa71_m.jpg" alt="" align="left" /></a>Ele cuida da vida dele e da família dele. Ele faz o que ele gosta e não insiste se te convida e você não vai. E daí parece que ele não se interessa. Mas hoje, depois de meses de contato e convivência, tenho gente que me liga tarde da noite porque brigou com a namorada e precisa de alguém pra conversar no pub. Ou num sábado à tarde porque uma figura em outra cidade viu um filme e lembrou dum papo que a gente tava tendo a dois meses atrás. Os meus flatmates sempre querem saber como estou, se dispõe a ajudar de coração a todo momento com as dúvidas do inglês e do país, sempre sacam quando meu humor não tá dos melhores e se dispõe a conversar caso eu queira, entre outras coisas bacanas. E aí eu vejo que o caminho da confiança mútua tá aberto que a coisa só vai crescendo. Nínguém é intrusivo, mas sempre presente. Só depende da minha abertura pra isso. Daí o vazio começa a ficar cheio e você se sente bem.</p>
<p>E, pra fechar a conta, o Kiwi faz pro outro de graça com uma qualidade tremenda, e não pra aparecer. Fácil de ver isso é o tanto de trabalho volutário que entorna em todo canto e o tanto que é fácil bater longos papos com estranhos na rua. E daí eu reparei que todo mundo se abraça. Todo mundo brinca. Todo mundo se chama pra os eventos. E eu passei a abraçar todo mundo. A brincar com todo mundo. A ir aos eventos. E, de frio, só fica o vento de Wellington.</p>
<p><strong>Os restaurantes</strong></p>
<p>Esse é simples, curto e rápido: as chances de você conseguir algo que remotamente te lembre a comida brasileira aqui é aproximadamente nula. A única coisa que a impede de ser totalmente nula é que você pode cozinhar em casa. Se você não cozinha bem como eu é nula. As únicas semelhanças atendem pelo nome de MacDonald’s e Subway e afins. Fora isso, esqueça. E isso, na minha opinião, é uma das coisas que mais força o seu senso de adaptação. A comida tem pouco sal e muita gordura. O café da manhã sempre vai ser mais gordo que o almoço, e a janta sempre é baseada em só um prato. Picanha, feijoada ou frango assado com quiabo nem pensar. Mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/gwgs/116341929/" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" src="http://farm1.static.flickr.com/38/116341929_98a92467cf.jpg" border="0" alt="" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/gwgs/116341929/" target="_blank">Típico café da manhã Kiwi, com bacon, ovo, tomate, hasbrown (uma espécie de purê de batata frito) e torradas. Foto por “gwgs”</a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/gwgs/116341929/" target="_blank"></a>Depois de algum tempo eu já nem me importo muito mais. Só intolero a presença do abacate nos pratos salgados e do maldito-vindo-diretamente-do-quinto-círculo-do-inferno Vegemite.</p>
<p>Fora isso as cozinhas vão fechar por volta das 20h. Em alguns casos raros 21h, 22h. Depois disso só o Kebab dos turco, tira-gosto em raros lugares e bebida a rodo. E não adianta espernear na frente do restaurante, xingar as dezessete gerações do Capitão Cook ou exercer o seu instinto de assassino. Saia mais cedo de casa ou passe raiva e fome.</p>
<p>E não. O Kiwi, a fruta, não é a principal coisa do cardápio e só mais uma fruta pra eles. E é uma fruta chinesa.</p>
<p><strong>O custo de vida</strong></p>
<p>Sim. É mais caro. Tudo é mais caro. O quilo da maçã vermelha é quatro dólares, aproximadamente cinco reais. Feijão é um absurdo. Um jantar num restaurante marromeno dá uns trinta dólares por cabeça. O aluguel é caro. Se você fuma, se fudeu, porque cada maço é pra lá de dez dólares (bem feito, haha!). O transporte coletivo é uma facada. Luz é um pouco mais caro, mas não muito. Internet, pelo que vejo, é mais barata e melhor na maioria das vezes, mas com limite de transfêrencias. Telecomunicações em geral acaba dando uma empatada com o que sei do Brasil dependendo do caso.</p>
<p>Mas:</p>
<p>a) Eu entendo que tudo o que é importado, aqui, é mais caro, uma vez que a gente tá no canto do mundo e tudo vem de navio. A Nova Zelândia não produz quase nada, o que força a coisa. Coisas produzidas aqui como leite, uva, o kiwi e carne de ovelha não são tão caras assim. A maioria das vezes é absurdo quando comparado ao que estava acostumado em Belo Horizonte, mas no fundo faz algum sentido.</p>
<p>b)<strong> </strong>Eu ganho hoje aproximadamente cinco vezes o que ganhava no Brasil. E eu quase nunca pago cinco vezes mais caro por alguma coisa aqui. Se eu dividisse um apartamento com o mesmo perfil do que moro aqui no Brasil eu pagaria aproximadamente metade do que pago aqui, incluindo contas, eu acho. Talvez mais. O meu gasto pra alimentação é uma vez e meia o que eu gastava no Brasil. Eu pago (caro, 80 dólares por mês) academia, faço curso de língua, música, compro roupa quentinha que é uma coisa cara aqui também, vou pro cinema direto. Isso tudo era bem comedido e planejado no Brasil. Fora isso, passeio fim de semana e como super bem tanto fora quanto no apartamento. Um terço do meu salário vai pro governo. A cidade é limpinha, segura, com as estradas fodonas e com todos os serviços governamentais funcionando rendondinho. E ainda sobra grana pra pagar processo de residência, comprar bateria e viajar no fim do ano. E se bobear tentar fazer um snowboard de novo nesse inverno.</p>
<p>E essa é uma matemática que me interessa e eu isso não me deixa reclamar de preço de nada. Pelo contrário.<strong></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>A cultura e a discriminação</strong></p>
<p>Se você não sabe existe uma diferença entre a escola inglesa e a escola francesa.</p>
<p>Na escola francesa, que é a usada no Brasil, a multidisciplinaridade é a lei. Você aprende de tudo mas com nem tanta profundidade. Por isso você estuda todas as matérias até o terceiro ano do colegial.  Na escola inglesa você estuda todas as matérias até um certo ponto. Dali em diante você escolhe se vai cair pra Artes, Humanas, Exatas ou Médicas. E vai estudar mais as matérias condizentes com a sua escolha, o que vai refletir diretamente na sua escolha de faculdade. Você estuda poucas matérias, mas com maior profundidade.</p>
<p>Pelo que notei por aqui, comumente os latinos (incluindo espanhóis, portugueses e franceses) tem uma visão mais abrangente de mundo e de assuntos gerais, enquanto os europeus tendem a saber mais da sua área de atuação e serem um pouco mais alienados quanto ao resto. Surpresa! Exatamente o que era de se esperar, tendo em vista a constituição básica da vida acadêmica.</p>
<p>Eu, no início, me magoava quando as pessoas achavam que eu falava espanhol, não se interessavam pelos aspectos culturais que eu acho foda no Brasil, entre outros. E percebo que existe uma grande mágoa por parte dos outros brazucas por causa desse desinteresse deles também.</p>
<p>Depois vi que, não adiantava o quanto eu falasse, existia uma falta de base por ali. Há umas duas semanas atrás uma amiga chegou e falou duma forma super bacana que, logo quando cheguei, as vezes enchia o saco a minha empurração de “eu sou diferente e tenho um monte de coisa pra mostrar pra vocês!”. E ela citou que, assim que comecei a aclimatar mais quanto a Nova Zelândia isso foi cessando e aí sim eles foram realmente vendo “quem eu verdadeiramente era”.</p>
<p>Foi exatamente isso que ela usou. “<em>Then we started seeing who you really are</em>”. Eu falei com ela pra me dar um tempo pra pensar sobre isso e que ia bater papo com ela sobre isso outro dia. Pensei sobre o assunto e a minha primeira reação foi a negação. “Como assim? Quer dizer que então que eu só me torno uma pessoa verdadeira pra você quando eu passo a ser <em>menos</em> brasileiro?”Depois fui pensando e vi que não. Não é absolutamente nada disso.</p>
<p>Tudo que ela quis dizer é que eu sou algo além de brasileiro. Que grande parte do que sou se dá porque sou brasileiro mas que existe uma grande outra parte que não. E essa segunda parte é que as pessoas tavam interessadas e que foram conhecendo depois de um tempo. Num primeiro momento, com toda a confusão, eu me escondi atrás do escudo da brasilidade porque, pra mim, isso era legal e era o que eu considerava mais valioso. É legal e rico pra mim mas isso não significa quetodo o mundo vai achar a mesma coisa. Nas ocasiões certas o fato de eu ser brasileiro se fez interessante naturalmente.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/geoftheref/2079327325/" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 5px 0px 0px 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://farm3.static.flickr.com/2126/2079327325_7fa03aa732_m.jpg" border="0" alt="" align="right" /></a>Mas daí alguém vem dizendo “Mas Diogo! O Brasil é um pais grande! De cultura  riquíssima! Como assim eles não conhecem e se interessam por nada disso?”. Eu geralmente respondo dizendo “O quanto você conhece da China além do que você viu na TV? Sabe falar algum cantor famoso? Comida típica? (geralmente recebo uma risada e ‘sushi’ como resposta) Movimentos culturais interessantes?”. Não. Ninguém sabe muito. E, quando colocado em proporção, é um país mais significativo mundialmente que o Brasil na maioria dos contextos. Eu conheço pouco. Fui ver o quão grande era minha ignorância quando comecei a estudar Mandarin. E quietei o facho. Não dá pra culpar ninguém que nada sabe além do Brasil do que futebol e carnaval. E não dá pra culpar se eles não entendem e não amam quando a gente fala de alguma coisa sobre isso. O Brasil, pra mim, é toda a minha base cultural e a partir dela que estabeleci minha visão de mundo, apesar de não tê-lo feito somente baseada nela. A Nova Zelândia sempre foi só um outro país na minha vida. A recíproca também vale pra eles.</p>
<p>Hoje, quando me perguntam de onde eu sou, respondo que sou duma cidadezinha à Nordeste de Invercargil chamada “Nice Horizon”. Nenhuma mentira aqui se você olhar no mapa. Mas geralmente a galera dá risada e a gente parte pra outro papo, uma vez que ninguém nunca ouviu falar de nenhuma cidade com esse nome na Nova Zelândia e o meu sotaque não nega. Mas o negócio é que eles já tão acostumados com estrangeiro pra todo lado e isso realmente não faz muita diferença pro papo. Respondendo isso, a parede do “eu sou estrangeiro” não foi construída e tenho percebido que a aceitação inicial pra conversa tem sido mais amigável porque eles não se armam contra a falação sobre a cultura natal. Logicamente em algum ponto da conversa falo que sou brasileiro, mas dali em diante o fato já não é o que estabeleceu a conversa e é levado de outra forma.</p>
<p>O Kiwi está vendo suas cidades sendo invadidas pelos asiáticos e indianos, com restaurantes e replicações das celebrações de cada cultura. Vários possuem cardápios somente em chinês ou com as duas línguas. E essas culturas se juntam num canto, impõe seu modo de vida e interagem pouco com o resto da sociedade. Isso não gera o ódio, mas gera a segregação subliminar. Todo mundo, num papo corriqueiro, cita a etinia de quem tá falando, a não ser que ele seja europeu ou norte-americano. “Meu amigo, coreano, &#8230;” ou “O namorado dela, sul-africano, &#8230;” e assim vai. E esses fatos na maioria das vezes não são relevantes de forma alguma para o que está sendo contado. Eu me incomodo quando alguém me apresenta como “Esse é o Diogo, brasileiro”. Eu sou o Diogo. Ponto. Diga só “Esse é o Diogo.”e deixe que eu me encarrego de saber quando o fato de eu ser brasileiro se torna relevante pra ter uma conversa interessante com alguém. Eu não sei porque, mas isso acontece e me incomoda. Acho que é porque eu sei que é porque nada vai se estabelecer numa amizade só porque eu sou brasileiro. Nunca fiz um amigo na minha vida por causa de ser brasileiro. Então deixe isso ser uma das coisas que eu sou e não a minha condição de ser, por favor.</p>
<p>Eu nunca sofri discriminação, mas já vi e ouvi bastante de gente que já. O engraçado é que os casos que ouvi (não só com brasileiros) geralmente acontecem depois de um momento “mas da onde eu venho as coisas não são assim”ou “eu não vou fazer isso de tal forma porque não é assim no meu país”. Em geral quando algo do tipo “a minha cultura é a certa e a sua não” acontece. Isso acontece principalmente com as culturas asiáticas, mesmo os kiwis sendo extremamente flexíveis e tendo noção de como lidar com isso em certas ocasiões. Apesar de não haver a discriminação clara com os brasileiros o preconceito sim existe e se expressa nas piadinhas envolvendo sexo, drogas e violência que eu ouço uma vez ou outra. Eu não me ofendo porque mesmo feitas pra me sacanear não são dirigidas diretamente a mim. Mas me entristece de qualquer forma. Afinal de contas, Cidade de Deus, Carnaval e Copa do Mundo é tudo o que eles tem acesso por aqui. E isso, na minha opinião, é a pior parte das coisas boas que o Brasil tem.</p>
<p>Outro fato interessante por aqui é ver que você é preconceituoso sim. Os esteriótipos germânicos, africanos, asiáticos, entre outros, ficam claros na sua cabeça. E você divide as coisas e as trata em cima de cada conceito pré-formado. Só o tanto de vez que usei “os kiwis”, “os brasileiros”, “os asiáticos” e afins nesse texto me diz que a minha cabeça nunca vai ser livre dessa separação. O que não me permito fazer é condicionar um tratamento a isso numa situação cara a cara. Numa análise maior, como a desse post, considero cabível mas quando conheço gente dos diferentes lugares pra mim nada disso importa. Pode parecer contraditório mas a prática e a teoria não caminham juntas muitas vezes.</p>
<p><strong>Pra finalizar</strong></p>
<p>Essa baboseira toda é só pra re-afirmar o que disse lá em cima. Não existe jeito certo ou melhor de viver e acreditar nas coisas. A Nova Zelândia não é o melhor lugar do mundo, assim como o Brasil também não. Eu não sei qual lugar no mundo é, mas tenho certeza que se eu resolver viver a minha vida pensando , ponderando, reclamando ou comparando sobre isso eu não vou ter a oportunidade de realmente conhecê-los. E a única coisa que vou levar pra qualquer canto do mundo é a minha experiência concreta pela vida.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/krmuir/3094321456/" target="_blank"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" src="http://farm4.static.flickr.com/3020/3094321456_81be230a6e.jpg?v=0" alt="" /></a> <a href="http://www.flickr.com/photos/krmuir/3094321456/" target="_blank">Milford Sound, minha paisagem favorita na Nova Zelândia, por Kenny Muir</a></p>
<p>Aqui sim tem coisas que não me agradam. O kiwi não é invejoso. Mas ele também não é ganancioso. Talvez por isso não seja invejoso. Ele presa pela vida de qualidade com a família e uma casa confortável. Uma viagem bacana, um show interessante e ver o time de rugby na TV. No ambiente de trabalho não existe aquela pressão que te deixa apertado e o cutucão pra buscar coisas novas e crescer. Acaba que a gente dá uma acomodada, o que é ruim. Eu vejo isso também nas bandas que participo por aqui. O crivo é muito largo e tudo tá bom pra eles. Eu, acostumado a ser puxado e a puxar meu colegas de banda, as vezes vou sozinho na empolgação e acaba que soa ruim porque eles não respondem. Isso me incomoda bastante porque eu gosto de ter gente que quer mais por perto.</p>
<p>Talvez esse seja o meu único grande problema na Nova Zelândia. A falta de pensamento grande, do eu quero mais, do isso pode ser mais fantástico. Fora isso, hoje o que eu mais sinta falta e a variedade musical que eu estava exposto no Brasil, ainda mais em Belo Horizonte. Fora isso, esse lugar é lindo.</p>
<p>Todas as outras coisas que já me incomodaram um dia foram respondidas. Eu sempre achava nojento o fato de a cor predominante nas roupas ser preta. Até que o frio começou a apertar nos últimos dias e percebi que minhas roupas escuras me deixam mais quentinhos que as roupas claras. Entre várias outras coisas eu comecei a ver que tudo tem o seu porquê de ser e a com a causa na mão fica difícil achar ruim de alguma coisa.</p>
<p>Eu não busco dinheiro, futuro garantido ou nada do tipo aqui. Na verdade eu não tenho um objetivo concreto traçado, somente planos. O meu único produto até o momento e que eu pretendo manter é a experiência. Sendo assim, pra fechar a conta, eu recorro a dois dos meus filósofos favoritos, que foram fazer muito sentido só depois que cheguei por aqui. Sartre diz que o mau do mundo é o outro. Enquanto a gente tentar culpar alguém ou achar a razão numa circustância externa para a nossa infelicidade a gente nunca vai ser capaz de olhar pra si mesmo. Enquanto a gente joga a responsa no outro e cuida da vida do outro a coisa não rola. E na minha cabeça eu completo isso com o que Nietzsche diz muito bem. Ninguém muda. Não é da natureza humana mudar. O conforto é muito bom mas pouco frutífuro. Só aquele que é capaz de perceber isso e ser forte o suficiente pra lidar com as suas próprias fraquezas cresce e evolui. Só no desconforto a gente se fortalece. Mudar de país e reconstruir seu alicerce nada mais é que um exercício de auto-conhecimento e solidão. Bobo é aquele que perde o seu tempo lutando contra a adversidade ao invés de trabalhar junto dela. <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>A long time ago&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 21:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Freire</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conta tuuuudddooo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu to devendo posts, eu sei. Mas eh que, por hora, a vida anda tranquila e sem muitas novidades. Trabalho ta bacana, casa ta bacana e os amigos tambem. Raramente ligo o computador em casa porque o friozinho me puxa pra o cobertor e passo as noites lendo. Quando nao isso, na casa de algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu to devendo posts, eu sei. Mas eh que, por hora, a vida anda tranquila e sem muitas novidades. Trabalho ta bacana, casa ta bacana e os amigos tambem. Raramente ligo o computador em casa porque o friozinho me puxa pra o cobertor e passo as noites lendo. Quando nao isso, na casa de algum amigo batendo papo e conversando coisa boa.</p>
<p>Fora isso sao os terromotos. Eh uma experiencia interessante e tem rolado toda semana no fim do dia na quinta ou no comeco da sexta. Escalas entre 3 e 4 graus (voce pode checar como anda a ativadade cismica da Nova Zelandia <a href="http://www.geonet.org.nz/" target="_blank">aqui</a>) que balancam a cadeira mas nao faz cair nada. Ja aprendi tudo sobre os procedimentos caso a coisa fique mais feia, o que pode acontecer.</p>
<p>No frio os melhores lugares sao cafes e os pubs animados da cidade, que sao fechados e tem aquecedor. Tenho descoberto bons lugares pra se ir e conhecer gente diferente. Quanto ao frio a parada eh se agasalhar e ignorar. Depois de uma primeira semana mais pesada ja me acostumei, me equipe e agora nao ligo mais.</p>
<p>Por hora estou finalizando minha aplicacao pra residencia e pretendo fazer um post contando o processo. Fora isso, so alegria! <img src='http://travel.diogofreire.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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