Category: O que tem?

Mudando + Participando = WIN!

Coisa fodistica #1) Eu raspei a cabeca por uma boa causa.

Serio. Mais detalhes, aqui: http://shaveforacure.co.nz/view_event_profile/4421 :P

Biiiito!A Nova Zelandia eh cheia das coisas legal pra fazer as pessoas participarem de  eventos de arrecadacao pra entidades diversas. Eh assim com o Shave for a cure, eh assim com o Movember tambem. Enquanto no Shave for a Cure as pessoas raspam a cabeca pra ajudar pessoas com leucemia e doencas relacionadas ao sangue, o Movember arrecada dinheiro para suporte as pessoas que tem cancer de prostata. Eu ja participei de um Movember (vide foto de quem quer dirigir um caminhao / cobrar passagi / bater laje), mas nao tive muito sucesso. Dessa vez, com o Shave for a Cure, passei da minha meta de arrecadao e to felizao. :)

Obrigado a todo mundo que participou e doou um pouquinho! Mesmo!  (Se voce esta se sentindo super, ainda pode doar no link do meu profile. ;))

Coisa fodistica #2) Eu mudei. :)

Mas nao to aqui pra falar da casa nova. Eu to aqui pra falar dessa coisa de morar com flatmate.

The Aiporrrrrt!Can’t beat Wellington on a, errm, rainy day…

Morei 2 anos e uns bucado num flat fantastico perto do centro, dividindo o espaco com 4 pessoas (5 durante um tempo). Devo dizer que, pra um imigrante recem chegado, talvez tenha sido a experiencia mais importante pra minha adaptacao.

Reza a lenda que achar um flat bacana onde seja facil a convivencia eh dificil. De fato, isso faz sentido. Eu dei uma sorte gigante em achar um lugar muito bacana onde as pessoas viraram grandes amigos.

Logico, sim, algumas problematicas surgem. Com o tempo voce aprende a lidar com aquele que bebe um pouco mais, ou com o outro que traz namoradas barulhentas pra casa. Mas durante os dois anos la, meus flatmates foram completamente companheiros com lingua, cultura e tudo mais. Foi la que entendi como rugby e criquete funcionam. Foi la que entendi que o jeito de lavar vasilha deles, apesar de meio estranho, eh super pratico. Fui la que aprendi que da pra passar dias sem comer arroz com feijao e que jantar as 7 da noite pode ser um negocio bacana.

Fora as diferencas culturais, construi lacos bacanas. Discuti planos de vida, toquei no casamento de 2 deles e colhi algumas historias legais pra contar. Morando com gente diferente (e com muita gente) da uma cara diferente a sua casa. Sabe aquela parada que “voce vira a casa e a casa vira voce”? Talvez voce nao saiba, porque eu acabei de inventar. Mas faz sentido. O ingles tem a expressao “you became part of the furniture” (Voce vira parte da mobilia). Expressao que faz algum sentido nesse contexto.

Mas, querendo ou nao, morar com gente diferente cansa. A cadeira fora do lugar, o DVD estimado que foi pego emprestado jogado casualmente no sofa e o barulho da casa quando voce quer ficar quieto incomoda e a gente tem que buscar conforto. E se passaram dois anos. Tava na hora duma mudanca. A vida prossegue.

Se voce tem medo de dividir flat com gente estranha (enfase nos dois sentidos: estranha do tipo “que voce nao conhece” ou estranha do tipo “Jesus, que pessoa cabulosa”), eu recomendo. A casa eh sua e voce aprende a fazer dela algo seu. A chance de fazer uns amigos pelo caminho eh sensacional e vale toda a pena. :)

Vez ou outra bate a saudade. Mas vamos que vamos. Careca, com frio (na cabeca), mas vamo que vamo. :)

Guy Fawkes

 
Dia 5 de novembro, pra quem não sabe, é dia de Noite de Guy Fawkes na NZ. Aliás, não só na NZ, mas em várias ex-colônias e colônias britânicas, incluindo a própria Inglaterra.

Guy Fawkes foi um cidadão que, em 5 de novembro de 1605 tentou explodir o parlamento inglês enquanto o rei e toda a alta sociedade da época estavam dentro. O cara foi pego enquanto ajeitava a pólvora para tal e o plano não deu certo.

As celebrações aqui em Wellington ocorrem no Waterfrong com uma chuva de fogos de aproximadamente 15 minutos. Normalmente. Esse ano aparentemente não foi tão demorado pois o carregamento com os fogos não chegou da China. O que foi usado foram sobras de outros eventos, o que geral uma frustração generalizada. Mesmo assim fogos sempre são uma coisa bacana. A sessão de fotos  que fiz pode ser vista clicando na imagem acima ou aqui.

Sábado de manhã pedalando

Após uma semana emocionante de chuva, vento e impossibilidade meterológica de ser feliz hoje fez sol. Peguei a bicicleta às 7h, coloquei o iluminador de bunda na cintura (lê-se plástico fluosforecente/reluzente pra poder ser visto) o capacete e fui passear.

Pra começar a parada 17 km foi muito bacana. Empolguei e tirei várias fotos, que tão aqui embaixo:

Cuidado! Pinguins! Vista do Wellington #3 Poesia Canhão
Arte Maori Vista do Wellington #4 Homenagem Plane/Boat/Seagle
Porto #4 Vista do Mirante Porto #5

O caminho que eu fiz foi esse aqui abaixo:



Ver mapa maior

Tô mortin de cansaço, mas felizão. :)

Rapidinhas #1

- Hoje de manhã tocou o alarme de incêndio aqui pela primeira vez. O povo aqui é obcecado com isso e eles possuem vários procedimentos envoltos a isso. Todo mundo saiu do prédio e ficou no frio lá embaixo. Eu fui desfavorecido por estar com o short que eu dormi e tremi um pouco mais que os outros. Três carros de bombeiros e, ao que tudo indica, a causa foi uma torrada ou similiar queimada.

- Após uma conversa sobre religião no café fui caçar como é o povo daqui nesse ponto. As estatísticas mostram 56% da população como cristã, a maioria anglicana mas com presença romana, methodista e batista. No Brasil, 91% da população é cristã. Além disso, os que se dizem “sem-religião” figuram 35% da população do país, enquanto no Brasil só 7% caem nessa classificação. Pretendo estudar um pouco da história e vê de onde isso vem.

iAleluia- Os Kiwis adoram inovar. Tanto que uma igreja de Auckland, da linha do Cristianismo progressivo tem um podcast de sermões online.  A foto ao lado, fazendo propaganda do Podcast, foi tirada pela Daphne em Auckland.

- Mais estatísticas étnicas das Nova Zelândia podem ser vistas aqui.

Jardim Botânico de Wellington

Ontem Daphne e Eu fomos ao Jardim Botânico de Wellington. Lugar lindo, devo dizer.

Apesar de estarmos no inverno e muita coisa ainda não estar florida é impressionante a belezura do parque. Todo arrumadinho, limpinho e organizado. Uma versão bombada e completamente recauchutada de um Parque das Mangabeiras em Belo Horizonte – sim, a comparação é ruim, mas é o melhor que consigo aproximar.

Apesar de existirem várias formas de se chegar ao jardim, a nossa subida foi via Cable Car, um trem que sobe e desce o morro do centro até o Jardim Botânico movido por um cabo de aço, preso lá em cima. O Jardim Botânico é gigante e oferece toda a informação pra que você pegue as trilhas temáticas. O total de lixo que vimos consistia em duas sacolas plásticas, nas 4 horas de caminhadas que fizemos. Fora o parquinho das crianças que é foda e todo emborrachado, ao contrário dos tanques de areia costumeiros.

O resultado da caminhada foi de 300 fotos cujas as 70 melhores podem ser conferidas clicando aqui.