Category: Onde se pode passear?

Viajando com a mamãe

by Denne on Flickr

Se você conhece Flight of the Conchords provavelmente conhece o poster acima, que fica na parede do escritório do Murray na embaixada da Nova Zelândia em Nova York. Bom, eu resolvi levar a coisa a sério e trouxe a mamãe pra passear fim do ano passado.

Só pra já dar o doce pra criança, o set completo de fotos da viagem pode ser visto aqui.

Dona Beatriz chegou num sábado, dia 21 de novembro em Auckland após voar com (vaias) as Aerolíneas Argentinas. Segundo ela, veio batendo papo até com uma Kiwi e já no vôo pode experimentar como é lidar com as figuras. Encontrei com ela em Auckland e partimos direto pra Whangarei, já no primeiro dia pra pegar uma vista de Bay of Islands. Bay of Islands deve ser linda, mas como tava tudo nublado num deu pra ver nada!

Passamos a primeira semana fazendo uma viagem pelo Ilha Norte, passando por  Coromandel, Rotorua, Taupo, Napier, National Park, New Plymouth, Wanganui, Castle Point e finalmente Wellington. Você acha que não dá pra conhecer muito em uma semana? Há! Enganados estás, meu caro!

Mama ficou passeando e conhecendo Wellington por 2 semanas antes que partíssemos pra próxima viagem. Desbravando a Oriental Bay, experimentando Vegemite, comendo comida indiana e vendo o que os brechós de Wellington tem de melhor. Além disso ao que parece a convivência com os flatmates foi da melhor, e até um jantar ela resolveu cozinhar pra galera num domingão a noite.

No dia 12 de dezembro saímos pra Ilha Sul com destino a Milford Sound passando pela costa oeste que eu não conhecia até então. Entre o trajeto Picton – Picton passamos por Nelson, Greymouth, Hokitika, Franz Josef e Fox Glaciers, Wanaka, Milford Sound, Wanaka (de novo! :)) Christchurch e Kaikoura. E agora conhecendo a ilha quase toda, de fato, a Ilha Sul é um dos lugares mais belos do planeta dentro do pouco que eu conheço. :P

Passamos a semana de natal em Wellington e partimos pra Austrália (que fica pro próximo post).

É bem difícil detalhar e contar a história de uma experiência de viagem alheia. Com certeza a Dona Beatriz vai dar mais detalhes da viagem nos comentários aqui do blog. :) O divertido de viajar com sua mãe é que, de fato, a nossa atenção se volta pra coisas que da primeira vez passaram despercebidas. Os focos e detalhes percebidos por ela foram outros, o que fez com que eu revisse e re-apaixonasse pelo país. Depois de um ano as coisas já caem na normalidade. Um olhar novo, que se encanta com tudo (desde a paisagem fodástica de Milford Sound às flores em volta da estrada) nos dá gás novo.

Ao que pude perceber o país foi super receptivo com ela não teve nenhuma dificuldade em se virar com nada. Compras, comida ou se virando nos Holiday Parks aonde dormimos pela viagem. E não faltou atrações naturais fora as paisagens do país! Tava desde a neve, geisers, glaciers, fiordes, cavernas, o Oceano Pacífico, o Mar da Tasmânia até terremoto! Ok, ok, foi um bobinho, mas rolou.

Fato é que depois de um ano e meio longe uma road trip com a mama é uma das experiências mais fantásticas que a gente pode ter. Matar a saudade contando um milhão de casos e ouvindo as histórias antigas é bom pra daná. A gente vai colocando a vida em dia e uma vez ou outra parando pra ver um glacier, um vulcão ou uma praia maravilhosa. A gente deu muita risada e tem muita coisa gravada em vídeo, que fica só pra gente. ;)

Nos fim das contas Murray estava certo. New Zealand, take your mum. É uma excelente idéia. :)

Essa semana tento escrever sobre a nossa viagem pra Australia e depois sobre como foi a minha passagem por terras brazucas.

Rugby fun!

Sábado passado rolou All Blacks x Wallabies (Nova Zelândia x Austrália) no último jogo do Tri Nations esse ano. O Tri Nations já tinha sido ganho pela África do Sul, mas como os All Blacks tinham perdido uma série de jogos ultimamente a parada prometia ser interessante. E foi.

O Rugby, apesar de parecer violento, é um esporte sensacional de se assistir com a galera. Bem definido por um amigo, é um esporte de brutos jogado por cavalheiros. Os jogadores são extramente disciplinados e não existe divisão de torcida nos estádios. A galera vai lá pra se divertir divertir, pega no pé um do outro sem confusão e a noite sempre é bacana.

O jogo foi 33 x 6 pros Blacks. Fui pro estádio com Clare, Patrick (ambos ingleses) e Shan, o desfortunado Australiano da noite. Sorte que o cara é gente boa a beça porque eu peguei no pé dele direito. :P

A noite foi divertida a beça! :)

O vídeo abaixo tem o hino Neo-Zeolândes, a Haka (dança de guerra Maori feita pelos jogadores antes de todo jogo), um pouco de bate papo e uma ôla divertida.

1. A gente parece bem menos idiota quando tá filmando. Me senti o tiozão chato de festa com a câmera na mão quando assisti.
2. A tremedeira e falta de noção de uso do foco ainda pega. Uma hora eu aprendo.

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Viagem pela Ilha Norte

Semana e meia de folga, as coisas caminhando bem e resolvi dar uma banda pela Ilha Norte pra conhecer um bucado melhor do país. A idéia era a mesma: pegar o carro e sair batendo de cidade em cidade. A rota inicial tava definida e o plano era chegar até Cape Reinga, na extrema ponta norte. Mas, como vou contar mais pra frente, as coisas não foram assim.

Como sempre, se você não aguenta mais pra ver as fotos, clique aqui.

A viagem começou em Napier, cidadezinha pequena no leste da Ilha Norte. No  caminho dei um pulo em Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungaho – ronukupokaiwhenuakitanatahu, o monte que possui o maior nome do mundo. Aliás, nessa viagem eu aprendi coisas fantásticas sobre a cultura Maori. Uma delas é que, como eles não possuiam língua escrita, as histórias eram contadas nos nomes das coisas. Esse nome fala sobre o guerreiro que perdeu um irmão numa batalha pela região e todas as manhãs ia lamentar sua perda tocando e cantando no topo do monte.

Napier é uma cidade bunitinha até falar chega e com muito a mostrar sobre Art-Decô. Em 1931 a cidade sofreu um terremoto pesado, assim como Wellington, e foi totalmente reconstruída. É possível encontrar vários marcos e placas falando sobre o terremoto e a reconstrução da cidade. Uma tarde na beira da praia é uma agradável pedida com bons amigos.

No dia seguinte saí em busca de Taupo e Rotorua. Taupo é uma típica cidadezinha praiana, apesar de estar na beira de um lago. O maior lago da Nova Zelândia possui várias atrações bacanas, atrações essas que acabaram por me confundir e minha tristeza ficou em não conseguir fazer tudo que queria por lá. Tudo é muito caro também, diga-se de passagem. Por lá vi o Craters of the Moon – planície com vários geisers soltando vapor o dia inteiro – e Huka Falls, uma corredeira pra lá de bonita que me deixando babando por alguns minutos. Mais empolgados que eu só os Indianos que grivatavam como loucos pelos mirantes espalhados ao longo da corredeira.

Se eu soubesse que ia encontrar o que encontrei em Rotorua teria deixado o Craters of the Moon pra trás e teria ido ver o Maori Rock Carvings, se o meu dinheiro deixasse. Roturua possui uma fantástica rede de geises em parques no meio da rua. A experiência de dirigir e ver uma rua embaçar inteira em dois minutos de uma forma que você não enxerga um palmo na frente do carro é fantástica. Alguma coisa acontece debaixo da terra e todo mundo resolve cuspir vapor de uma vez. O preço pra isso é ficar cheirando enxofre o dia inteiro. A cidade cheira à uma quarta-feira à noite, num quarto abafado, com três dos seus amigos mais flatulentos após um almoço servido de ovo e feijão. Todavia, foi lá que visitei o Te Puia, centro de cultura Maori na Nova Zelândia onde aprendi muito sobre os nativos. Lá também vi um geiser cuspindo água há quinze metros de altura e vi uma apresentação Maori que me deu arrepios em alguns momentos.

Depois disso fui pra Whakatane. O que tem em Whakatane? Um cinema. Fora isso, você tem que pegar um barco e ir pra White Island. Lá sim o bicho pega direito! A White Island é o único vulcão ativo da Nova Zelândia e você pode passear o quanto quiser por lá, desde que pague um barco e um guia autorizado pra te levar. Eu fui? Não. Fiquei dois dias em Whakatane e a minha chuva de estimação ficou por lá, lavando tudo o que podia. A chuva tava tão feia que os barcos foram cancelados. Eu desisti e fui rumo a Coromandel na manhã do terceiro dia, após outro cancelamento.

No caminho de Coromandel, ainda com chuva, dei uma pausa em Mt. Manganui e Tauranga. Duas cidadezinhas pequenas em volta do Monte Manganui, com praias super bacanas. Foi só uma parada rápida pra um almoço. O destino final tava mais ao norte.

Após redescobrir os meus devidos destinos com ajuda do GPS fui parar em Hahei Beach e Cathedral Cove. A melhor descrição é “Puta que pariu!”, com cara de bobo. O lugar é absolutamente fantástico. Sentei em Hahei Beach por quase uma hora e fiquei babando no que estava vendo. Saí de lá empolgado para Cathedral Cove. Fim de ano e a minha chegada lá não foi das mais feliz. A farofada estava presente, e por algum motivo besta que não sei qual não achei tanta graça. Vendo as fotos depois não entendi como não me maravilhei com aquele lugar. Algo tava errado, mas fui pra Coromandel City arrumar um lugar pra passar a noite.

Como fim de ano, não havia vaga em backpacker algum. Após oferecer ajuda para duas brasileiras que tiveram o vidro do carro quebrado e o celular roubado, resolvi puxar os planos um dia pra frente e chegar em Auckland antes. No meio do caminho, programando as coisas no GPS pra ir pra Aucklando vi o botão “Go Home” e percebi que era bobagem continuar viajando sozinho com saudade da mãe e dos amigos pra poder dividir aquilo tudo. Passei uma noite em Otorohanga, vi um Kiwi solto na natureza, e voltei pra Wellington no dia seguinte. :)

Aqui vão alguns panoramas que fiz pela viagem:

Napier Port
Lake Taupo
Hahei Beach
Coromandel Peninsula

Zôo! :)

Segunda, dia 27 de outubro, foi primeiro de maio aqui na Nova Zelândia. Após a tentaiva frustrada do domingo parti para o Wellington Zoo, num bom dia ensolarado e feliz. Despertada a criança em mim, o passeio foi só alegria! :)

O Zoo daqui não é lá dos mais baratos. NZ$18, mais ou menos R$23 é bem salgado. Mas eu acho que valeu muito a pena. O zoológico é muito bem conservado e sinalizado. E mesmo tendo um monte de animais que a gente já viu nos zôos do Brasil a variedade principalmente de animais asiáticos e oceânicos paga a idéia. O zoológico é da metade do tamanho do de Belo Horizonte, mas dá pra se passar o dia inteiro lá tranquilamente.

Os destaques pra mim vão pra os Cangurus, Cachorros Selvagens, Ursos da Malasya e, é claro, pros Kiwis. É lógico que a bateria da minha câmera acabou no meio do passeio e eu não consegui tirar foto de tudo, mas dá pra ver algumas aqui. Isso quer dizer que em breve eu volto lá e tiro mais foto. :)

Os chimpanzés dão um show à parte. São 13. E na segunda foi aniversário de um ano de Beni, o mais novo. Eu fiquei por lá curtindo e viajando na sociedade chimpazística existente na jaula. A TV One estava lá e cobriu a festa. Mesmo não aparecendo na reportagem final por motivos que ficarão evidentes em alguns instantes, o seguinte diálogo se deu com a repórter:

- Você não parece Kiwi. De onde você é?
- Brasil.
- Que legal? Se importa em dar uma entrevista pra gente? Qual seu nome?
- Sem problema. Meu nome é Diogo. D-i-o-g-o. (eu sempre tenho que soletrar, senão saí Djegow)
- Então vamos lá: Diogo é brasileiro e veio festejar o aniversário de Beni aqui com os chimpanzés. Então Diogo, está se sentindo em casa?
(Em o espaço de um segundo minha cabeça pensou mais ou menos isso, em português: Ahn? Em casa? Como assim? Será que ela quis dizer que como eu tô aqui do lado dos macacos eu tô em casa porque ela acha que no Brasil a gente tem macaco assim no meio da gente? Não… ela não quis dizer isso… Então que diabos ela quis dizer com em casa? Vou perguntar o que ela quis dizer. Algo do tipo “Você tá perguntando se eu tô em casa porque eu tô perto dos chimpanzés? Porque eles são africanos…”  – aqui, graças ao bom senhor, a minha fluência me travou e eu tive tempo de repensar – Não. Muito mal educado Diogo. Dê o seu melhor!)
- Absolutamente. Wellington é uma cidade maravilhosa e as pessoas são muito receptivas. Com certeza estou me sentindo em casa. Resolvi vir para o zoológico nesse dia ensolarado e bonito e felizmente encontrei essa festa para o Beni aqui na jaula dos meu amigos africanos.
(Eu sei que eu podia ter feito melhor e foi uma resposta imbecil pra os padrões jornalísticos. Mas a pergunta também não ajudou. Nessa hora eu olhei pra cara dela e vi algo do tipo “puta, que vergonha”. Eu parei de falar.)
- Ok. Obrigado! (ela deu sorriso amarelo e virou as costas)

O passeio do zôo pode parecer bobo mas é altamente recomendável. Um dia sem muitos planos termina feliz após o pulo lá. E eu não sei o que me deu mas depois de três meses vendo foto e escambáu do tal do Kiwi pra tudo quanté canto e depois de não ter conseguido ver nenhuma na ilha sul, quando entrei na caverna onde eles ficam, com aquela luz vermelha baixa (eles são animais noturnos…) e vi pela primeira vez aquela bolinha de pêlo fofinha rebolando e enfiando o bico na terra os olhos encheram d’água e eu me senti feliz. Mais que isso, não sei dizer. :)

Após a visita do Zoo eu só tenho que decidir qual será o animal ilegal que eu vou ter. O Kiwi, os Capucchins ou os Suricatos. :) (isso é segredo, viu? uauhauh)

Viagem pela Ilha Sul

Eu demorei três semanas pra postar sobre a minha viagem e eu não sei o porquê. Acho que tava digerindo, ou sei lá. Sem dúvida foi um dos melhores investimentos desde a minha chegada à Nova Zelândia. Valeu cada momento e até as raivas passadas. Mesmo. :) Não assuste com superlativos e elogios exagerados, por favor.

Se você é fominha e não aguenta mais esperar pra ver as fotos, clique aqui. Eu vou linkar de novo no fim do post.

Segunda, dia 29 de setembro, saí de Wellington sozinho e com mochila nas costas, com o plano de estar em Dunedin na segunda seguinte, dia 6 de outubro. Alguns pontos planejados na cabeça mas a grande maioria do percurso foi definido duas horas antes de sair da onde estava. O trajeto final pode ser conferido clicando aqui.

Segunda eu saí aqui de Wellington cedinho e peguei o Ferry que iria pra Picton. A idéia do dia era desaguar em Picton, pegar um trem e ir até Christchurch. A viagem do Ferry num dia de sol é sensacional. Peguei um pouco de vento, o que impossibilita as melhores vistas do deck superior, mas mesmo assim a brincadeira já foi bacanuda. O trem, que desce pela costa leste da ilha sul até Christchurch também faz a graça e nos dá belas paisagens da parte central da ilha. No fim da tarde cheguei em Christchurch cansado, mas animado com o começo da viagem.

Christchurch

Christchurch é a segunda maior cidade da Nova Zelândia com 414 mil habitantes, um pouco mais que Wellington. É uma cidade bem antiga com um grande contraste entre pontos históricos e prédios modernos. Meu planejamento era pegar o carro às 10h do dia seguinte pra seguir pra Wanaka. Dei uma volta pela cidade à noite e acordei cedo pra andar mais. Christchurch é uma cidadezinha muito confortável e gostosa, mas às 9h da manhã de terça-feira a cidade não parecia ter acordado e me agoniou ver uma estrutura gigante com tão pouco carro e gente nas ruas. Tem seus pontos positivos, mas a cidade é bem parada para os padrões que estou acostumado. Até mais parada que Wellington, que dá mais opções a qualquer hora do dia. Aliás, cidades fechadas depois da cinco da tarde é uma coisa normal na ilha sul.

Após a caminhada matinal fui pegar o carro. Um Toyota Corolla apelidado carinhosamente de Corinha pelo caminho. Aliás, viajar sozinho te faz parecer louco. Você dá nome pro carro e se diverte conversando e fazendo raiva no GPS. Saí de Christchurch com farol apontado pra Wanaka. Yupe!

Estrada e Wanaka

Minha terça foi carinhosamente batizado como um dos dias mais felizes da minha  vida. Vi paisagens e passei momentos comigo mesmo que me fizeram me sentir feliz, ridículo e maravilhoso ao mesmo tempo. Música alta, cantoria e cabeça trabalhando do jeito dela. Passei por inúmeras cidadezinhas super bacanas até que trombei com o Tekapo e o Pukaki. Dois lagos que pagariam a viagem por si só. Fiquei sentado olhando pras paisagens maravilhosas dos lagos até perder noção do tempo. Voltei pro carro e segui viagem. E tinha muita coisa pra vir ainda.

Wanaka é uma cidade essencialmente turística, com 4.500 habitantes. A cidade fica na beira do lago Wanaka que também é uma vista absurdamente maravilhosa. Na chegada do fim da tarde sentei na beira do lago e comi um típico Fish & Chips enrolado no jornal. Puta frio mas com uma sensação maravilhosa de comer aquela coisa gordurosa de frente pra aquela vista gordurosamente maravilhosa (nuh!).

À noite planejei que iria passar em Cardrona no dia seguinte e me aportar em Queenstown por dois dias. Sem dúvida a decisão mais equivocada de toda a viagem.

Cardrona e Queenstown

Cardrona não chegar a ser uma cidade e sim uma região de Wanaka. Possui uma  estação de ski famosa (que não pude subir porque carros 2×4 tinha que ter corrente nas rodas pelas condições da estrada) e um hotel bunitinho. Meu almoço foi no jardim do restaurante do hotel, numa mesa de madeira velha, com cheiro de lenha queimada e o solzinho suave pra dar uma esquentada.

No começo da tarde cheguei em Queenstown. Cidade apertada, cheia de carro e gente. Gente falando português, alías. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Queenstown é a capital de aventura da Nova Zelândia. É a terra dos empregos temporários. Prato cheio pra quem quer tentar a vida fora do Brasil. Dica? A Nova Zelândia não te dá condição de fazer dinheiro. Tudo é caro e a imigração tem muito pouco trabalho, o que facilita a fiscalização. Se você tá pensando em tentar a vida aqui com emprego temporário e enganando a imigração, vide fronteira do México.

A minha experiência em Queenstown foi pífea. Pra começar na chegada na cidade cismei de conhecer uma ponte histórica que não achei. Fui retornar, me confundi com a marcha automática e fiz uma cagada considerável. Fui ajudado por uma galera e felizmente tudo deu certo no final, sem danos pro Corinha. Não sei porquê cargas d’água cismei que tinha que ficar em Queenstown mais tempo. Já tinha reservado o backpacker pra dois dias e não pude voltar atrás. Sugiro uma passagem pela cidade, subida na gôndola e rume para outra cidade. Se você não quer  pular de bungy ou descer corredeira existem outros lugares que vão te fazer mais felizes. Acabou que passei o segundo dia indo à Glernorchy, Arrowtown e Crownel, o que amenizou a raiva com os brazucas de Queenstown. Vi uns spots do Senhor dos Anéis e um monte de coisa bacana e voltei feliz pelo o dia de amanhã, que apontava Milford Sound! :)

A propósito, umas das maiores raivas de Queenstown foi o povo me chamando de Selton Melo pra todo canto. E uma boa sugestão é não pedir o pão de queijo no Café Brasil. É uma droga. E você é bem mau atendido.

Milford Sound

Saindo cedo de Queenstown e dirigindo cinco horas cheguei a Milford Sound. Meu  post no twitter do dia dizia que, Deus pode ser brasileiro mas ele com certeza mora em Milford Sound. Puta que pariu! Que lugar maravilhoso! Eu realmente não tenho como explicar. Uma paisagem maravilhosa que me deixou sem saber o que sentia ou pensava. Peguei um dia nublado que pelo visto tem um gosto diferente, mas o dias limpos devem ser tão maravilhosos quanto! Vi pinguin, golfinho e foca por lá. E pra minha sorte no barco conheci a Milena que me deu informaçõe especiais de Milford Sound e o Igor. Os dois trabalham em Milford Sound e esse fato esse faria da minha noite uma das coisas mais agradáveis que podia ter.

Igor é mineiro, sotaque difícil por essas bandas, o que me fez ficar à vontade. O casal foi duma simpatia e  receptividade extrema. Me apresentaram os bastidores de Milford Sound e ficamos batendo papo pelo fim da tarde. Até que me deram a idéia de ir até o Haddford Valley, dormir no Murray Gunn’s Camp. Acabou que eles foram comigo e ficamos à noite batendo papo, lambendo carvão mineral (isso só eu que fiz…) e tomando sopa. No dia seguinte saímos às 6h, eles pra trabalhar e eu pra Invercargil, feliz da vida com o dia anterior.

Invercargill e Bluff

Eu cheguei na ponta da Ilha Sul no Sábado. Invercargill é uma cidade pequenininha, antes de Bluff, última cidade antes da Ilha Stewart. Passei o sábado passeando pela cidade e fui até Bluff, pra chegar no ponto mais sul da minha vida. Ponto esse que seria substituido no dia seguinte, no Slope Point. Os ventos nas duas cidades fazem o vento de Wellington parecer brisa.

Southern Scenic Route e Dunedin

No domingo acordei de manhã dei meu último pulo em Bluff pra poder pegar o caminho para Dunedin. O GPS apontou o caminho mais fácil e rápido mas é lógico que eu ia fazer raiva nele. As placas indicavam o caminho pela Sourthern Scenic Route, estrada nem toda asfaltada, mais longa e complicada e isso também significava mais bonita e divertida. E também couro pro Corinha. :P

Pra minha sorte uma rádio da Ilha Sul passa os domingos tocando rock antigo. Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, The Doors e compania limitada. Saí de Bluff às 10h e fui chegar em Dunedin só às 17h da tarde, por um caminho que se feito no jeito GPS dura 3 horas. O meu último dia foi ao som de Rock’n'Roll das antigas, paisagens fodásticas e comida gostosa. Nada podia ser melhor. :)

Dunedin fechou o dia com chave de ouro. Uma cidade com cara de grande mas também com o típico ar de interior que a Nova Zelândia tem. Bati papo com o suíço que tava no meu quarto e fomos dar uma volta pela cidade à noite. Voltamos e conhecemos duas belgas que estavam fazendo o caminho inverso ao meu pela ilha sul. Trocamos as experiências e as recomendações, demos boa noite e cada um foi pro seu canto. No dia seguinte fui dar uma volta na ponta de Dunedin que tem uns Albatrozes e convidei o suiço. Expandi meu vocabulário de Switzerdeutsch e ganhei chocolate suíço, feito e comprado na Suíça, com inscrições em alemão, italiano e françês. Nada de inglês. Nada de importação. Presente pelo passeio. EEBBAA!

Depois disso era Aeroporto de volta pra Wellington.

A volta pra Wellington

A viagem foi bacanuda mas a vontade de chegar em casa e dar uma descansada também era grande. Daphne e Guilherme estavam aqui curiosos (eu não sou do tipo que gosta de dar notícias quando dá a louca de viajar) e eu também estava com saudade deles. Chegar aqui no fim da segunda dividir as experiências e contar o caso pra eles e fazer raiva no Camilo mais tarde por causa dos 4 a 1 que o Grêmio tomou do Inter foi revigorante. :)

Antes do final é lógico que no aeroporto do Cristchurch na escala pra Wellington um casal tinha que gritar do outro lado do salão que eles viram o Selton Melo. Eu liguei o modo filho da puta, fiz que não sabia português e ganhei meu dia e fiz a alegria da minha amiga de vôo. :D

Agora falta a costa Oeste e a Ilha Norte. Em breve. :)

Como prometido, aqui vai o link de novo para as 97 fotos que tirei pelo caminho. :)

Bungy! WOW!

Felizão!Foi meu aniversário dia 27 de setembro. A gente saiu rumo à Turoa pra tentar esquiar mas o dia não tava bom e a gente acabou passenado por Ohakune tentando arrumar comida. No fim do dia, após espancar meus caros anfitriões na sinuca, fui presenteado com uma nota de 1 dólar (americano) com os dizeres “Vale um pulo de Bungy! Parabéns!”. Yay! Só alegria.

Eu não sou cagão pra nada, mas deu frio na barriga. Até você ficar na horizontal a única coisa que você pensa é “Fudeu, fudeu, fudeu”, mas é só virar de cabeça pra baixo que a cabeça esvazia e é só alegria. O indicador de adrenalina vai no talo e o grito sai sozinho. Após isso Daphne e Guilherme se juntaram a mim e a gente ainda vez o Flying Fox e se divertiu à valer.

Se você gosta de frio na barriga vai nessa. A parada é segura e a diversão é garantida.

Pra ver as fotos da brincadeira clique aqui. Guilherme fez um vídeo mas ele ficou gigante e vai demorar até subir pro YouTube. Assim que for, coloco aqui.

Whitireia Park

Ontem estive lá, passeando por aquele imenso gramado, cheio de vacas e cercado de água por todos os lados menos um. Puta, o lugar é muito legal! :)

Os parques por aqui parecem ser coisas pra quem gosta de caminhar, pisar na lama, com uma relativa emoção e grande dor nas pernas. Mesmo cansativa, a caminhada é relaxante, a vista é linda e você sai de lá feliz porque suas pernas não te respondem como você acha que elas deveriam.

O Whitireia Park fica ao norte de Wellington, em Porirua. Um metrô e um ônibus te deixam lá em aproximadamente 40 minutos. Lá dentro são quase 4 horas de caminhada (se você gosta de testar caminhos novos, como eu, coloque mais 1 hora aí), muita diversão fugindo das gaivotas, se esquivando das vaquinhas e brincando com os cachorros dos transeuntes.

battleO parque foi utilizado pra gravação de cenas do filme Senhor dos Anéis. Como o   objetivo deles não é ser ponto turístico por causa disso e sim um ponto de referência para estudos e diversão, não existe nenhuma indicação de onde. Olhando na Internet a única coisa que achei de referência foi a foto ao lado, o que não nos dá muita idéia de nada.

Tô morto mas valeu a caminhada. Tem uma sessão INTEIRINHA, com 28 fotos que tirei por lá tá aqui embaixo. :)