Wellington
A cidade que me acolhe caiu fora das minhas expectativas. Eu esperava um cidade desértica e semi-rural. Mas não.
Até agora Wellington me parece uma cidade extremamente agradável e acolhedora. A maioria dos atendimentos foi tranquila e o kiwi possui um humor agradável. Um bom parâmetro pra isso são as publicidades, que sempre são cheias de piadinhas.
Algumas coisas são absurdas. Ano passado morreram 4 pedestres atropelados no trânsito. A campanha de conscientização da população é de dar inveja em qualquer político no Brasil. Em vários ônibus existem mensagens de alerta e também existem corpos pintados nas faixas de pedestres (aqueles circulados, de giz, igual do filmes policiais). O sistema de aviso para travessia apita pra facilitar os deficientes visuais e os motoristas sempre dão preferência para o pedestre.
Outra coisa é o tráfego de ciclistas, não os de moto, os de bicicleta mesmo. Capacete é obrigatório e eles andam na rua, como um carro comum, sinalizam com a mão as conversões e são respeitados como um carro comum.
Como Daphne disse bem, a cidade é clara te dá uma sensação de conforto muito boa. Você não se sente tampado nem claustrofóbico, o que se mantém pela noite.
As áreas perifíericas lembram típicas cidades country americanas enquanto o hipercentro lembra uma grande cidade como São Paulo, mas só de cara, não espírito. Prédios bonitos e altos e grande movimento de pessoas. Por grande movimento de pessoas entende-de um fluxo de calçada num bairro igual ao Buritis, às 15h da tarde. É o máximo de gente que você encontrará andando pela rua com maior densidade demográfica da Nova Zelândia, a Lambton Quay.
O que ainda não me acostumei são os lados de circulação. Na calçada as pessoas andam invertido do Brasil. A grande maioria das escadas rolantes são invertidas também, mas não todas. Pra finalizar, algumas roscas das tampas dos potes também mas não todas. E a regra principal talvez seja olhe para os dois lados sempre antes de atrevessar a rua.
O inglês vai bem obrigado. O foda ainda é o sotaque. “Upstairs” vira “Upsteirs” e “Test” vira “Tist”. Mas até agora já fui no médico com Daphne, comprei câmera e bati papo com uma mocinha da Red Cross direitinho. Fui entendido e entendi relativamente bem.
Até o momento Wellington é um mini-sonho fora do Brasil. Agora é ter mais contatos com os kiwis e ver como eles são de fato.







August 24th, 2008 at 8:24 am
São dessas vidas que é feita a vida! Muito bacana esses detalhes e costumes. E vai se virando.